CARTAS
Carga tributária
Nós trabalhadores brasileiros não só morremos de câncer, acidentes de trânsito, infarto, mas principalmente da alta carga tributária que temos. Somos vigiados 24 horas por dia pela Receita Federal como se fôssemos bandidos. Temos que aguentar diariamente o secretário da Receita, Jorge Rachid, nos ameaçarmos, com toda a sua fome, como se ele fosse o ''leão''. Aguentar o Lula que, na calada da noite do último dia do ano, aumentou os impostos. Mas o que o governo faz para equilibrar suas finanças? Nada. Só no Governo Lula foram criados mais de 45 mil novos empregos públicos que, com certeza, estão engordando o ''dízimo'' petista às nossas custas. Temos que ver o presidente perdoar dívidas de outros países com o nosso dinheiro. Ora, se quer perdoar dívidas, faça com o seu dinheiro e não queira fazer bonito com o nosso dinheiro. Aliás, se pensam que nós trabalhadores somos sonegadores e desonestos o que dizer de quem arrecada 40% do nosso ganho e nos dá uma previdência falida, saúde padrão SUS de péssima qualidade (tanto para o usuário como para os prestadores de serviço), estradas intransitáveis, justiça precária e injusta, ensino desde o fundamental até o superior lastimável, promessas de 10 milhões de emprego não-cumpridas, salário mínimo indecente, violência sem controle, corrupção à solta, invasões de propriedades por anarquistas sob a bênção do governo e com o nosso dinheiro, etc. Então quem é o malandro nessa história? Por curiosidade, quanto será que paga, ou se paga, de imposto, esse povo, como deve ser sua declaração de rendas, inclusive do padre de Jacarezinho e de todas as Igrejas. Dessa maneira, não há brasileiro honesto que resista.
SIDNEY GIROTTO (médico) - Londrina
Transgênicos e o lucro
O leitor Paulo Roberto Sanitá (presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e vereador em Tamboara) afirmou neste espaço na última quinta-feira que ''não podemos permitir que nossos agricultores familiares percam sua soberania ficando refém de uma multinacional chamada Monsanto que visa apenas o lucro.'' O que vejo aqui é uma clara tentativa de utilização errônea de uma verdade quase universal. Quando diz que os agricultores ficam refém da Monsanto simplesmente por ela visar o lucro, deve-se ter em mente que, se pensarmos dessa forma, devemos considerar refém os agricultores quando estes compram os defensivos, pois as empresas que os vendem também visam lucro. Deve-se considerar reféns todos os consumidores, pois todas as empresas visam lucro. São reféns, desta forma, os contribuintes, pois o Estado busca o superávit, ou seja, o lucro. Podem ser reféns, membros de igrejas, pois elas buscam receitas maiores do que despesas, que nada mais é do que lucro. O lucro é algo que todos buscam e não transforma ninguém em refém por causa disso. Sem lucro as empresas não sobreviveriam e, dessa forma, não poderiam nos suprir com alimentos, insumos agrícolas, energia, transporte, vestuário, etc. Não nos deixemos levar por discursos sem embasamento, onde a única fundamentação dá-se sobre algo que não agrega nada no assunto abordado. Aprendamos a pensar e criar nossas opiniões ao invés de nos conformamos com aquilo que nos é apresentado.
MYLTON CASAROLI NETO (administrador de empresas) - Londrina
Medicina
Ao contemplar a medicina com uma lente grande angular constata-se que, se por um lado, houve melhoria nas condições do atendimento hospitalar ao adulto, privilegiado pela atenção que o SUS oferece com um porcentual elevado de cirurgias do coração, transplantes de rim, de córneas e até de fígado esgota suas verbas nos procedimentos indicados. Por outro lado, levam as instituições conveniadas a sacrifícios insuperáveis, a ponto dessas instituições terem de denunciar tais convênios por serem lesivos a sua frágil estrutura econômica além de terem seus equipamentos sucateados. Falecem condições de aumentar seus funcionários jugulados por leis trabalhistas ainda que o corpo médico se disponha ao atendimento, com sacrifício de emolumentos que ficam na grande maioria das vezes destinados a completar custos de internação e outros indispensáveis na instituição que se disponha atender. O sacrifício recai na mão-de-obra do profissional da Medicina. E não existe ato médico sem o médico.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina
Exame da OAB
É com tristeza que temos acompanhado o calvário de nossos jovens, ao terminarem seus cursos superiores. Jovens que com muito sacrifício conseguem ultrapassar todas as barreiras para atingirem seus sonhos. Trabalham o dia todo, passam por dificuldades financeiras (para pagar a faculdade, transporte, livros), acordam cedo e dormem tarde, e tantas outras dificuldades. É, mas no caso dos bacharéis em Direito, ainda falta, uma última etapa, o exame da OAB, e aí a maioria de nossos sacrificados jovens vão descobrir que durante 5 longos anos foram enganados, ludibriados e até mesmo roubados, por faculdades fajutas e sem a menor condição de ensinar absolutamente nada para ninguém. Estabelecimentos, autorizados e fiscalizados pelo governo, são no final das contas, enganadores da boa fé de nossos jovens. O exame da OAB tem provado isto. Pois o resultado tem mostrado que a grande maioria dos que fazem o exame é reprovada. Será que antes de avaliarmos,os estudantes, não deveria ser feito um exame, para verificar se as faculdades têm condições de ser aprovada pela OAB?.
JOHNNY LEHMANN (Dentista) - Rolândia





