CARTAS
Londrina violenta
Por quase todos os dias, seja pela TV, rádio ou pelos jornais, temos notícias de crimes ocorridos em nossa cidade. São assasinatos, homicídios, latrocínios, com perdas diárias de vidas. Estatisticamente pelo que se tem publicado, as vítimas são na grande maioria jovens e envolvidos com as drogas. Às vezes, nem são traficantes, mas sim consumidores que são mortos da forma mais trágica possível por não obedecer às regras do tráfico de drogas, onde quem compra e não paga com dinheiro, paga com a vida. Por que o tráfico e o consumo de drogas cresceram tanto em Londrina? Será que estamos pagando pela falta de políticas públicas para educação e trabalho? Será que a falta de um planejamento social e a falta de sintonia entre os poderes municipal, estadual e federal potencializam ainda mais o problema? Será que a falta de educação e de emprego levam nossos jovens para outros rumos que eles nem bem conhecem, mas os têm como uma opção a seguir? Ainda é tempo de trazê-los de volta. Investimentos deverão ser feitos nas áreas de lazer, trabalho e educação. É necessário fazer com que os que desviaram dos padrões da boa convivência passem a se interessar por uma mudança radical em suas vidas, longe das drogas, da violência e do perigo iminente em não ter um amanhã pra acordar.
WALTER ABOU MURAD (biomédico) - Londrina
Corredor da morte
O ministro da Saúde, Humberto Costa, afirmou esta semana que o governo estabelecerá normas para selecionar os pacientes com prioridade de internamento nas UTIs. Significa dizer que o Estado não dá conta da demanda da saúde pública, então terá que separar pessoas por critérios, escolhendo alguns para internamento nas UTIs e os demais devem permanecer no corredor do hospital à espera da morte. Na verdade, é a autorização oficial para a prática do crime denominado eutanásia passiva. Pior é que o critério utilizado para esta criminosa seleção, na verdade, faz lembrar os tempos dos campos de concentração nazistas, quando todos os dias eram selecionados alguns para trabalhar, enquanto os demais caminhavam para a câmara de gás. É evidente que a proposta de restringir os leitos de UTIs para os doentes recuperáveis é ilegal e até mesmo criminosa, pois os médicos que seguirem critérios de exclusão, correrão o risco de responder pelo crime de omissão de socorro.
ANTONIO CARLOS DE ANDRADE VIANNA (advogado) - Londrina
Abuso da Zona Azul
Estacionei meu carro na Rua Pernambuco às 7h30 pois tinha uma reunião neste horário na segunda-feira. Não havia nenhum fiscal da Zona Azul, pois o horário de funcionamento da mesma é das 8 horas às 17h30. Quando retornei havia uma notificação e tentei argumentar que havia chegado antes do horário de funcionamento e, como tinha um compromisso, não poderia esperar. Me propus a pagar as horas referentes e o fiscal me informou que eu teria que pagar o equivalente a 10 horas de estacionamento (2 horas pagas e 8 horas para utilizar posteriormente). Fiquei indignada, não pelo valor, mas por não poder estacionar o carro em um lugar público no horário em que preciso. Agora todos terão que marcar seus compromissos a partir da 8 horas se não quiserem pagar multa? Não sou contra a Zona Azul, mas acredito que algumas atitudes são abusivas e ferem a nossa inteligância e os nossos direitos de cidadãos.
RENATA ALMEIDA (relações públicas) - Londrina
Trânsito na Bento Munhoz
Não entendo como uma cidade do porte de Londrina tenha órgãos tão tímidos e sem ação como a CMTU. Venho enfrentando um estresse imenso todo dia pela incapacidade dos agentes de trânsito de fazer as coisas como devem ser feitas. Se se faz necessário impedir a Rua Bento Munhoz da Rocha para obras, o mínimo que se deve fazer é desviar o trânsito de maneira adequada. Jogam o trânsito para a rua do Hotel do Lago com carros estacionados dos dois lados, caminhões descarregando no meio da rua e os idiotas que se virem. Segunda-feira extrapolaram. Em plena 18 horas, impediram o acesso à rotatória do Lago Igapó 2 para retirar uma carreta tombada desde cedo no local. E, novamente, desviaram o trânsito de forma amadorística jogando tudo para desembocar na Humaitá formando um enorme congestionamento. Por que não jogar o trânsito para a esquerda e direita antes da rotatória? Será que entre tantos ''azuizinhos'' não têm pelo menos um com um ''QIzinho'' um pouco melhor para enxergar estas coisas?
SAMUEL OLIVEIRA (tributarista) - Londrina
Reforma política
Não estou só. Li a carta do sr. Tochitane Mitsi, publicada em 12/4, e concordo plenamente. Por outro lado, em matéria do dia 31 de março, tomei conhecimento que os partidos (?) fecham acordo para reforma política e destacam ''fidelidade partidária pelo prazo de três anos''. Existe corintiano, flamenguista ou coxa que seja torcedor trienal? O que os caciques políticos propõem é uma verdadeira afronta aos eleitores ou pelo menos aqueles que são filiados a algum partido. O presidente do Senado, Renan Calheiros (transitoriamente PMDB), deve estar pensando ingressar no PQP junto com outros tantos que nem sabem qual foi ou qual é o seu partido. Por isso, advogo pela fidelidade partidária plena sem a qual tudo o se falar ou fizer em termos de reforma política não terá validade, será mais gasto de tempo e de dinheiro público em horas de discussões tipo bambu (compridas e cheias de nada). Tempos atrás lutamos erradamente, a meu ver, pela redução do número de vereadores, quando na verdade a luta deveria ser pela gratuidade do mandato de vereador, bastando mudar as reuniões das Câmaras para período noturno sem prejuízo das atividades profissionais dos edis. Espero que outras vozes propugnem pela reforma política, cujo primeiro item deve ser: fidelidade partidária plena. Como está num certo hino: ''Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer'', ou será: ''Uma vez flamengo, flamengo por três anos...''
JAMES BUSSMANN (aposentado) Londrina





