Indignação
''Vinde a mim as criancinhas'', frase tão conhecida proferida por Aquele que por nós deu sua própria vida. Hoje temos que conviver com pessoas que se dizem imagem e semelhança do Criador, mas são capazes de molestar essas preciosidades que o Salvador contemplou com o Reino do Céu. Como mães e como educadoras, não podemos aceitar essa prática e temos certeza que toda a sociedade clama por justiça. Não podemos mais permitir que os filhos dessa comunidade, alunos nossos, fiquem à mercê de ''homens'' exploradores de crianças inocentes. Somos solidárias, nesse caso, com os filhos dessas ''pobres pessoas'' que, apesar de tanto avanço tecnológico, o pai ainda continua buscando práticas medievais, colocando em evidência seus próprios filhos. Somos solidárias às esposas que são mães vendo nessas vítimas suas próprias filhas. Somos solidárias às mães das vítimas pela coragem de expor suas filhas, denunciando tal ato. Esperamos que providências efetivas sejam tomadas pelos homens da lei para que novas práticas desse teor sejam abolidas. Fica também um alerta aos pais, que acompanhem os passos de seus filhos, pois sabemos que a adolescência, fase de transição da nossa vida, é um período de grandes desafios para eles, e nossa missão de pais não pode falhar nessa hora para que as sequelas não perdurem pela vida afora. Exemplos como esse que repudiamos, de fazer as adolescentes vítimas de pessoas esclarecidas e ''respeitadas'' na sociedade que, ao invés de contribuir com a missão de promover uma educação que construa verdadeiros cidadãos, vêm jogar por terra todo um trabalho que a escola, a família e a igreja tentam fazer.
EDNA MARIA RIBEIRO CÂNDIDO e SANDRA LUIZA DOS SANTOS (professoras) - Porecatu

Rádios em Londrina
Nos últimos dias vivencia-se uma discussão de política interna, totalmente estéril, sobre o auto-afastamento da diretora da Rádio Universidade FM. Uma bobagem que ilustra o que se passa nos meios radiofônicos de nossa cidade. Um mercado com excesso de emissoras, muito segmentado, que para sobreviver usa os artifícios de pedidos por telefone, escândalos, sensacionalismo e ''jabaculês'' (venda da programação para as gravadoras). Na verdade, está difícil ouvir um bom rádio em Londrina. O nível está abaixo de qualquer crítica. Ouço regularmente a Rádio Universidade, por dois motivos: por que sou funcionário da UEL e por que não tenho alternativa! Para falar a verdade, sua programação é tão depressiva que deve ter aumentado a venda de Prozac na cidade. Após a venda da Rádio Cruzeiro para um grupo religioso ficamos órfãos nas mãos das rádios-rock pauleira ou da ditadura das empregadas domésticas da Rádio Paiquerê FM, a rádio bordão da cidade, que apoiada em seu excelente som nos enfia goela abaixo pagodes e sertanejos, sem falar o ''excelente bom humor'' de seus comunicadores, que anunciam as piores notícias com seu excitante ''belê-belê'' ou ''vai rasgando que eu vou costurando''! As outras emissoras não merecem comentários. A alternativa é desligar o aparelho e montar suas próprias fitas ou CDs através da internet. Tentei angariar doações de discos e CDs para a nossa rádio junto aos meus companheiros de clube de serviços e nada consegui. Por quê? Primeiro, descobri que ninguém abre mão dos seus discos e, segundo, alega que a programação é muito ruim e não vale a pena (não conseguir cativar o público). Então, vamos desligar os aparelhos. O último apaga a luz.
LUIZ ANTONIO FELIX (professor) - Londrina

Igreja e aborto
No dia 8 de março, a Folha de Londrina publicou uma matéria com o seguinte título: ''Pesquisa mostra que católicos aprovam aborto''. O texto mostra a aceitação do aborto e questionava a hierarquia eclesial: ''Fala (a Igreja) em nome de quem''? Não precisamos usar uma grande argumentação teológica para justificar a veracidade da voz da Igreja, mas basta apenas lembrar que vivemos em um país democrático e, democracia implica em participação e liberdade de expressão. Em relação em nome de quem ela fala é muito simples de entender: Ela fala em nome da verdade cristã (''Conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará'' - Jo 8,32). Assim, a Igreja é a favor da vida e não promove e nem apóia uma cultura de morte. E, acima de tudo, no decorrer da história cristã, a Igreja nunca falou em nome do povo e, sim, em nome de Deus para o povo. Desse modo, Ela apenas intercede a Deus em nome do povo.
RICARDO ROBERTO DE SOUZA (estudante de Teologia) - Londrina

Transgênicos
Gostaria de agradecer às críticas feitas pelo leitor Milton Casaroli Neto em razão da carta sobre transgênicos que escrevi na Folha de Londrina no último dia 24. Gostaria de pedir ao leitor que entendesse todo o texto, para depois emitir opinião. Muitas pessoas lêem uma frase da Bíblia e esquecem de ler o texto todo e têm uma compreensão diferente do que está dizendo. Toda empresa visa o lucro, mas existe também as obrigações sociais e também ambientais, pois se uma empresa poluir vai ser autuada pelo IAP. O lucro é uma coisa, soberania é outra. Quem tem o poder e a tecnologia dos transgênicos, principalmente, na soja? A multinacional Monsanto. O mundo desenvolvido não quer consumir transgênico. Será que na empresa que o leitor administra produz algum produto que o consumidor não quer consumir? Pelo cargo que ocupa e a formação não deve ter um bom conhecimento a respeito de agricultura e meio ambiente. Enquanto representante dos agricultores familiares, quero deixar o meio ambiente preservado para nossos filhos e netos. Sei que a aplicação de herbicidas vai ser cada ano maior na soja transgênica. Será que no fururo teremos água potável para consumir? Em muitas ocasiões não podemos pensar só no lucro, mas também na saúde humana.
PAULO ROBERTO SANITÁ (presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais) - Tamboara-PR

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