CARTAS
Parto humanizado
No último dia 7 foi anunciado pela televisão a intenção do Ministério da Saúde em implantar nas maternidades do SUS o parto humanizado. De início fiquei muito feliz. Mas ao analisar o conteúdo da proposta, veio a decepção. Permitir acompanhante na sala de parto com a finalidade de humanizá-lo e também aumentar o número de partos normais em vez de cesáreas e ainda demonstrando ser o parto normal mais barato para o SUS do que a cesárea, no meu conceito essa determinação é um tanto esquisita. Por demonstrar total desconhecimento dos princípios anatômicos, fisiológicos e psicológicos do parto humanizado, e mais ainda, por ter colocado o ''parto humanizado'' com o objetivo de economizar para o SUS, não se preocupando com o bem-estar do binômio materno-fetal. A ordem é ''economizar''. Parecem desconhecer o que pode acontecer na sala de parto por ocasião de uma ''emergência obstétrica'' ocorrida durante o final de um trabalho de parto. O parto humanizado tem por finalidade preparar a gestante para o parto, com aulas teóricas e práticas, por uma equipe multidisciplinar a partir da 24 semana de gestação. Através do curso serão transmitidos conhecimentos anatômicos, fisiológicos e psicológicos para que a gestante perca o medo do desconhecido, ou seja, um dos pontos da tríade: medo-tensão-dor, na qual o professor Deek Rid, da Inglaterra, observou quando criou o parto humanizado. A paciente aprenderá como usar a respiração, os músculos abdominais, bem como saber qual contração está mais propícia para fazer força. Enfim, ela aprenderá teórica e praticamente tudo o que vai enfrentar com segurança. Essa situação física e psicológica controlada favorece uma boa contração uterina e aí sim há na realidade maior índice de partos normais x cesárea. Na sala de parto será o ideal ter um acompanhante sim, mas que seja a pessoa que fez o curso durante o pré-natal junto com a gestante.
ELIAS ANTÔNIO CAMPANELLI (ginecologista e obstetra) - Londrina
Delinquentes juvenis
Apelo ao governador de Estado e ao secretário de Segurança Pública para que combatam os altos índices de criminalidade praticados por delinquentes juvenis no Guatupê, em São José dos Pinhais. Dias atrás meu sobrinho, quando passeava de bicicleta na rua onde mora, foi abordado por estes marginais que, com arma em punho, roubaram sua bicicleta, seu celular e seus pertences, inclusive deixando-o sem suas roupas. Uma afronta à dignidade do ser humano. Que os poderes constituídos tomem as devidas medidas para punir estes criminosos.
CÉLIO BORBA (artista plástico) Curitiba
Estagiários da UEL
Nas últimas semanas, os alunos da UEL têm encontrado situações de extremas dificuldades com relação à busca ou renovação de estágios. Tudo isto devido à resolução CEPE 13/2005 que de acordo com o MEC estabelece os critérios para a contratação de estagiários. Esta resolução estabelece que sejam permitidos apenas os estágios com o limite de 20 horas semanais. O objetivo desta medida com certeza vai além, ela visa estabelecer como já dito, critérios para que nós estagiários façamos o nosso papel, que é de aplicar nosso conhecimento à prática, como estudantes, e não como profissionais. Como sabemos que no Brasil todas as leis são interpretadas de forma responsável por uns, e distorcida por muitos outros, nos deparamos então com o fato de estagiários serem contratados para desenvolver funções que seriam cabíveis a profissionais. Na condição de aluno e estagiário, concordaria com as intenções da universidade pública de servir de exemplo e adotar esta medida de forma antecipada ao início do funcionamento desta lei. No entanto, esta medida virtualmente exemplar se torna irresponsável, uma vez que os alunos estão sendo prejudicados diante da situação em que foram colocados, quando, em comparação com os alunos de outras instituições, não ''oferecem'' as 40 horas de disponibilidade, mas sim 20. A irresponsabilidade está não em adotar esta medida, mas sim em adotá-la individualmente. É óbvio que enquanto não forem obrigadas a fazer, as outras instituições educacionais da cidade não tomarão a medida de limitar as horas de estágio. Ou irão? Sugiro à reitora da UEL, Lígia Pupatto, que revogue esta medida para que haja tempo suficiente dessas instituições e da sociedade discutirem o papel dos estudantes como estagiários.
JOÃO FERNANDO ZOGHEIB SOUZA (diretor do Centro Acadêmico de Administração de Empresas da UEL) - Londrina
Zona Azul esclarece
Em resposta à carta da usuária Renata Almeida (''Abuso na Zona Azul, ontem na Folha), é importante esclarecer alguns pontos sobre o estacionamento rotativo. Primeiro, o estacionamento é regulamentado e existe com um único objetivo: garantir a rotatividade dos veículos nas vias movimentadas. Segundo, o estacionamento rotativo é previsto no Código Nacional de Trânsito (artigo 24) e nas leis municipais 5.313/92 e 5.677/94. O horário de funcionamento da Zona Azul é das 8 às 18 horas, de segunda à sexta, e das 8 às 12 horas, no sábado. Dentro deste período, segundo a legislação, é obrigatório o uso do cartão. Sendo assim, os veículos que chegam antes das 8 horas, a partir dos horários das placas, estão sujeitos à fiscalização da CMTU (agentes municipais de trânsito) e podem receber o aviso de irregularidade. É importante que os usuários se conscientizem que a responsabilidade é do condutor do veículo. Aproveito para informar que as bancas de revista do Centro da cidade estão vendendo cartão horário da Zona Azul.
CAMILA KAUMA MENEZES ZULIAN (coordenadora da Zona Azul) Londrina
Correção
- O nome correto do evento no qual será lançado o novo roteiro de turismo no Vale do Ribeira e Guaraqueçaba é Salão do Turismo - Roteiros do Brasil, e não como foi informado quarta-feira na matéria ''Novo roteiro une Paraná e São Paulo''.





