Adeus, João Paulo II
Como leitor e participante desta nobre coluna, não poderia deixar de expressar os sentimentos em relação à morte da figura mais importante mundialmente nas últimas décadas. Independentemente de crença ou seguimento, o agora São João Paulo procurou ao longo de sua trajetória papal fazer com que o mundo tentasse entrar nos eixos.
O homem das palavras mais suaves e marcantes, com sua simplicidade e coragem, mostrou ao mundo que é possível mudar, e aliás, é necessário mudar. João Paulo parou guerras, mudou conceitos, contribuiu não só como líder católico, mas também como homem, cheio de sentimentos, com a plena consciência do caos do mundo em que vivemos. Tomara que venham João Paulo III, IV, V e outros por diante, pois em um mundo, onde fazem estrelato de terroristas, falsos artistas, é necessário ter uma figura lúcida e capaz para ensinar com simples palavras o que é a vida. Adeus São Paulo II.
FRANCISCO ANTONIO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo

Está na hora de agir
Muita gente já deve ter esquecido, mas não faz nem seis meses que a população londrinense estava intensamente envolvida com o processo eleitoral. Muitas pessoas importantes no cenário nacional vieram a Londrina para demonstrar o seu apoio aos candidatos. Nas universidades era grande o envolvimento dos alunos. Foram realizados diversos debates e palestras sobre as propostas dos candidatos. Verificou-se especialmente na região central da cidade e na UEL um apoio praticamente unânime ao candidato ora prefeito. O que mais se via eram pessoas rotulando categoricamente os candidatos, um de ladrão e o outro de honesto e trabalhador. Não entro no mérito dessas informações, porém gostaria de saber: cadê aquele povo apaixonado que apoiou impetuosamente nosso atual prefeito? É hora de vocês demonstrarem mais uma vez o amor pela cidade, atuando ativamente na política municipal.
Não estou aqui para julgar o prefeito, mas sim para cobrar uma atitude mais coerente da população que, na hora da eleição se mostra envolvida de forma passional na política, mas na hora de cobrar permanece inerte. É válida a participação ativa da população no processo eleitoral, porém, é necessário que essa participação se prolongue por todo o mandato. Está na hora de vocês aparecerem de novo para cobrar soluções, por exemplo, para a greve dos funcionários públicos, para a crescente onda de violência e para a crise na saúde pública.
LUIS FLÁVIO FIDELIS GONÇALVES (estudante) - Londrina

Momento delicado
Acompanhando os recentes noticiários, preocupa-me a postura de lideranças políticas deste País. A eleição do deputado Severino Cavalcanti à presidência da Câmara Federal, com certeza, a oposição e também parte do governo terão que arcar com o ônus de tal ato. O novo presidente implementou uma administração diferenciada, sem meias palavras, escancarando as mazelas que por outros eram feitas em bastidores no apagar das luzes, para evitar a desaprovação e conflitos com o povo. Já trazendo o assunto para Londrina, veremos que a queda-de-braço entre o Executivo e seus colaboradores traz à tona um fato marcante entre o relacionamento de patrão e empregado: a justiça social com direitos diferenciados entre as partes.
O que me estranha são duas coisas. A primeira, a impressão é que o prefeito está deixando acontecer, vendo o bonde passar, com argumentação do segundo escalão, o que no presente caso, está deixando a desejar. O povo com certeza espera mais de seu comandante. Segundo, já por parte dos empregados, é uma incoerência, não ter um mínimo de atendimento, principalmente na área da saúde, onde carentes necessitam atendimentos urgentes, pois o direito de greve prevê tal situação. Com certeza, a Justiça intervirá, e está intervindo a favor do povo, o que é salutar.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Exagero pós-páscoa
Inegáveis são as repercussões comerciais e familiares da festa religiosa da Páscoa. Chocolate no agradável e simbólico formato ovo é vendido a granel; tocas de coelho abarrotadas de ovos suculentos se espalham pelos supermercados, da mesma forma que pilhas de bacalhau se acumulam ao lado de latas de azeite de oliva. A família se reúne no domingo, todos se fartam de bacalhau à Gomes de Sá e após, vão para a casa com ovos e ovos de Páscoa.
A primeira fase dessa fartura alimentar é altamente benéfica do ponto de vista nutricional - bacalhau é rico em Omega 3 e o azeite de oliva é um consagrado membro da milenar dieta mediterrânea. Lamentavelmente não podemos dizer o mesmo do chocolate. Apesar de delicioso e energético, essa explosiva mistura de gordura e carboidratos se adequa mais ao formato tablete que ao pasqualino ovo.
O chocolate contém maciças doses de triglicérides e carboidratos de cadeia curta, constituindo-se num dos mais energéticos alimentos. Tradicionalmente vendido em barras divididas em pequenos tabletes, o chocolate é mais oportuno ao consumo moderado e à degustação lenta. Todavia, a Páscoa tem involuntariamente incrementado o consumo do derivado de cacau, ano a ano, contribuindo para elevar os já alarmantes índices de obesidade da nossa sociedade.
LUIZ FELIPE CURY (cirurgião plástico) - Curitiba

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