Povo em segundo plano

O Tribunal de Justiça (TJ) Paraná decidiu recentemente, em sessão administrativa deixar de dar cumprimento à Lei nº 14.351/04 que cuidou do redimensionamento das bases territoriais das serventias de Londrina, ampliando o número de cartórios à disposição da população. Resultado disso é que os cartórios distritais que já estavam instalados na sede do município em perfeito funcionamento, sintonizados com o interesse dos cidadãos, tiveram que ser fechados. Prejuízos para todos na cidade surgirão, menos para os donos de cartórios da sede do município que continuam tendo uma reserva de mercado perfeitamente delimitada. É o interesse público passando ao largo do interesse particular dos donos de cartórios da sede do município. A argumentação do TJ para não aplicar a norma é que o projeto foi emendado pela Assembléia Legislativa do Paraná e como tal necessitava ser apreciado via ADI. Ainda que tenha o Tribunal considerado inconstitucional a lei ou coisa que o valha, imagina-se, não possa se furtar a aplicá-la. A eventual discussão sobre a constitucionalidade ou não de normas, passa pela via judicial. Ao contrário do que entendeu o TJ, a lei nova somente expandiu a base territorial de suas atividades, redimensionando-as, eis que se situavam em distritos de Londrina. O interesse dos munícipes mais uma vez foi deixado de lado. O povo perde com isso, pois não tem condições de buscar um serviço melhor e a preço mais justo, obrigando-se a se sujeitar aos cartórios da sede do município, com suas filas, senhas, mal-atendimento e preços nem sempre suportáveis.

PAULO NOLASCO (advogado) - Londrina


Direito do agricultor

O agricultor paranaense está apreensivo. Castigado pela estiagem e ainda correndo o risco de perder suas terras para o MST, movimento de pessoas humildes que são usadas como massa de manobra por políticos sem escrúpulos e pseudolíderes da esquerda que pretendem transformar o Brasil em ''República Cubana''. Estão na contramão da história. É lamentável que este movimento revolucionário tenha apoio da ala esquerda da Igreja Católica, que incentiva invasões, envia cestas básicas e dinheiro do Exterior. Discordo plenamente do padre Antônio Pereira Anchieta, de Jacarezinho, que nega ao agricultor o direito de defender suas terras, das quais tira o seu sustento e alimenta as cidades do Brasil. Pergunto: os bancos, os supermercados, as lojas e o próprio presidente Lula não têm seus seguranças? Por que os agricultores de Ponta Grossa, muito eficientes e dedicados, não teriam este direito que visa proteger as suas propriedades contra desocupados e baderneiros, sempre iludidos por promessas falsas. Criminosos são aqueles que manipulam e tiram vantagens deste movimento espúrio e clandestino. Os Sindicatos Rurais Patronais do Paraná têm a obrigação estatutária de defender os interesses econômicos e políticos dos seus associados. Por isso, podem contratar a segurança necessária para que os agricultores produzam em paz assegurando o direito de propriedade, garantido pela Constituição, e também pela Igreja Católica Apostólica Romana do saudoso Papa João Paulo II.

NIKOLAUS SCHAUFF (presidente do Sindicato Rural Patronal de Rolândia)

Idosos maltratados

É com vergonha que ratifico a reportagem ''Idosos têm calvário diário em ônibus lotados'' (Caderno Cidades, pág. 1). Dias desses tomei um coletivo que faz a linha Limoeiro-Terminal e pude observar com tristeza vários idosos que viajavam em pé em detrimento de jovens que estavam sentados, e ainda se tratando de uma estrada rural muito perigosa. Não é de graça que pertencemos ao Terceiro Mundo, e, acredito que tal situação jamais se modificará, pois não se vê nada dos nossos governantes, não temos bons exemplos. Anteontem mesmo vi o Severino Cavalcanti (presidente da Câmara dos Deputados) justificando a nomeação do seu filho para um cargo no Ministério da Agricultura. Infelizmente, não passamos de um paiseco. Tenho vergonha de ser brasileiro.

MIGUEL CARLOS TÓFANO Londrina


Obrigado CMTU

Semana atrás, enviei carta a este jornal reivindicando direito de acesso ao meu comércio na Rua Maringá para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Estava desacreditado de alguma solução por causa da greve dos servidores e porque já havia por diversas vezes solicitado à CMTU o esclarecimento das demarcações de estacionamento para pôr fim aos conflitos diários na porta da minha loja. Mas, no último dia 8, tive a grata surpresa quando recebi a visita de um fiscal daquela companhia para finalmente garantir meu direito. Agora, volto a escrever para agradecer a CMTU, mas sobretudo gostaria de sublinhar que este espaço destinado ao leitor realmente ''funciona'', pois tive pleno sucesso em minha solicitação.

CARLOS ALBERTO SILVA LOPEZ (comerciante) - Londrina


INSS

Muito obrigado à Assessoria de Comunicação do INSS pelo esclarecimento sobre as funções daquele órgão. Poucos sabem o que compete ao órgão fazer ou não. Quanto à minha reclamação, em momento algum coloquei a culpa no INSS ou no profissional que me atendeu, e sim no sistema. Acredito que a população deveria sempre ter esses esclarecimentos, pois INSS e INPS no pensamento de muitos ainda é a mesma coisa.

RADIME DE LIMA (bacharel em Teologia) Londrina


Correção

- O título correto da reportagem ''Educar oferece bolsas para pós-graduação'', publicada na edição de segunda-feira na pág. 4 (Empregos & Concursos), é ''Estudar oferece bolsas para pós-graduação''. Os alunos interessados em bolsas nas áreas de economia e administração devem fazer inscrição até sexta-feira, dia 15, na Fundação Estudar, pelo site www.estudar.org.br.

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