Extinguir a prefeitura
É impressionante o número de pessoas fazendo greve em frente à Prefeitura de Londrina. Pedir reposição salarial é justo e faz parte do sistema democrático, porém, esta situação pede que os cidadãos, o prefeito, a Câmara dos Vereadores e o próprio sindicato façam um reflexão do número oficial dos servidores municipais de Londrina, pois se apenas 1/3 dos que estavam ali reivindicando reposição salarial forem efetivamente funcionários da prefeitura e todos aparecerem para trabalhar ao mesmo tempo, vai faltar espaço para tanta gente. O prefeito Nedson terá que realizar a sua maior obra, ou seja, um local apropriado para acomodar tanta gente. A Prefeitura de Londrina deveria ser encarada como uma empresa pública e com o máximo de responsabilidade. A própria Lei de Responsabilidade Fiscal cobra isso dos municípios, mas ao que parece a prefeitura virou um verdadeiro cabide de empregos e pior, mesmo estando parada há mais de 20 dias não faliu, o que ocorreria com qualquer empresa que se desse ao luxo de ficar esse período sem arrecadação. Está claro que a greve foi de grande ajuda aos contribuintes e serviu para mostrar duas coisas: a primeira é que a Prefeitura de Londrina está repleta de ''aspones''. A segunda é que a maioria dos munícipes não sentiu a menor falta do funcionamento da prefeitura, ou seja, a Prefeitura de Londrina é um apêndice que todos têm mas ninguém sabe para que serve, e já que não serve para nada, vamos extingui-la. Nós, contribuintes, que financiamos este apêndice inútil, agradecemos.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Eutanásia
Chega ao fim o caso da americana Terry Schiavo, que trouxe consigo uma grande polêmica: a eutanásia. A Igreja Católica já se posicionou contra, e afirma que só Deus tem o direito de interromper a vida e que a Medicina não pode efetuar esta prática. Esta doutrina pode ser questionada, uma vez que a Medicina já encontrou cura para doenças consideradas malignas, ou seja, a Medicina já contribuiu e continua contribuindo muito para o avanço da humanidade. A eutanásia não deve ser confundida com homicídio, pois ela apenas abrevia a morte de um paciente que se encontra em estado vegetativo e que não tem mais chance alguma de se recuperar e voltar a viver normalmente. Quando um enfermo está em estado terminal e a família não autoriza a eutanásia, ocorre a distanásia, que é o simples e escusado ato de manter o paciente vivo através de aparelhos, prolongando assim a morte, agonia e sofrimento do indivíduo e sua família. No caso de Schiavo ocorreu a ortotanásia, que implica em desligar o aparelho que mantém o paciente vivo; na oportunidade, o tubo de alimentação, sem o qual ela não se alimentava nem se hidratava. Quando o tratamento não consegue devolver a vida normal e saudável ao paciente é inútil e fútil mantê-lo vivo através de aparelhos, uma vez que, mais cedo ou mais tarde, todo ser humano irá morrer. Insistir nesta situação é trazer sofrimento, angústia, transtornos morais e materiais para a própria família.
PEDRO MAURÍCIO HENARES DE MELO (estudante) - Ibaiti

A saga do pioneiro
Há algum tempo temos nos confrontado com um acalorado debate sobre o chamado Memorial do Pioneiro do Museu Histórico de Londrina, cuja construção tem sido amplamente debatida. Tanto que ainda haverá, muito em breve, uma audiência pública para se decidir sobre o assunto. Parece que certos professores, jornalistas e sabe-se lá quem mais têm esquecido do princípio regulador dos debates, mal conhecendo o projeto que visa, acima de tudo, preservar bens culturais e históricos de nosso município. Mas, ao contrário, vemos que certas posições tendem a considerar o Memorial uma ''descaracterização'' do plano original do Museu, tornando-se um ''puxadinho'' nos fundos. Ora, em primeiro lugar, vamos para o campo da lógica: o Museu, quando construído, foi idealizado em uma mescla de estilos, não havendo uma linha estritamente predominante no prédio. Desta forma, o Memorial não agrediria a estética histórica do prédio. Em segundo lugar, parecem estes puristas desconsiderar a inteligência do arquiteto (escolhido através de concurso), pois afirmam que o Memorial bloquearia a visão do prédio. Por último, critica-se a SAM (Sociedade dos Amigos do Museu) por estar levando a cabo tal projeto. Deveríamos atentar para o fato de que a SAM é um órgão independente, que faz as vezes daqueles cuja responsabilidade direta não pode ser esperada, uma vez que se perdem em delírios surreais em meio a teses e livros, permanecendo em um mutismo inaceitável, pronunciando-se apenas na medida em que pensam estar defendendo o que lhes é de direito, quando na verdade acabam por prestar um desserviço à população. E nesse contexto vemos uma certa dose de irresponsabilidade grandiosa, por mostrar os rostos somente quando parecem ameaçados ou realmente não entendem o que está acontecendo.
LUIZ CARLOS FERRAZ MANINI (professor) Londrina

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