CARTAS
Sopa fraterna
No último dia 24, participei da inauguração da Casa da Sopa Fraterna Benedita Fernandes. Trata-se de um movimento iniciado há cerca de 10 anos por uns poucos abnegados que distribuem, todas as quintas-feiras, sopa àqueles necessitados que perambulam pelas ruas da cidade. São mendigos, catadores de papel e outros pobres que, após saciarem a sua fome, vão à procura de local para dormir, geralmente nos albergues noturnos. A distribuição da sopa era feita na própria rua, no início da rua Sergipe, proximidades da Delegacia de Polícia. O alimento era feito na casa de uma das pessoas e transportado até o local. Agora, com o auxílio de outras pessoas da comunidade, foi alugado um salão, rua Sergipe 134, onde os atendidos podem sentar-se confortavelmente. Dignificou-se, assim, o ritual. No dia da inauguração, não havia lá nenhum repórter. Porque as pessoas responsáveis pelo movimento preferem o anonimato. Por isso, também, não cito nomes, evitando também cometer injustiças. Mas as dificuldades são muitas. Desde a obtenção dos ingredientes para o alimento, até o pagamento de despesas fixas. Mas o trabalho prova que é possível realizar muita coisa independente do governo. Tomei a liberdade de escrever para que chegasse ao conhecimento de outras pessoas que, certamente, passarão a colaborar. Basta entregar naquele local, todas as quintas-feiras, das 13 às 16 horas, qualquer ingrediente que possa ser colocado numa sopa. Seria importante também comparecer a uma dessas quintas-feiras, a partir das 19h30 para ver como aqueles pobres sentem falta, não apenas da comida, mas de uma companhia amiga para desabafar suas dificuldades.
AFONSO ROQUE WELTER (bancário aposentado) - Londrina
Força da sociedade
A derrota anunciada do governo federal, no que diz respeito à MP 232, editada ao apagar da luzes de 2004, a qual aumentaria a carga tributária sobre as empresas prestadoras de serviços, produtores rurais e outros, nos traz à tona a importância da sociedade organizada. Representada por sindicatos, centrais sindicais, federações e demais organizações, por meio de pressão ao governo federal e aos nossos representantes na Câmara, mostrou durante o combate à MP 232, e a consequente vitória, que é possível à sociedade de forma organizada (com dirigentes competentes e munidos de boa intenção) exigir, lutar e alcançar os direitos desta mesma sociedade. Parabéns a todos aqueles que participaram desta luta em Londrina, Curitiba, São Paulo e Brasília.
JAIME JUNIOR SILVA CARDOZO (contador) Londrina
Greve dos servidores
Esta greve tem como causa a campanha do atual prefeito à reeleição que, entre muitas outras, prometeu o reajuste salarial dos servidores. Os eleitores têm razão de cobrar o que lhes foi prometido, não se pode aceitar que candidatos na ânsia de angariar votos, levianamente prometam o que na realidade não podem cumprir. Se pudermos confiar na probidade dos nossos vereadores, com o auxílio do Ministério Público e a sociedade em geral, conseguiremos fazer com que aqueles ''financiadores'' de campanha não tenham o retorno de seus investimentos através de decretos favorecendo este ou aquele em detrimento da sociedade como um todo. O Ministério Público poderia investigar a origem e os valores doados nas campanhas eleitorais.
RUI MOREIRA (estudante) - Londrina
CMTU e Sanepar
Quem vai do centro para a UEL, via Av. Castelo Branco, ao chegar na ponte que divide os lagos Igapó 3 e 4, à direita vai deparar com bela cervejaria inaugurada em janeiro. No trecho antes da ponte, diferentemente dos buracos maltapados encontrados até ali, a Castelo apresenta recapeamento e boa sinalização, além de facilidade para conversão à direita, no acesso construído para servir à cervejaria e, por efeito colateral, aos bairros que lhe são vizinhos. Da mesma forma, para quem vem em sentido contrário, a rua foi sinalizada de modo que o usuário da cervejaria possa aguardar no meio da pista, para adentrar à esquerda. Ignoro se esse trabalho foi feito às custas da empresa, à qual, diga-se de passagem, é bem-vinda. Ocorre que sinalização semelhante foi solicitada há tempos à CMTU (prot. 41.490, outubro/2003), para acesso ao Jardim Universitário, que fica do outro lado da ponte, sem qualquer resultado. Trata-se de coisa simples, de custo mínimo; talvez precisem alargar um pouco o leito da avenida naquele local, já que a prefeitura não se decide a completar a duplicação dos três ou quatro quarteirões faltantes sob o argumento de que a responsabilidade é da empresa loteadora. Se for verdade, a exigência está atrasada 20 anos, idade do loteamento. Pela desídia, restam prejudicados os alunos da UEL, professores e moradores das adjacências e demais usuários. E muito mais os residentes do Jardim Universitário, eternamente esquecidos do poder público. Com efeito, esse problema não é o único nem o mais importante. Desde 2001, temos recebido promessas da Sanepar para instalação de esgoto no bairro: uma por escrito, outras verbais, muitas contraditórias, todas protelatórias. Ouve-se falar em saneamento básico e duplicação de avenidas em bairros distantes, como se fossem problemas apenas da periferia. Ora, aqui no Jardim Universitário, ao lado do Igapó 3, as fossas vêm contaminando lençóis freáticos e o lago há anos. Será que precisaremos apelar ao ministro Paulo Bernardo a fim de que CMTU e Sanepar nos concedam o mínimo que pedimos?
RUBENS CHIAROTI (advogado licenciado) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que informou ontem título da página 3 (Política) da reportagem referente à mensagem do governo do Estado que transfere R$ 150 milhões do Detran para o Departamento de Estradas de Rodagens aplicar na recuperação de rodovias do Paraná, quem vetou o uso dos recursos em estradas pedagiadas foram os deputados da oposição ao governo Requião.





