CARTAS
Nepotismo
A sociedade brasileira, através de suas entidades organizadoras (como a OAB), está contestando o nepotismo dentro da estrutura pública. Existe um movimento muito grande no sentido de acabar com este tipo de procedimento imoral. É uma iniciativa louvável que merece todo o apoio e empenho dos cidadãos brasileiros. Porém, deve ser o começo de um processo mais radical de moralização. Outro aspecto que deve ser combatido são os chamados cargos de confiança (cargos comissionados). A cada eleição vemos nossos dirigentes políticos distribuírem cargos de confiança a pessoas que normalmente não fazem parte dos quadros de funcionários públicos, devidamente aprovados em concursos e que prestam serviços nos seus respectivos departamentos. Como estamos falando de cargo de confiança, creio que a confiança deve ser analisada sob a ótica da capacidade do funcionário em prestar um bom serviço ao Estado. Em momento algum os chamados cargos de confiança deveriam servir como ''cabides de empregos'' para candidatos que não conseguiram se reeleger ou cabos eleitorais dos políticos eleitos. Na verdade os chamados cargos de confiança deveriam ser extintos, exceto os cargos de secretários e ministros. O que deveria ocorrer é a valorização dos funcionários públicos concursados.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
Ainda há esperança?
Os bairros devem estudar seus problemas e, em comunidade, resolvê-los da melhor maneira possível para que a maioria usufrua as decisões tomadas e a minoria não-satisfeita possa continuar participando e opinando, sem permanecer alheia aos acontecimentos por se sentir alijada e, principalmente, sem se sentir derrotada, e sim usando as oportunidades para tomada de novas decisões até que todos se ajustem em um ambiente harmônico. Todos os bairros, em comunhão, resolverão o problema do município. Os municípios, respeitando suas peculiaridades, participarão da resolução dos problemas do Estado. Os estados, por sua vez, darão apoio logístico para os municípios a fim de que suas decisões sejam incrementadas. Os estados receberão da Federação apoio incondicional para que suas ações possam ser revertidas ao povo levando-se em consideração os princípios da igualdade e da equidade. Os governantes, eleitos democraticamente, devem governar com ética e honestidade (desnecessário seria dizer mas é bom lembrar). Não sei se agindo desta maneira as coisas dariam certo, no entanto, sei que do jeito que está não pode continuar: decisões centralizadas e que de maneira geral locupletam as classes mais abastadas e o povo cada vez mais marginalizado. O dinheiro de impostos usado sobremaneira para os ''mesmos'' e chegando às migalhas na ponta onde está a maioria do povo. Quando escrevi o texto acima quis dar um jeitinho de colocar a palavra liberdade em algum lugar, não conseguindo e relendo tudo percebi que ela está nas entrelinhas. É só a gente imaginar um pouco.
OSNILDO PIRES CARNEIRO (dentista) - Londrina
Quem vai fiscalizar?
A discussão que tem chamado a atenção nos últimos dias em Londrina é a que trata da limitação dos horários de funcionamento de bares e similares, bem como a restrição da venda de bebidas alcoólicas em espaços públicos, projetos dos vereadores Glaudio de Lima e Paulo Arildo. Penso que a única utilidade destas iniciativas é o fato de chamar a população para a discussão do problema do aumento da criminalidade. Uma vez aprovados, tais projetos serão mais duas leis que não vão pegar, a exemplo daquela que estabelece tempo máximo de permanência nas filas dos bancos. Ninguém cumpre a tal lei, não existe fiscalização e nada acontece com os ''fora-da-lei''. A única novidade é a inércia do Sindicato dos Bancários que nos últimos tempos não tem feito protestos criticando o governo pela situação de desrespeito à população. Será que é por que, agora, o governo também é do PT? Em tempo senhores vereadores, façam constar nestes projetos que, sendo aprovados, haja de fato penalidades para o não-cumprimento de mais estas leis, bem como o responsável pela fiscalização: se a União, Estado, Município ou a Igreja.
LOURIVAL BARBOSA (sociólogo) Londrina
Filas e revolta
No último dia 15, constatei com revolta o péssimo atendimento nas prefeituras de Cambé e Londrina. Esperei durante 5 horas para ser atendido. Em Cambé, foram duas horas para conseguir uma emissão do carnê do IPTU aliás mais caro que Londrina. Os funcionários sequer usam crachás, não se sabe quem é quem, a coleta de lixo deixa a desejar (não levam lixo de jardins mesmo em sacos plásticos), sobrecarregando os contribuintes com taxas de carretos para manter a cidade limpa. Na prefeitura londrinense foi pior: esperei três horas apenas para pedir um protocolo do ISS, que fora pago em duplicidade, funcionários em demasia deixam de atender os contribuintes para fazer chacrinhas, bater papo, irritando quem está na fila sem atendimento, justamente para pagar impostos que irá pagar os salários, aspones e mordomias. Estes casos acontecem diariamente, reflexos de más-administrações em que prefeitos e secretários sequer sabem como funciona efetivamente as prefeituras. Fica o protesto de um contribuinte. Bom seria que os vereadores esquecessem picuinhas, nomeações de ruas, homenagens politiqueiras, cumprissem o papel de representantes do povo e fiscalizassem estes desmandos.
MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) Londrina
Acorda, Brasil!
Boa intenção, belas palavras, razão e fé não solucionam problemas sociais. Os problemas são resolvidos com racionalidade, empenho, trabalho e patriotismo. A grande maioria dos brasileiros, lamentavelmente, vive miseravelmente. Os responsáveis diretos pela má-administração do Brasil são os políticos incompetentes, ignorantes e prepotentes.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão





