Um grito de socorro
  Nós, professores do Colégio Estadual ProfªOlympia Moraes de Tormenta, manifestamos nossa repúdia e indignação pelo fato ocorrido no dia 11 de abril, quando uma professora foi agredida verbal e fisicamente, de forma covarde, por uma aluna e sua mãe, dentro da própria escola, por ter chamado a atenção desta aluna. Enquanto educadora, ela é dotada de tal direito. Somos professores da rede pública, sempre preocupados em oferecer qualidade de ensino, através de materiais didáticos atualizados, trazendo informações e conhecimentos aos nossos alunos. No dia do ocorrido, a professora se manteve inerte diante das agressões, estando impossibilitada de reagir. Em que mundo vivemos, onde uma professora é vítima de lesões corporais praticadas por uma aluna e sua mãe? Inconcebível e lastimável tal situação. Em que mundo vivemos, onde não temos segurança dentro do nosso ambiente de trabalho, que por sua vez, deveria ser local protegido de seres desprezíveis como estes? A professora teve seu rosto, pescoço e braços afetados pela ação violenta, e foi encaminhada à Polícia, e, posteriormente ao IML, onde foram realizados exames de corpo de delito, e constatadas as lesões corporais. Acreditamos na educação como o único caminho que conduz ao crescimento dos nossos jovens, mas a insensatez e a covardia de certos cidadãos ferem e marcam com cicatrizes nossas vidas. Muitos, indistintamente, de cor, raça e credo, passam pelas nossas salas de aula. Somos responsáveis pela formação educacional dos nossos jovens, mas, infelizmente, nem todos assimilam a lição da boa educação. Deixamos nossos préstimos de solidariedade à nossa colega e que Deus nos proteja de seres como estes que mancham nossas vidas.
ELIZABETE MIZUNO (e demais professores do Colégio Olympia Tormenta) – Londrina

Teatro Municipal
  O Teatro Municipal pode ser, das duas, uma. Um teatro convencional, tipo elefante branco, a gerar despesas de custeio, aumentando o quadro de pessoal da Prefeitura, e deteriorando pela falta de manutenção. Ou pode ser um empreendimento com participação empresarial (como o Terminal Rodoviário), com galeria comercial de lojas culturais (de livros, discos, artesanato, decorações, fotografia e filmagem, fantasias, souvenirs, revistaria, etc), além de lanchonetes e restaurantes temáticos. O terraço pode ser espaço turístico, com restaurante e espaço para exposição de artes plásticas. Tudo rendendo aluguéis para manutenção e programação artística, de modo que não funcione só durante os eventos no teatro, ficando o resto do tempo um ‘‘prédio morto’’. O espaço para teatro pode ser concebido de modo a servir também para eventos, e pode ter garagens subterrâneas também como fonte permanente de renda. Um condomínio pode administrar o prédio, repassando verba para manutenção do complexo. E a propalada integração governo-comunidade estará se fazendo na prática com benefícios para todos e com um teatro vivo e também captador de turismo.
DOMINGOS PELLEGRINI JÚNIOR (escritor) - Londrina

São só solavancos
  Qualquer pessoa de fora que visite Londrina fica assustado ao percorrer de carro qualquer lugar da cidade. É só solavancos. Além dos buracos, temos de agüentar os solavancos causados pelas grandes tampas de ferro redondas da Sanepar que ficam no meio das ruas e que estão rebaixadas devido a vários recapeamentos do asfalto, causando um grande desnível. São nossos carros que sofrem as conseqüências. Esses milhares de solavancos acabam com os amortecedores, suspensão, coxins, desregulam o motor, pneus e quebram várias outras peças que não agüentam tantos ‘‘trancos’’, nem a nossa paciência. O resultado disso é que mais uma vez, nós os contribuintes que pagamos IPTU, ISSQN e muitos outros impostos, é que teremos de arcar com os prejuízos causados aos nossos veículos e a nossa coluna vertebral. Não interessa de quem é a culpa, se da Prefeitura ou da Sanepar, se é por relaxo, desinteresse, falta de sensibilidade ou por total falta de capacidade de quem administra as vias públicas da cidade. O que exigimos é que esse erro seja corrigido o mais rápido possível porque ele nos atormenta cada vez que saímos de casa ou do trabalho.
ÂNGELO ROBERTO PAULÃO (gerente industrial) – Londrina

Solidariedade x privatização
  O bom exemplo de solidariedade praticado pela Sanepar em socorrer a cidade paraguaia ‘‘Ciudad del Este’’, esfolada pela estiagem, só foi possível porque a Sanepar é uma empresa pública. Assim como só foi possível implementar a tarifa social, que beneficia milhares de famílias carentes pelo Paraná afora, porque esta empresa pertence ao povo. Caso fosse privatizada, você acha que essas medidas seriam implementadas? Logicamente que não, pois o único objetivo de uma empresa privada é o lucro. Veja o caso da privatização do Banestado - doado ao Itaú. Podemos mensurar o quanto o Paraná perdeu em fomentar e investir no setor agrícola? Nos financiamentos de bens imóveis, como moradias para a população, instalações de novas indústrias, projetos sociais e urbanos, etc. E ainda socorrer, em momento de seca como agora acontece no interior do Estado, o pequeno produtor sem condições de lidar com os prejuízos ocasionados pela estiagem, que acaba obrigando-o a recorrer a empréstimos a juros escorchantes. Caso um dia a Sanepar deixe de existir como aconteceu com o Banestado, quem vai pagar a conta, pela mancada produzida por ‘‘políticos’’ sanguessugas, irresponsáveis e ‘‘neobobos’’, será a população mais pobre, como aconteceu em Buenos Aires (Argentina), Cochabamba (Bolívia) e Johannesburg (África do Sul) onde os preços das tarifas subiram descaradamente, trabalhadores foram despedidos ao bel-prazer das empresas estrangeiras e a qualidade de água fornecida à população piorou muito.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (engenheiro) - Curitiba

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