CARTAS
MP 232
A sensibilidade de todos os segmentos da economia nacional em busca de um objetivo comum redundou na não-aprovação da impensada Medida Provisória 232, alvo de tanta polêmica, editada no apagar das luzes do ano passado. Este foi um recado bem dado pelos contribuintes, recriminando sobremaneira a forma com que o governo tem insistido nos métodos de equilibrar o orçamento da Nação às custas do contribuinte. A frente brasileira que se criou, concentrando as atenções, foi um exemplo de cidadania, digno de um país realmente democrático. Convém não exagerarmos nas comemorações, pois o governo continua insistindo e não vai deixar por menos de rever em algum segmento a queda na arrecadação. Podemos nos preparar que vem chumbo por aí.
JOÃO LUIZ GIONA (empresário contábil) - Terra Boa (PR)
Cadeiras no VGD
Na quarta-feira por ocasião do jogo Londrina x Atlético, fiquei estarrecido com a cena que presenciei no setor das cadeiras. Foram vendidos ingressos para as cadeiras, ao preço de R$ 20, e diversos torcedores tiveram que assistir ao jogo em pé ou sentados no chão. Enquanto isso, diversos torcedores, algumas esposas de jogadores, entraram no setor das cadeiras portando convites. Minha revolta se deve à total desorganização e falta de controle da diretoria do LEC, bem como a falta de respeito com quem adquiriu os ingressos para as cadeiras. A diretoria deveria ficar mais atenta a fatos como estes, pois, para um time que nem paga em dia os salários dos jogadores, poderá arcar com ação de algum torcedor que se sinta lesado, de acordo com o Código do Torcedor (?). Enquanto isso, o Estádio do Café, que tem toda estrutura e conforto para o torcedor, não vem sendo utilizado para jogos de grande porte, como foi o caso desta semifinal. A diretoria prefere o VGD, porque o chamam de ''caldeirão''. Decisão sabia esta, pois assim só tomamos de quatro.
SERGIO TOMIO HARA (diretor comercial) - Londrina
Meio ambiente
Reciprocamente, agradeço ao leitor Paulo Roberto Sanitá a oportunidade de colocar em pauta um assunto tão controverso, mas tão importante quanto ao corrente. O debate acerca da soja geneticamente modificada está em destaque no mundo. Isso demonstra uma válida e benquista discussão em favor da proteção ao meio ambiente. Se essa discussão tivesse se dado há 30 anos, creio que não teríamos as adversidades com as quais nos deparamos atualmente. Adversidades, essas, não apenas relacionadas à transgenia, mas à questão ambiental como um todo. Como bom agricultor e defensor do bem-estar ambiental, creio que o senhor Paulo concorda quando afirmo que uma aplicação de herbicida (como geralmente ocorre no caso da soja transgênica) é melhor do que 3 aplicações de herbicida (como pode ocorrer em anos atípicos com a variedade convencional); ou será que os herbicidas de multinacionais européias são menos prejudiciais do que os de multinacionais norte-americanas? Vale a pena pensar o motivo pelo qual não é discutido o uso e consumo de tomate, alface, mamão e milho geneticamente modificados, e até insulina.
MYLTON CASAROLI NETO (Administrador de Empresas) - Londrina
Amapar esclarece
A Amapar - Associação dos Magistrados do Paraná -, entidade que representa os juízes da Justiça estadual, diante das inconsequentes afirmações feitas pelo vice-presidente da Associação dos Advogados Criminalistas de Londrina, sob o título ''Morte Anunciada'', que foram publicadas na democrática seção cartas desse conceituado jornal, edição do dia 4 de março, se sente no dever de prestar os seguintes esclarecimentos para o resgate da verdade: 1) Foi determinada pelo dr. Roberto Ferreira do Valle, juiz corregedor de presídios, a instauração de inquérito policial para apuração da morte de um preso, então acusado de abuso sexual, e da eventual responsabilidade não só dos agressores como dos responsáveis pela carceragem do 2º Distrito Policial e da Casa de Custódia de Londrina; 2) A responsabilidade pela construção de presídios e bem assim pela superpopulação carcerária não é do Poder Judiciário e sim do Poder Executivo, sendo certo que ao longo dos 8 anos em que se encontra à frente da VEP de Londrina, o dr. Roberto do Valle realizou gestões junto ao Departamento Penitenciário e Secretaria da Justiça e da Cidadania visando a construção de novos presídios, tendo, inclusive, interditado por cinco vezes os distritos policiais, do que resultou a construção da Prisão Provisória e da Casa de Custódia de Londrina, estando em início a construção do Centro de Detenção; 3) Não existe Conselho Penitenciário municipal. O Conselho Penitenciário é órgão único, estadual, com sede em Curitiba, e os seus membros são nomeados pelo governador do Estado. Em cada comarca deve existir o Conselho da Comunidade e em Londrina o Conselho foi criado, e seus membros empossados, pelo dr. Roberto do Valle, através das portarias 11/97 e 02/04; 4) O dr. Roberto do Valle continua a realizar gestões visando a construção, em Londrina, do futuro presídio semi-aberto da região norte do Paraná; 5) A Amapar lamenta a morte do preso sob custódia do Estado e tem certeza de que as responsabilidades serão apuradas, com severa punição dos transgressores, porém não pode aceitar críticas inconsequentes a um magistrado, como o dr. Roberto do Valle, titular da VEP há oito anos, que outra coisa não tem feito senão cumprir o seu mister com coragem, competência, lisura e responsabilidade.
GILBERTO FERREIRA (presidente da Associação dos Magistrados do Paraná) - Curitiba
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem do Caderno Cidades, página 2, todos os veículos que estiverem estacionados na Zona Azul sem cartões-horários devidamente preenchidos, independente do tempo de permanência (depois de vencida a carência de 15 minutos), estarão sujeitos a receber aviso de irregularidade por parte dos agentes municipais de trânsito.





