CARTAS
Pobre não entra
A respeito das cartas enviadas a esta coluna sobre o valor do ingresso de R$ 10 para a Exposição 2005 de Londrina, concordo plenamente com o sr Ângelo Roberto Paulão quando discorda do valor cobrado dizendo ser incompatível à realidade econômica da população de Londrina. Parece estar o sr. Joselito Tanios Hajjar sem noção dessa realidade quando defende que o valor cobrado é justo pelo que é oferecido. Continua o sr. Joselito sem noção da realidade ao afirmar que as maiores receitas da Feira são provenientes dos negócios ali realizados e não dos ingressos vendidos. Se essa afirmação fosse verídica, esse seria mais um dos motivos para a Sociedade Rural do Paraná liberar a entrada à população para que ela também pudesse participar somente como espectadora, mesmo sem comprar bois ou realizar grandes negócios. Seria essa uma prova de sensibilidade dos organizadores da festa, de entender que o povo londrinense merece um pouco mais de lazer, o que pouco representaria em valor monetário à Sociedade Rural do Paraná, comparativamente aos grandes valores negociados pelos criadores e expositores.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina
'Benchmarking' na Expô
Não serei tão incisivo com o leitor José Botelho pelo fato, como ele mesmo disse, ser morador recente em nossa cidade. Como ele mesmo disse, o programa ''Benchmarking'' tem como escopo aprimorar mecanismos deficientes visando compensar setores deficitários. Não conheço a realidade de Ourinhos, mas nossa realidade com certeza é bem diferente. Ano passado por exemplo, pelos mesmos ''deizão'', que serão cobrados este ano, em cinco oportunidades, a Exposição teve superlotação sem nenhum incidente grave graças aos patrocinadores não pouparem esforços em segurança, estrutura e organização. Há muito a Sociedade Rural pratica ''Benchmarking'', donde na 45 edição da feira os paradigmas de comparação não devem ser de festas como a de Ourinhos (com todo respeito) mas de Barretos ou mesmo a grande ''Ocktober Fest'' de Blumenau-SC.
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) - Londrina
Verba de gabinete
A imoralidade impera em nosso país. Assistimos mais um abuso de poder, agora por parte dos deputados federais, que aumentaram em 25% as verbas de gabinete, passando de R$ 35.350 para R$ 44.180. Como pode isso acontecer quando grande parte do povo vive na miséria, dependendo de esmolas vindas do governo? É impossível presenciar esses fatos passivamente. Vivemos momentos de grandes decepções com a classe política. Realmente eles não pensam, e tampouco se importam com as dificuldades do povo (a não ser quando lhes convêm). Alimentam a pobreza com merrecas e ainda chamam de grande projeto social. Enquanto isso, engordam suas contas bancárias custeadas por todos nós que trabalhamos e pagamos nossos impostos de valores exorbitantes. Hoje a única Justiça que acredito é a divina, e nela há somente duas situações: ''de céu ou inferno'', eternamente.
ALZIRA RODRIGUES INACIO (escriturária) - Londrina
Pés vermelhos, mão limpas?
Começo de ano e recomeço de mandato. Uma esperança que tudo ia melhorar, mas que engano. O ano mal começou e vemos um enxurrada de problemas e de promessas não-cumpridas. Primeiro, o escândalo Sercomtel, uma história pra lá de mal contada; depois, a greve dos servidores e a urgência da Câmara Municipal em aprovar uma lei em benefício próprio. Por último, e não menos importante, a licitação muito duvidosa para contratar uma agência de propaganda para atender conta da Prefeitura. E nós, como ficamos diante disso tudo? Ficamos inertes, como se tudo isso fosse uma coisa distante, como se tudo não afetasse a nossa vida, como se isso fosse apenas mais uma trama da novela das oito. Mas será que, como em novela, essa história terá um final feliz? Será que os bandidos serão desmascarados e terão o final que merecem? Infelizmente, não.
RENATA CRISTINA DE ALMEIDA (relações públicas) - Londrina
Segurança no HU
A reportagem de ontem da Folha que constatou a falta de segurança em três maternidades de Londrina teve, pelo menos, dois desdobramentos: causou medo e insegurança nas gestantes e mães da maternidade e corroborou a necessidade urgente de melhorar o sistema atual de segurança. No primeiro item, o melhor conselheiro é o tempo. Nesse contexto, é quase impossível convencer uma puérpera que não há riscos de alguém querer ''levar'' a sua criança. No segundo caso, a direção atual do HU, desde que assumiu em julho de 2002, está tomando as providências necessárias para garantir a segurança de quem usa ou trabalha no Hospital. A melhoria começou com a substituição das câmeras por um circuito interno de vídeo-vigia que conta hoje com 16 equipamentos instalados no prédio. Para combater o número de furtos registrados no estacionamento no passado, o HU investiu na iluminação do pátio e na reforma completa do muro que cerca o local. Em 2004, diretores visitaram feiras para pesquisar qual o melhor sistema de catracas para o Hospital e no momento está em fase de estudos para implantação. Pode ter sido fácil a entrada da repórter no HU. Como também seria fácil ter a foto dela divulgada em poucos minutos, caso fosse necessária a sua localização. Difícil sim ou quase impossível seria sair do Hospital com uma criança que não fosse sua. No mesmo dia, o fato foi monitorado e gravado em CD. O sistema calculou o horário de entrada e saída da repórter que permaneceu 7 minutos e meio dentro do HU. A diretoria lamenta o ocorrido reafirmando que não se sente incluída no título da matéria (Maternidades sem segurança) e reforça diante dos pacientes e da comunidade em geral a intenção de cada vez mais melhorar a segurança, como também a assistência, no Hospital Universitário.
FRANCISCO EUGêNIO ALVES DE SOUZA (diretor-superintendente do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná) - Londrina





