Adote uma praça

Será que agora as benfeitorias tão esperadas desde 1997 pela comunidade que frequenta a Praça Nishinomyia serão atendidas? Existe a intenção do governo municipal de implantar o projeto ''Adote uma Praça'' por empresários. Em troca os mesmos poderão anunciar seus produtos, o que nos parece um projeto muito interessante e viável. Quem sabe, como exemplo, a Infraero, que tem uma dívida com a comunidade em virtude da derrubada da Praça Bartolomeu de Gusmão, que ficava em frente ao aeroporto e foi incorporada à área da Infraero para dar lugar a um estacionamento particular, coloque em prática o projeto de revitalização da Praça Nishinomyia. A Sercomtel, que já possui placas de propagandas em toda a extensão da praça, talvez possa fazer a sua parte. Os organizadores do Londrina Matsuri Festival Japonês já inserido no calendário oficial de eventos do município , que se utilizam do espaço da praça, poderão contribuir também com as benfeitorias, inclusive buscando recursos com a cidade co-irmã de Nishinomyia, no Japão. A praça Nishinomyia, inaugurada em 1988, merece a atenção e o carinho de todos, é um cartão postal da cidade, e cabe aos frequentadores da praça zelar pelo erário público, para que possamos fazer de Londrina uma cidade melhor e feliz para se viver.

CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público municipal) Londrina

A frase de Lula

Quando li a frase do presidente Lula sobre o comodismo do brasileiro, pensei que ele se referia ao fato das pessoas não levantarem seus traseiros para resolverem problemas exclusivamente seus. Enganei-me. Não sei nem por que tinha esperança de ouvir algo sensato, pois nosso presidente, tão poético em suas metáforas, só consegue dar foras. Sobre o fato do brasileiro ser acomodado Lula acertou. Isso é fato comprovado (não sei se é comprovado cientificamente, mas dá para se constatar). Tanto é que o nosso lema deveria ser: ''Sou brasileiro e não desisto nunca, de me acomodar!''. Diante de vários problemas há uma certa preferência de grande parte do público verde-amarelo encostar seu traseiro e esperar pelo assistencialismo público. Indago ao presidente: por que obrigar 180 milhões de pessoas levantarem o traseiro atrás de juros mais baixos se é mais fácil vossa excelência levantar o seu traseiro e mandar abaixar os juros? Olhando por esse lado da moeda, a visão torna-se incômoda para o nosso ''crítico-construtivo'' Luiz Inácio Lula da Silva, visto que ele terá que se desacomodar de seus aposentos, ferindo dessa forma o lema brasileiro ''sou brasileiro e não desisto nunca, de me acomodar''! É papel exclusivamente do brasileiro ser acomodado e não correr atrás de nenhum banco com juros mais baixos, pois na terra do samba os juros saltitam e jogam confetes (feitos de papel-moeda) em um forno com labaredas famintas. Por menos acomodado que seja o brasileiro, por mais que ele procure um banco com juros menores, essa é uma batalha perdida, visto que a diferença, muitas vezes, é mínima. É aquele típico ditado: ''Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come''. E come mesmo. Come o bolso já furado do brasileiro.

JULIANO SCHIAVO SUSSI (estudante) Americana (SP)


Rosto verde-amarelo

O Brasil é um país cheio de misturas, pessoas com manias e ideais diferentes. Mas o espírito de vida e o coração, no fundo, batem sempre no mesmo ritmo. Este é o estilo do brasileiro. Uma terra onde há natureza rica e cultura forte, defendida por aproximadamente 180 milhões de guerreiros que dia após dia lutam para conseguir um futuro pleno. É claro que não se pode generalizar. Infelizmente, há aqueles que procuram satisfazer seu ego e provocam destruições, violência e lágrimas em todo o território. Mas importantes são aqueles que fazem o Brasil viver e valer a pena. Médicos, juízes, bibliotecários, garis, donas de casa, professores, atletas olímpicos... Possuem uma arma infalível contra o desgosto que existe no País. São eles as metas e caminhos a serem seguidos. É um orgulho poder andar pelas ruas e ver que existem seres humanos limpando-as para o bem nacional. É contagiante vibrar com um gol feito pela seleção brasileira em um jogo da Copa do Mundo. É emocionante e prazeroso acompanhar milhares de estudantes querendo uma nação mais justa e desenvolvida. O jovem mostra a esperança de uma era, o velho a lembrança de um passado memorável. O brasileiro assim é, fazendo do Brasil o melhor lugar do mundo.

GIOVANA CHIMENTÃO PUNHAGUI (estudante) Londrina



Irrigação

A Água é um recurso natural de importância fundamental para os homens e os demais seres vivos. O pleito do sr. Osvaldo Chiuchetta, pioneiro de Maringá, no sentido de que seja estudada a viabilidade técnica e financeira para implantação de um projeto global de irrigação agrícola no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi encaminhado ainda em meados do ano 2000. O Ministério da Agricultura, em seu parecer, considerou o pleito de justificada conveniência técnica. A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul também apóia o pleito da irrigação. A água necessária para concretizar o sistema de irrigação para os três estados do Sul será obtida pela transposição das águas do Rio Paraná. Canalizando para os leitos dos rios, lagos e açudes, construindo toda a infra-estrutura necessária, inclusive reservatório em áreas elevadas, etc. O uso da irrigação nas culturas em geral traria benefícios positivos com ótimo ganho tecnológico e melhor preservação da umidade no solo, aumentaria os níveis de produtividade nas lavouras em mais de 100%. A irrigação multiplica a produção independente das intempéries. É chegado o momento de nossos governantes verem as iniciativas de prosperidade semelhantes já implantadas em outros países e implantá-las no País. O Brasil é privilegiado, está destinado a ser celeiro do mundo. Temos tudo para isso: terra, clima, água e um povo trabalhador, ordeiro e honesto. A sugestão do sr. Osvaldo Chiuchetta é avançada, patriota e viável. Merece respeito e acatamento das classes do setor e dos governantes.

ANTENOR SANCHES (presidente da Associação dos Pioneiros de Maringá)

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