Indústria de multas

Parece ser esta a nova modalidade que a Prefeitura de Londrina encontrou para arrecadar e arrancar mais dinheiro da população por intermédio da CMTU. A sede por dinheiro parece insaciável. Os agentes da CMTU dentro de seus uniformes tipo militares, travestidos de ''policiais'', que na verdade não são, enchem-se de falsa autoridade e saem pela cidade, multando a ''torto e direito'', sem nenhum princípio de ética ou humanidade. Multam e apreendem mercadorias de pobres trabalhadores ambulantes, de senhoras idosas que vendem seus bordados e panos de prato nas feiras, o pequeno comerciante que coloca uma placa na frente de sua loja, na tentativa de melhorar suas vendas, cometento muitas outras injustiças. Todos eles são trabalhadores e tentam levar para casa o sustento de sua família para o dia seguinte. A Prefeitura, comandada por um membro do PT, deveria ter maior sensibilidade e ser menos cruel com essa classe de trabalhadores, menos favorecida pela sorte ou vítima da atual situação de miséria imposta ao povo por vários governos anteriores e atuais, incluindo-se o atual prefeito. Outra vergonha londrinense é a maneira adotada pelos agentes da CMTU para multar ''supostos'' motoristas londrinenses infratores. Multam e não comunicam de imediato ao motorista o motivo da autuação, deixando-o sem a possibilidade de contestar na hora, caso ela esteja sendo indevidamente aplicada. O ''suposto'' motorista-infrator só saberá que foi multado vários dias após, quando receberá a autuação pelo Correio, deixando-o praticamente sem defesa, mesmo que não tenha passado pelo local indicado no auto de infração e sem sua assinatura admitindo a falha. Vamos exigir da CMTU e do prefeito do PT que a multa aplicada ao trabalhador-contribuinte só tenha validade se for assinada por ele no ato da autuação.

REGINA CHUBACI MACHADO (engenheira agrônoma) Londrina


'Flanelinhas'

É importante esclarecer, já que a coluna se intitula opinião, para que as informações sejam passadas de foram correta. Apesar do desconhecimento de muitos, o estacionamento regulamento Zona Azul é previsto no Código de Trânsito Brasileiro e nas leis municipais nº 5.313/92 e 5.677/94. Os citados ''flanelinhas'', na verdade, são jovens que pertencem a um projeto social de geração de renda e são profissionalmente chamados de orientadores de trânsito. Este mesmo projeto pertence à Epesmel (Escola Profissional e Social do Menor de Londrina), a qual atende hoje aproximadamente mil crianças e adolescentes em todos os seus projetos e não a guarda mirim, como citado. Com relação aos ''guardas municipais'', o nome correto é agentes municipais que têm como função a fiscalização do trânsito (incluindo estacionamento regulamentado) e de posturas. Todas as pessoas são livres para expressarem suas opiniões, porém, o importante é que o façam de maneira responsável com base em informações corretas.

CAMILA KAUAM MENEZES ZULIAN (coordenadora da Zona Azul) - Londrina


Reforma agrária

Vi dia destes na televisão que os agricultores na China trabalham na forma de meeiros. Tudo que produzem 50% é do estado. Sim, porque ninguém detém a posse da terra. O sujeito lá, vai ao campo para trabalhar e produzir, não é como aqui que os latifundiários improdutivos teimam em existir, e dificultar a reforma agrária. Na verdade, não tem por que a terra ter donos, uma vez que no começo da história ninguém era dono das terras. Foram tomando posse e agora querem vender suas terras para o governo fazer reforma agrária a preço exorbitante. Os donos das terras geralmente não trabalham nelas, e muitos usam ainda um serviço de escravos, por isso tivemos o impasse terrível em Unaí, a ponto de fuzilarem lá, os fiscais que tentavam botar ordem naquela região. Na China existe a verdadeira reforma agrária, e terra para todos que querem trabalhar e produzir no campo.

ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina


Conselhos de Saúde

A crônica crise nos serviços de saúde, exibida nas filas, na demora do ''pronto-atendimento'', na negligência e nos erros médicos que, como se sabem, levam à morte por amnésia eutanática, seria atenuada se houvesse conselhos comunitários efetivamente atuantes que fiscalizassem desvios de conduta e do exercício profissional e o ''bom'' destino das verbas que o Estado manda para os hospitais, quer sejam públicos, filantrópicos ou privados. Conselhos que interagissem com os usuários do Sistema Único de Saúde, o Ministério Público, o Poder Judiciário, o CRM, as entidades sindicais e associativas, e que funcionassem como gestores e fiscalizadores, cutucando com o aguilhão a burocracia e a modorra dos ''prontos-socorros'', a inércia hospitalar, a negligência médica, a transparência nas entradas e saídas de recursos públicos destinados a prevenir e salvar os pobres do SUS. Que sejam efetivamente responsabilizados os omissos e os culpados pela dor que não pára de doer, que dói tanto pra sarar.

JOSÉ FIORI (jornalista) Curitiba


Lago do Cabrinha

É lamentável o que vi quando estava andado de carro pelos Cinco Conjuntos. Quando me deparei com o ''Lago do Cabrinha'', pois ainda não conhecia o mesmo. Pelo amor de Deus, aquilo está mais para represa do que para lago. Tem fazenda na região que tem represa maior do que aquilo. O que não da para entender é como a Prefeitura se focalizou tanto naquele lago. Acredito que gastaram mais com publicidade do que com o próprio lago. E agora que a cidade já se esqueceu das eleições, a prefeitura já se esqueceu do lago. Aquilo lá, daqui a alguns dias, vai virar esconderijo da bandidagem, pois o capim já tomou conta do mais novo cartão postal da cidade. A cidade espera que no próximo lago a Prefeitura gaste um pouco mais na obra e muito menos em publicidade.

ERITON JOSÉ SOARES (comerciante) - Londrina

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