CARTAS
Eutanásia
Eutanásia é um assunto polêmico que decide sobre o direito de viver ou morrer. Será que a pessoa não tem o direito de morrer com dignidade? O caso mais recente que temos é a morte do Papa João Paulo II. Destaquei um parágrafo da notícia da Folha de domingo que diz o seguinte: ''É o último desejo de João Paulo II. Não quer falecer entubado dentro de um hospital, mas terminar seus dias com dignidade como Pontífice Romano em seu quarto, com a janela diante da praça de São Pedro'', escreveu o vaticanista do jornal ''La Repubblica'', Marco Politi. Logo temos um desejo do Papa de querer morrer com dignidade. Se ele não teve de ficar entubado em um hospital por que exigir isto dos outros? É preferível até mesmo para a família (numa visão de longo prazo) ter a lembrança da pessoa com saúde, lucidez e alegria. É muito melhor do que lembrarmos dele melancólico, por dias ou meses, num leito hospitalar, todo entubado, passando dores e privações possíveis que só quem esteve num hospital pelo SUS pode saber. Até quando vamos ter que passar por este martírio? Precisamos pensar no direito do paciente, na dignidade dele e também da família. Será que ele tem alegria, prazer de viver, vegetando em uma cama, sem poder se locomover, sem saber o que está acontecendo com seus entes queridos, de poder ver o sol nascer, ver o dia começar a escurecer, enfim de ter lucidez para fazer tudo que ele sempre pôde fazer, como ir ao banheiro sem depender de uma enfermeira? Isto é muito humilhante para qualquer pessoa que sempre teve forças para carregar e criar seus filhos, sempre pêde fazer tudo sozinho.
ANGELIM RIBEIRO (empresário) - Londrina
Foto do Papa
Fiquei sensibilizada com a bela foto que este conceituado jornal publicou em sua primeira página na edição de domingo. Seus diretores e equipe demonstraram respeito e ética que têm pelo ser humano ao publicarem a foto do Papa João Paulo II em uma atitude serena e humilde. Muito triste é expor seu semelhante, que durante toda sua existência teve postura digna e exemplar, com foto deprimente de sua agonia em estado terminal, como fizeram outros meios de comunicação. Felizmente, Londrina é privilegiada com profissionais humanos e sensíveis. Parabenizo a Folha de Londrina pelo respeito e carinho que dispensaram ao Sumo Pontífice João Paulo II.
MARIA LAURA DUARTE PINHEIRO (aposentada) - Londrina
Apelo a estudante
Gostaria de fazer um apelo. Sou professora, e no exercício de minha profissão, deparei-me com um aluno que desde os seis anos, de tempos em tempos, não consegue ficar em ambientes claros. Quando esse sintoma, que é frequente, ocorre, é preciso que ele fique dias em um quarto escuro, tendo até de ser levado pela mão ao banheiro. Hoje ele tem 11 anos, e mesmo tendo sido levado em alguns médicos, a doença não foi ainda identificada. O motivo do meu apelo deve-se ao fato de que ele faz parte de uma família carente que não tem condições de arcar com consultas médicas e exames. Meu apelo é que alguém que já teve contato com algo parecido ou que possa ajudar entre em contato comigo pelo telefone (43) 265-1002.
EDINÉIA MIGUEL DE OLIVEIRA (professora) - São Sebastião da Amoreira
Ecovia esclarece
A Concessionária Ecovia Caminho do Mar, diante da nota publicada na coluna de Ruth Bolognese, edição de domingo, com o título ''Cartas Paranaenses - Prezado empreiteiro Ciccilio'', faz os comentários abaixo, para que seus leitores tenham conhecimento da realidade dos fatos: A Concessionária faz parte da Primav EcoRodovias (empresa aberta e listada na Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa), holding que controla outras duas concessionárias a Ecovias (SP) e a Ecosul (RS). Toda e qualquer decisão sobre as ações operacionais ou não, de cada uma destas concessionárias, é discutida por seu diretor superintendente e aprovada e/ou referendada pelo Conselho Administrativo. O sr. Cecílio do Rego Almeida não integra este Conselho e não exerce nenhum cargo nas diretorias dessas empresas. Por outro lado, é necessário informá-la que a decisão de se fechar a ''Rota de Fuga'', existente nas proximidades da Praça de Pedágio da BR-277, não foi uma decisão unilateral e, muito menos pode ser atribuída ao sr. Cecílio do Rego Almeida. A decisão foi tomada pela Direção da Ecovia. Os motivos que levaram à essa decisão, os quais não foram informados por essa coluna, são diversos e estão atrelados à preservação da segurança viária dos usuários da BR-277. O uso inadequado dessa ''Rota de Fuga'' faz com que esses veículos usem um retorno operacional na altura do Km 56 da rodovia, uma travessia de pista extremamente perigosa para os mesmos e para os demais veículos que circulam normalmente pela BR-277. O preço de uma iminente tragédia é incalculável para nós, tornando os ''R$ 10'' (sic), mencionados em sua coluna algo completamente insignificante. O acesso em questão é irregular e nem mesmo aparece no Projeto Final de Engenharia pertencente ao Lote 6 de concessões. Foi irregularmente aberto pela comunidade lindeira à rodovia e ocupa inadequadamente a faixa de domínio da Rodovia (entenda-se aqui, faixa de segurança da rodovia).
HUMBERTO DE SOUZA GOMES (diretor de Operações e Engenharia da Ecovia) - Curitiba
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na reportagem ''Fórum discute reforma universitária'', na edição de domingo, o nome do presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro) é Eloir Valença.





