Assaltos nas ruas

Minha avó contava para minha mãe, que contava para mim, e eu conto hoje para meus filhos, a seguinte história: ''Há muito tempo atrás, em uma família simples, havia um menino que chegava sempre em casa com um presente para a mãe, hoje uma simples agulha, outro dia um carretel de linha, e a mãe ficava muito contente. Este menino cresceu e virou homem, após um grande roubo que tinha realizado, foi preso. Foi julgado e condenado à morte. Na cadeia, foi dado a ele um último pedido, e ele quis ver a mãe. Chegando lá, ela estava chorando ao ver o único filho em seu último dia de vida. Ele, por sua vez, falou à mãe: não chore por mim, sou um grande bandido, temido até por outros bandidos, a polícia está certa em acabar com minha vida, pois não tenho mais correção. Sinto somente desprezo pela pessoa que poderia me corrigir, mas sempre ficou contente com meus presentes, mesmo sabendo que não tínhamos dinheiro nem para comer. Estou envergonhado em ter você como mãe.'' Moral da história: se seu filho, mesmo sendo apenas uma criança, traz algo para casa que não pertença a ele, faça devolver, ensina-o que não deve pegar nada de ninguém, nem uma ''agulha''. Seu filho vai crescer e te agradecer um dia. Conto tudo isso, por que meu filho foi assaltado por outros adolescentes: levaram o tênis e o boné, na Rua Paranaguá, em frente ao cemitério, dias atrás às 16 horas. Ontem (16/3), às 17 horas, foi o amigo dele, levaram o tênis e o celular, local: em frente ao Corpo de Bombeiros do Lago Igapó 2, local este muito movimentado, mas infelizmente sem policiamento. Nossos filhos já estão presos, nasceram assim, entre grades e muros altos, entre cercas elétricas e alarmes, estão confinados. Onde está a polícia? Onde está o nosso ''querido'' e ''estrelado'' prefeito, que cria policiamento só para multar? Onde está o Poder Público? Pedimos um basta a esta situação e a outras mazelas que
sofremos a cada dia.
DEODATO JOSÉ TANUS (empresário) - Londrina

Gleba Palhano

Sou moradora da Gleba Palhano, uma das regiões mais belas de Londrina, mas, infelizmente, com um trânsito caótico. Todos os dias, independente do horário, vejo assustada acidentes acontecerem e muitas situações de perigo. Os motoristas desabafam, gritam palavrões, fazem gestos obscenos, mas dessa situação qualquer bom psicólogo pode dar conta. Preocupa-me a possibilidade sempre latente de acidentes que podem resultar em vítimas fatais. Particularmente, passo por esses cruzamentos da Gleba Palhano, sempre com medo, sentindo-me ameaçada, como se estivesse atravessando a linha vermelha no Rio de Janeiro. Quantas pessoas precisam morrer para que alguém tome uma atitude? E a construção da Ayrton Senna que era uma promessa de melhoria do trânsito dessa região? Por que essa obra ainda não foi concluída? Como sempre acontece nessas situações, só me resta fazer uso de um veículo de comunicação para tornar pública a minha indignação diante dos fatos que relatei, porque, sinceramente, acho que o meu medo não irá comover as autoridades competentes, para as quais esse é só mais um problema.
IVONE GUERREIRO DI CHIARA (professora) - Londrina

Aposentadoria

Tenho certeza que não existe pior burocracia, algo mais absoleto, desastroso e insuportável do que esse nosso INSS. Pobre velho, onde já se viu esperar, como espero, e que milhares esperam, a tão sonhada e minguada aposentadoria. Quantos, como eu, enfrentaram e enfrentam uma fila quilométrica, sob sol e chuva, para ter o direito adquirido, através de suas contribuições, por longos anos de trabalho penoso e cruel. Pobre velho, que sofrido da fila, ao chegar no guichê, é tratado pelo funcionário com descaso, como se fosse um espantalho, humilhado em seu caráter. Onde reclamar? Faz 13 meses que dei entrada em minha aposentadoria. Até hoje nada. Será que estão esperando meu atestado de óbito? Parabéns, por essa lei que dá o direito de registrar uma queixa contra o banco: aquele que permanecer por mais de 15 minutos numa fila para ser atendido. Nós, até agora, não dispomos de um departamento onde possamos registrar nossas queixas e obtermos respostas imediatas. Sempre que solicitamos uma informação, sempre nos dizem que está em averiguação e para aguardarmos pelo Correio. Como os clientes dos bancos, podem processá-los, nós também, devíamos ter o nosso departamento para reivindicar nossos direitos pela longa demora. A reforma previdenciária deve aos seus contribuintes e aos seus aposentados essa carência, urgente e necessária.
JOÃO CALDEIRÃO (comerciante) - Sertanópolis

UEL agradece

Aproveitando o início do ano letivo de 2005, a administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL) agradece a histórica homenagem prestada por esse conceituado veículo de comunicação, em fevereiro último, às pessoas que ajudaram e/ou seguem ajudando a construir a UEL. Ressaltamos que esta foi a primeira vez em 33 anos de existência que a nossa Universidade recebeu tão importante homenagem organizada espontaneamente por órgãos representantes da comunidade londrinense. A oportunidade serviu para estreitar ainda mais os laços que unem de forma fraterna a UEL a essa empresa de comunicação, bem como propiciou um maior reconhecimento da qualidade de nossa Universidade e de seus inestimáveis serviços prestados à população de Londrina e todo o Paraná.
LYGIA LUMINA PUPATTO (reitora da Universidade Estadual de Londrina)

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