CARTAS
Cheques sem-fundo
Gostaria de fazer uma pergunta aos comerciantes deste país. Quem pergunta é um comerciante desesperado com os cheques que somos obrigados a receber como pagamento, seja à vista ou a prazo, e os mesmos estão sendo devolvidos sem fundo. O que nós temos com isso? Não me recordo o ano em que os bancos eram obrigados a se responsabilizar pelos cheques que tinham o valor por folha discriminados, e que se você recebesse um cheque que estaria dentro do limite por folha os bancos pagariam. Agora, os banqueiros simplesmente abrem uma conta para uma pessoa, dão um talão de cheques com no mínimo 20 folhas, os devolve quando não têm fundo e você tem que correr atrás para tentar receber? E o pior: não tem lei que faça um emissor pagar caso não use do bom senso. Acabou a vergonha neste país. Não seria a hora de darmos um basta e lutar por nossos direitos? Se cheque é considerado como promessa de pagamento, por que então os banqueiros não assumem seu papel de credibilidade?
MAGNO CÉSAR CALSAVARA (microempresário) - Ibiporã
Desobediência civil
Até que enfim a medida provisória 232 teve o destino merecido, o lixo. Parabéns à sociedade organizada que teve a coragem de enfrentar os poderosos. Que assim proceda toda vez que seu direito seja espoliado, especialmente, no que tange ao aumento de tributos. A propósito, meu pai, de saudosa memória, sempre dizia: ''Sabido é aquele que sabe gastar, pois ganhar qualquer tonto sabe fazê-lo''. Sabedoria popular de grande alcance, mas que nossos governantes ignoram. Portanto, um conselho aos governantes: procurem gastar bem nossos tributos, pois a ''galinha de ovos de ouro'' pode desaparecer. E, aí como é que fica? O limite da carga tributária chegou ao seu extremo e não aguentamos mais, daí a necessidade da diminuição da carga tributária em todos os setores governamentais, sob pena de irmos à desobediência civil e à informalidade.
CARLOS KITA (presidente do Sindicato dos Contabilistas de Londrina)
Técnico do LEC
Fico muito contente em saber que algumas pessoas no Londrina já começam a pensar um pouco mais além do nariz (''Tubarão promete reforço de peso'', Folha Esporte, pág 1). A contratação de um técnico de nome conhecido é um bom começo. Volto a reiteirar minha opinião pela contratação do treinador Zetti. Avante Londrina!
MANOEL CARDOSO JUNIOR Londrina - do portal Bonde
NRE e reprovação
Os diretores das escolas estaduais Antonio de Moraes Barros, Behair Mendonça, Cássio Leite Machado, Dario Vellozo, Déa Alvarenga, Eucaliptos, Guaravera, Lerroville, Lucia Barros Lisboa, Marcelino Champagnat, Maria José Aguilera, Mercedes Madureira, Nossa Senhora de Lourdes, Olavo Garcia, Paiquere, Polivalente, Rina Maria de Jesus, Roseli Piotto, São José, Thiago Terra, Tiradentes, Tsuru Oguido, Vicente Rijo, Padre Wistremundo Garcia, Maria Cintra Alcântara e Olympia Tormenta, do Núcleo Regional de Ensino (NRE) de Londrina, vêm solidarizar e apoiar o chefe do núcleo, professor Rony dos Santos Alves, e sua equipe, que apesar de tantas dificuldades sempre deram encaminhamento aos nossos problemas cotidianos, com competência e responsabilidade. Nos causou estranheza e indignação a reportagem veiculada dia 13/4 nesta Folha, pois sabemos da seriedade deste jornal que sempre lutou pela justiça e verdade. A referida matéria foi escrita como se a opinião exarada fosse unânime entre os diretores e não apenas por 15 deles num total de 126. Os referidos diretores tiveram oportunidade de expor suas dificuldades em reunião com o chefe do Núcleo e demais diretores e não o fizeram, usando a imprensa para resolver problemas pessoais, para promoção pessoal ou ainda com motivação político-partidária. Diante de tantos desencontros, sugerimos à Agenlon, uma reestruturação e melhor organização para que atue em prol de toda a classe e não de uma minoria. O descontentamento por parte de alguns diretores não justifica a generalização ocorrida conforme relatado acima.
EDNA GELSOMINA MAIMONE (diretora Colégio Estadual Dario Vellozo) Londrina
Nós, professores do Colégio Estadual Hugo Simas, expressamos nosso apoio integral aos professores do IEEL com referência à carta ''Autonomia escolar' publicada no dia 12/4 pela Folha. Também compreendemos que o papel dos professores e da escola está sendo desrespeitado pelo Núcleo Regional de Ensino (NRE) de Londrina, cuja função entendemos ser, não só apoiar o aluno, mas também e, principalmente (nos dias de hoje), dar respaldo aos professores em suas decisões de conselho de classe. O professor desempenha seu papel com seriedade e imparcialidade e em suas mãos está a responsabilidade na formação de valores preparando nossos educandos para serem aptos a reconhecer seus direitos e deveres. Percebemos também que o NRE está boicotando nosso trabalho com suas atitudes. Atitudes estas, sem base e conhecimento do dia-a-dia do professor/aluno em sala de aula e deixando a escola em uma posição de descrédito a partir do momento que ''ela'' perde o direito de exercer sua autonomia. A nossa preocupação é que atitudes como essa se tornem corriqueiras desvalorizando e deixando sem sentido e sem objetivo nosso trabalho e dos bons alunos. Esperamos que o NRE repense sua posição e assuma o papel pedagógico que lhe cabe garantindo à escola sua autonomia, deixando que o professor desenvolva seu trabalho cujo objetivo maior é formar cidadãos.
TEREZINHA DE SALES MARQUES FORLIVIO (outros 23 professores assinam o texto) Londrina





