Ética na profissão
Tem-se percebido um aumento impressionante de denúncias contra os cirurgiões-dentistas. Antes de se revoltar contra esse fato, dever-se-á analisá-lo e procurar entender as causas. A primeira seria a culpa de alguns cirurgiões-dentistas que, no afã de divulgar seu trabalho, acabam passando por cima da ética e do bom-senso. Anunciam-se ''aparelhos grátis'', extrações dentárias mais baratas que um quilo de carne, próteses totais a preço de banana e esterelização por autoclave, sendo que esse último é indispensável em um consultório odontológico e não uma vantagem. Induzem os leigos à falácia do aparelho grátis e povoam essas ''clínicas populares'' com expectativas duvidosas, senão irreais. Na ortodontia ocorre um fato preocupante, porque no desejo de manter uma gama de pacientes pagantes mensalmente, alguns profissionais banalizaram ou até mesmo prostituíram essa especialidade. Alguns se especializaram investindo milhares de reais, outros não. Estes últimos, talvez, aprenderam meia dúzia de procedimentos e lançaram-se no mercado extremamente competitivo e desleal, cercados por advogados e um forte esquema de marketing. Há os que utilizam panfletagem com modalidade de preço nas calçadas e, por incrível que pareça, até contratam aviões clandestinos, como no caso recente em que forraram as cidades de Arapongas e Rolândia com panfletos. Portanto, é necessário resgatar a dignidade do profissional cirurgião-dentista, pois na visão popular, dentistas são considerados todos iguais, deixando de valorizar aqueles que realmente e honestamente estão capacitados para exercer devidamente suas funções em benefício dos pacientes.
RUBENS ANTÔNIO DE OLIVEIRA JUNIOR (cirurgião-dentista) Arapongas

Prostituição
É notório o surto de problemas relativos à ética e à moral que assolam este país, fruto da liberalidade de nossos legisladores ao tratar de assuntos que comprometem, em muito, a desagregação da família brasileira. Se a prostituição fosse um ato que se restringisse somente aos indivíduos que, por sua livre e espontânea vontade e pleno domínio de suas faculdades mentais, se expusessem a ele, por certo não estaria me pronunciando. Em todo o mundo a prostituição se acentua como uma prerrogativa da distorção do caráter humano, e corrompe a dignidade e expõe o ser humano que a ela se dispõe. A prostituição está sempre intimamente ligada aos vícios, ao crime, ao roubo, à traição e carrega de lambujem o tráfico da ingenuidade e inexperiência de crianças e adolescentes. Temos visto a propaganda do esforço que o governo vem fazendo no combate à prostituição infantil que os facínoras mercadejam em nosso país. O que não concebo é que, mesmo se gritando aos quatro cantos desta pátria sobre o perigo iminente desse evento, não se consegue alcançar o coração e os ouvidos dos nossos deputados federais, com raras exceções, sobre um Projeto de Lei, (PL 4244-04) de autoria do deputado federal Eduardo Valverde, que tramita na Câmara, na iminência de ser aprovado. Trata esse Projeto de Lei sobre a legalização da prostituição e atividades afins tendo como alvo a regularização da profissão dos ''trabalhadores da sexualidade'' conforme Art. 1º do mesmo. Isso só pode ser chamado de brincadeira de mau gosto. O povo, como sociedade organizada, precisa se manifestar através da imprensa, das igrejas, dos clubes de serviço por meio de seus líderes. A aprovação e legalização desse projeto trará ao País resultados fatídicos.
WILSON MUNHOZ (pastor da Comunidade Restaura Nossa Casa) Londrina

Cadê o flagrante?
Tempos atrás um juiz matou friamente um segurança. Estava tudo gravado, ele confessou, mas foi liberado pois havia passado o flagrante. É absurda uma legislação que permite que a pessoa confesse um crime e seja liberada por não estar no flagrante. Na semana que passou um comerciante conseguiu encontrar um estelionatário que há alguns dias o havia lesado, dando um cheque roubado, chamou a polícia e nada aconteceu, por quê? Ele não estava no flagrante. Gostaria de saber em que momento se daria o flagrante neste caso, quando ele recebeu o cheque roubado ou quando o comerciante fez o depósito e descobriu que o cheque era roubado? Porque se for quando a pessoa lhe deu o cheque teremos então que ter um policial em cada estabelecimento. O absurdo maior é que o mesmo indivíduo já havia sido preso pelo mesmo crime, mas estava em liberdade condicional, com certeza, por bom comportamento. Claro que dentro da cadeia ele vai ter um ótimo comportamento porque, estando lá dentro, para quem ele vai passar cheques roubados? Só se para os amigos de cela, delegado, escrivão...
LILIAN FERNANDE FELIPE (auxiliar administrativa) Londrina

Estamos em paz?
Guerra? Sim, a do Afeganistão, do Iraque, etc. Na terra de tio Sam e aqui, tudo é paz! Só que esquecemos que a cada dia morrem mais cidadãos brasileiros do que em cada uma dessas guerras. Temos mortes por balas perdidas, por chacinas, por desnutrição, por acidentes e tantas outras causas de baixas de nossa guerra cotidiana. Uma exceção foi a morte da freira no Pará. Essa sim chamou a atenção internacional. Como resposta o governo enviou o Exército para a região do assassinato para colocar ordem na casa. Teve que mostrar seu empenho e agilidade nesse caso, e aí foi eficiente. Senhores governantes, coloquem suas forças nas nossas praças e ruas, vejam que o ''Zé Brasileiro'' continua morrendo e ninguém, na maior parte das vezes, dá resposta nem corrige essas mazelas. São doenças sociais que necessitam urgente de ser curadas, ou a guerra que vivemos terá proporções maiores que um Iraque ou Afeganistão. Nossas crianças precisam ter segurança, escola decente, porque o amanhã é delas e teremos que lhes mostrar um mundo de paz para que elas o perpetuem.
MARIA HELENA SUZANO BASTARDO RODRIGUES (médica) Londrina

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