Assalto a residências

Após o assalto de que eu e a minha família fomos vítimas no dia 20 do corrente, decidi enviar algumas sugestões às autoridades policiais. A grande maioria dos assaltos praticados à luz do dia em residências e pequenos comércios, é realizado por duplas de bandidos que utilizam a motocicleta como meio de transporte. Entendo que, de forma seletiva, existe uma grande possibilidade da ronda policial coibir uma significativa parte desses crimes. Existem milhares de motos circulando nas ruas, não seria produtivo promover a fiscalização de todas elas. De um tempo para cá, as motos de mototaxistas estão regularizadas e seus condutores identificados com coletes e capacetes especiais. Esses veículos estariam, a princípio, fora de suspeita. As motos de entregadores de produtos comerciais possuem uma caixa para as mercadorias instalada no local do ''garupa'', portanto, não comportam o transporte de duas pessoas. Por outro lado, presume-se que as mulheres que viajam nas garupas não sejam bandidas armadas, portanto, também estariam fora de suspeita. As motos de luxo ou de muitas cilindradas não são as usualmente utilizadas pelos bandidos, assim, estas também seriam poupadas da fiscalização. Finalmente, as motos conduzidas apenas pelo motorista, de qualquer sexo, tampouco seriam fiscalizadas pois os bandidos agem em dupla. Assim, restariam só as motos de pequena cilindrada ocupadas por motorista e garupa, sendo ambos do sexo masculino. Dentro desta classe, acredito que não teríamos mais do que uma moto em cada dez, aproximadamente. Essas motos, sim, deveriam ser detidas e fiscalizadas pelas viaturas policiais que atuam nas rondas. Acredito firmemente que o procedimento aqui proposto ajudaria a evitar que esse tipo de crime, lamentavelmente um dos mais amplamente divulgados e frequentes na nossa cidade, continue a tirar a tranquilidade dos cidadãos pacíficos e ordeiros.

LUIS HECTOR SAN JUAN (engenheiro) Londrina

Cadê o módulo policial?

Existia um módulo policial na confluência da Avenida Celso Garcia Cid com as ruas Senador Souza Naves e Maestro Egídio C. do Amaral. Era um pequeno módulo que abrigava diuturnamente um policial, que embora não atuasse ostensivamente, preventivamente sua atuação surtia algum efeito, pois inibia, de certo modo, a atuação de marginais, trombadinhas, desocupados e outros infelizes que circulam frequentemente por aquele espaço público. O que mais nos preocupa é a total falta de sensibilidade de nossos governantes, fazendo retirar do local indicado o posto policial. E agora? Como ficaremos nós, moradores daquela região? Como ficarão as mães que pela manhã e à tarde passeiam naquele local com seus filhos? Como ficarão os idosos que se distraem naquele local? E os transeuntes? Sem o posto policial é certo que aumentará o número de indigentes, desocupados, marginais e trombadinhas na Concha Acústica, que já constituem um grave problema policial e social para Londrina. Certo é que os riscos de assaltos, brigas, desordem no local aumentarão e, sem o policiamento, o que será de nós?

ANTONIO MENDES SANTOS (advogado) Londrina


Faltam policiais

No último dia 14 precisei ir até o 4º DP (Distrito Policial) para tentar resolver um assunto relativo a um roubo acontecido dia 1º de abril em minha residência. Ao chegar ao local, constatei que a delegacia encontrava-se trancada e sem ninguém que pudesse me dar alguma orientação. Retornando ao meu escritório, telefonei e fui informada de que a delegacia fecha para almoço. No dia 15, compareci novamente ao 4º DP em horário comercial e fui bem atendida pelo delegado Peron. Naquele horário, havia além do delegado, apenas mais dois funcionários, o que fazia com que as pessoas tivessem que aguardar em uma pequena salinha. Quando saí, havia uma pessoa sendo atendida e três aguardando. Depreende-se disso, que há necessidade urgente de aumentar o efetivo da Polícia Civil em Londrina. Não é admissível que uma delegacia tenha que trancar suas portas para que aqueles que lá trabalhem possam se alimentar. Por mais que estes funcionários tentem, eles não são mágicos e já fazem um trabalho que merece os parabéns. Com a palavra os responsáveis pela manutenção da ordem da segurança de nossa cidade.

NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina

Brincando com a vida

Para nossos políticos não existem limites éticos, morais e humanos, quando se trata de obter vantagens tanto pessoais como políticas. Um bom exemplo são os acontecimentos nos hospitais do Rio de Janeiro, onde seres humanos são usados para alimentar estúpidas disputas eleitorais a população doente que necessita de atendimento médico é tratada como mero coadjuvante, sofrendo constrangimento em enormes filas, aguardando a boa-vontade de algum burocrata estúpido para serem liberadas. O Rio é citado por ter tido maior destaque na mídia, mas o caos em que se encontra a assistência à Saúde (uma obrigação constitucional) estende-se por todo o Brasil. Para o doente, que procura assistência a que tem direito, não interessa se o hospital é mantido pelo governo federal, estadual ou municipal; interessa sim, o seu atendimento. Nossos governantes, em todos os níveis, estão usando mais verba em publicidade (proporcionalmente) do que com a manutenção de hospitais e assistência médica, todos pensando nas próximas eleições. Existem no Poder Judiciário e no Legislativo meios para coibir essas irregularidades. Ambos deveriam fiscalizar e fazer com que o Executivo cumprisse as leis.

DARCY BRAZ GUEDES (torneiro mecânico) Londrina

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