Cor e raça
Certamente, ao preencher um formulário em qualquer que seja o tipo de documentação, as pessoas estranham a definição da cor preta para identificar a raça a que o indivíduo pertence. No entanto, a presente classificação não é errada, pois se refere à cor da pele. O que deveria ocorrer é o bom senso dos elaboradores, assim como também de vários outros segmentos que em rede nacional divulgaram uma pesquisa sobre a etnia dos estudantes universitários, em se referir diretamente à raça e não à cor da pele, uma vez que o país tenha problemas relacionados ao preconceito. Tal definição sugere um sentido pejorativo e preconceituoso, realmente, mas gramaticalmente correto.
ANDRÉIA CRISTINA DE ALMEIDA (professora) - Londrina

Rádio Universidade
Dia 17 de março, no dia em que morria, aos 92 anos, na Paulicéia Desvairada, o sr. José Bento Faria Ferraz, ex-secretário de Mário de Andrade, a reitora da UEL, Lygia Pupatto, exonerava Janete El Haouli do cargo de diretora da Rádio Universidade FM ''alegando que a diretora discordava dos encaminhamentos referentes à elaboração da política de comunicação da universidade''. Pergunto à reitora e aos membros do Conselho Universitário da UEL: os funcionários da Rádio Universidade FM, os colaboradores voluntários dos programas foram consultados ou convidados a discutirem as mudanças que ocorreriam na rádio? A comunidade universitária e os ouvintes foram informados sobre essas medidas? A Rádio Universidade, quando dirigida pela professora Janete El Haouli, mestre em Ciências da Comunicação e doutora em Artes/Rádio pela Universidade de São Paulo, tornou-se uma rádio de referência singular pela sua pluralidade, espírito crítico e excelente programação. Quando José Bento Faria Ferraz secretário de Mário de Andrade (1934 -1945) esteve em Londrina no mês de outubro do ano passado, foi a única emissora de rádio a entrevistá-lo (programa especial de uma hora) e registrar seu depoimento histórico. Mário de Andrade, o maior intelectual do século XX, quando chefe do departamento de Cultura da cidade de São Paulo (1935-1938), foi cassado por posicionar-se a favor da liberdade, da democracia, da pluralidade contra o Estado Novo (1937-1945) na ditadura de Getúlio Vargas tão obscura e perversa à cultura quanto a ditadura militar (1964-1985).
CARLOS OKAWATTI (professor) - Londrina

Mandos e desmandos
Gostaria de parabenizar a magnífica reitora Lygia Pupatto pela demissão de nossa querida Janete El Haouli. A comandante de nossa universidade nos mostra cada dia mais como a fraqueza política se transforma em desvario de poder e tentativas alucinadas de controle. A criação do Comitê de Comunicação Social nos lembra algumas realidades nem tão distantes assim: em primeiro lugar, pensemos em Stalin e os Processos de Moscou (e nem mesmo precisaria ser este; Stalin tanto fez e fantasiou contra seus inimigos que os exemplos seriam vastos, numerosos). Parece longe... Rússia, primeira metade do século XX. Lembremos então de Getúlio Vargas, algo mais próximo, mais real e seu Departamento de Imagem e Propaganda (DIP). Criado para veicular a boa imagem do presidente. Tal órgão (COM) visa centralizar as informações produzidas pela Comunicação Social da UEL de modo a conduzir uma política informativa de acordo com os propósitos da instituição, de forma a veicular uma imagem positiva. Ora, logicamente precisam ser criados órgãos de controle e centralização da informação para que tal imagem seja veiculada. Não poderíamos esperar que a mesma surgisse naturalmente num cenário que se presta mais à propaganda política do que ao trabalho acadêmico. Num país de Severinos, Lulas, e coisas que o valham, nada melhor que a velha lição stalinista: mate seu inimigo antes que ele o mate.
LUIZ CARLOS FERRAZ MANINI (professor) - Londrina

Sem noção
O designer gráfico Leandro Fratia, que talvez pela sua profissão adore criar factóides, além de discorrer suposições sobre o motivo que me leva a defender nossa consagrada Exposição Industrial e Agropecuária de Londrina, faz-se valer de um personagem exibido pela MTV me chamando de sem noção. Acho que sou sem noção sim, pois não entendo certas coisas. Não entendo, por exemplo, por que a prefeitura de Londrina patrocina com o dinheiro público nosso carnaval no autódromo, cobra ingresso e nenhum salvador da pátria vem neste espaço protestar, como fazem todos os anos com a Exposição que é de caráter privado e edita sua 45 feira batendo a cada ano recordes de público. Será que é por que não faz tanto sucesso? Calma! Foi uma pergunta sem noção. Não entendo da mesma forma, e nos mesmos termos, a ''Ocktober-Fest'' de Rolândia, que tem também a prefeitura do município vizinho como organizadora e patrocinadora. Socializar a coisa alheia realmente é muito legal, mas infelizmente sem noção. Mas quem importa, não é mesmo?
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) - Londrina

Detran
O cidadão brasileiro é roubado de todas as formas possíveis. Não tem para onde correr. Como pode um documento de arrecadação do Detran para renovação do emplacamento anual de seu veículo conter, além da taxa de licenciamento, cobrança de emissão do certificado no valor aproximado de R$ 40 e postagem no valor de R$ 9,56? Ora, se a taxa de licenciamento já é cobrada, deduz-se que é exatamente para cobrir custos com a confecção e o envio do certificado do veículo. Então por que cobrar postagem e emissão de certificado? Não faz sentido e é um acinte contra o contribuinte. São essas coisas que os parlamentares precisam ficar atentos e regulamentar e não apenas legislar em causa própria, como vem fazendo a maioria.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário aposentado) - Marataízes (ES)

Correção
- Diferentemente do que informou ontem chamada de capa da Folha, a reportagem ''Cigarro de palha com jeito mineiro'' está sendo publicada na edição de hoje do Caderno Cidades.

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