Mulher de ministro

Em relação à reportagem ''Mulher de ministro ganha R$ 16 mil/mês em Itaipu'' (pág. 3 de 17/4), temos que tomar cuidado com as informações e detalhes envolvendo esse assunto. Gleise Hoffmann assumuiu o cargo antes do Paulo Bernardo ser ministro. Outro detalhe: uma coisa é cabide de emprego outra coisa é a capacidade e o direito que as pessoas têm de estudar, buscar a sua qualificação, trabalhar e levar a sua vida. Sou contra nepotismo e privilégios, mas esse não parece ser o caso. Ser mulher de um parlamentar ou de um ministro não significa ter que encerrar a sua carreira pessoal. E o auge da carreira do deputado, como alude a chamada, começou dois anos da sua chegada ao ministério. Patrulha certa, alvo errado.

DINIZ NETO Maringá do portal Bonde

É por isso que brasileiros com profissão qualificada (guia de turismo) têm que sair do país. Essa disparidade salarial é uma vergonha. Deve ter pessoas na mesma companhia que ganham menos de R$ 1 mil. Cadê a divisão de renda que tanto se apregoa? Trabalho aqui em uma fábrica, o meu chefe ganha 2 euros a mais que eu, e o chefe-geral (gerente/boss) ganha 4 euros a mais do que eu. Isso sim é distribuição de renda. Quando será que nossos políticos vão tomar vergonha? Será que ela é tão competente assim? Não está na hora de dar exemplos e começar a fazer o dever de casa?

ANTONIO BEZERRA DOS SANTOS Swindon (Inglaterra) do portal Bonde


Racismo no futebol

Como defensor dos direitos humanos e do respeito às diferentes etnias, religiões, culturas e classes sociais, não poderia deixar de me manifestar quanto ao racismo no futebol. Por isso, parabenizo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves pela atitude firme dentro da plena vigência das leis brasileiras contra a discriminação e racismo ao dar voz de prisão ao jogador argentino Leandro Desábato por entender que ele cometeu crime de injúria qualificada, com agravante de racismo contra o jogador Edinaldo Batista Libânio, o Grafite. Aproveito, também, para solidarizar-me com a iniciativa do jogador Grafite. Esta atitude que está servindo de exemplo de dignidade ao futebol internacional e ao mundo.

ABRAHAM SHAPIRO (consultor de comportamento organizacional) - Londrina

O último lugar em que deveríamos se quer ouvir falar em racismo seria no mundo dos esportes, que une os povos. Infelizmente, o futebol em torno do mundo é o que mais exprime o sentimento de racismo de muitos, seja no Brasil ou, principalmente, na Europa. O racismo deixa de ser vergonha e torna-se um sentimento vivo em meio às multidões de torcedores. Dizem que o Brasil é país racista. A Europa seria o quê ao jogarem bananas em jogadores negros? De uma coisa é certa, o Brasil é o país que mais sofre com o racismo. Seja brasileiro ou argentino, as leis brasileiras são perfeitas, claras e valem para todos os ''racistas''.

PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina



Atlético campeão

Parabéns à nação rubro-negra do Paraná pela relevante campanha que culminou com a brilhante vitória do Atlético no Campeonato Paranaense. A fiel torcida merecia. O Furacão, que tem a maior e mais honrosa comunidade simpatizante do sul do Brasil, tem agora muito o que festejar e se alegrar pela felicidade que os eficientes jogadores demonstraram em campo. Felicito os jogadores que vestem a camisa vermelha e preta por amor e deixam refletir sua paixão na próprio amor que a torcida passa a eles.

CÉLIO BORBA (artista plástico) Curitiba


Greve dos servidores

Foi com grande pesar que li diariamente sobre a greve na Prefeitura Municipal de Londrina e, por estar atarefado, não pude exprimir a minha opinião. Como o prefeito vem a público falar que não tem recursos para reajustar salários de servidores mas, no entanto, possui para efetuar várias nomeações de pessoas ligadas ao partido e colaboradores de campanha nas últimas eleições? Será que é por que os servidores não dão dízimo para a campanha? Mostre o sr. prefeito, por uma questão de transparência, todos os atos de nomeação de colaboradores em cargos em comissão, pois são várias. É no mínimo temerário, senão desvio de finalidade ou de poder, ouvir de um prefeito que não tem verba para cumprir a lei do reajuste salarial, mas a tem para pagamento de altas somas em cargos em comissão.

GERSON MACHADO (servidor público federal) Londrina


Cohapar

O governo federal editou em 2000 a Lei 10.150 que dispõe sobre a novação de dívidas e responsabilidades do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), que isenta mutuários do sistema financeiro de habitação com contratos assinados até dezembro de 1987. Num primeiro momento, a Caixa Econômica Federal (CEF) fez cumprir a referida norma. Em ato contínuo vieram as Cohabs, dentre delas a Cohab de Londrina. Depois vieram a reboque os bancos privados, que brigaram até onde puderam para enfim estender o benefício da lei aos seus mutuários. Mas os mutuários paranaenses filiados à Cohapar, que viam no ex-governador Jaime Lerner um insensível para causas sociais como esta, ficaram a ver navios até os dias atuais. O Cohapar, que também utilizou recursos da CEF inventou uma tal ''depuração contratual'' que nada mais é do que enrolar os mutuários e descumprir a determinação legal, gerando inúmeros contenciosos judiciais que na verdade servem apenas para protelar um direito garantido por lei, além de despesas desnecessárias aos cofres públicos, dado às custas judiciais. Uma bela oportunidade para o governador Roberto Requião (PMDB) demonstrar na prática o que tanto brada em seus discursos no que diz respeito a causas de defesa do cidadão.

JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) - Londrina

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