Prefeitura responde
O editorial de ontem da Folha omite informações da maior relevância sobre a situação dos servidores municipais de Londrina. Em primeiro lugar, o editorialista parece esquecer o sofrimento dos servidores no final da administração Belinati em 2000. Os salários de dezembro daquele ano não haviam sido pagos, bem como parte do 13º. Naquela oportunidade, todo o trabalho da atual administração foi direcionado para colocar em dia a folha de pagamento da prefeitura, acabando com atrasos e garantindo o direito básico de todo trabalhador: o recebimento do salário em dia, seja do setor público ou privado. Nos quatro anos do primeiro mandato os salários foram pagos rigorosamente em dia, sendo que em vários meses houve até antecipação. Outro dado importante que não foi abordado no editorial: de 2001 a 2004, os servidores municipais tiveram seus salários reajustados por índices que variam de 27,5% a 31%. É inverídico supor que a atual administração esteja protelando a concessão de reajustes desde 2001. É um desafio a esse jornal comparar holerites de salários de qualquer servidor, de janeiro de 2001 com janeiro de 2005. A direção do Sindicato dos Servidores é quem deve esclarecer a origem do propalado índice de reposição que vem apresentando. Quanto à greve dos servidores, é um direito de todo trabalhador, que deve ser respeitado dentro dos limites do bom senso, e sem radicalização. A administração municipal jamais deixou de receber a diretoria do sindicato para negociar. O prefeito, sempre que foi solicitado pelo sindicato, esteve em contato direto com seus diretores, recebendo-os no gabinete e explicando a impossibilidade de conceder reajuste, por não ter assegurado o comportamento da receita do município para o ano de 2005. O compromisso da administração municipal, diante da radicalização da direção do sindicato, é garantir o atendimento de saúde à população, aliás, a maior prejudicada pelo encaminhamento da greve. A administração municipal está o tempo todo debruçada sobre a situação dos servidores, até para que não cometa irresponsabilidades de oferecer o que não poderá cumprir no futuro, criando aí sim um problema ainda maior, que será o atraso no pagamento dos salários. Isso, sim, é um desrespeito ao trabalhador, uma inaceitável negligência.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA

Única revolução
Nós, professores e professoras dos Centros Municipais de Educação Infantil, temos sentido na pele a necessidade da conscientização de cada um da sua própria luta. Se hoje podemos dizer que somos professoras e professores da Educação Infantil do Município de Londrina é porque outros enfrentaram a resistência e não temeram suas lutas internas em busca de que no futuro, que vivemos hoje, pudéssemos chamar nosso local de trabalho como escola, com profissionais capacitados não apenas para cuidar, mas principalmente para educar e formar. Contudo, infelizmente nem todos os profissionais que trabalham nesta hoje conquistada Educação Infantil têm consciência de que, antes de vencermos qualquer força externa, é necessário derrotarmos nossos próprios medos. É por isso que, apesar de todas as pressões que temos sofrido, estamos aqui hoje para mostrar que, como diz o Senhor Nosso Deus, em I João 4: ''No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora todo o medo''. E é por termos um amor verdadeiro pela Educação que estamos enfrentando todas as pressões que temos sofrido e pedimos a Deus que nos dê convicções inabaláveis, que nem o tempo, nem o espaço, nem a ciência, nem a filosofia, nem o conservadorismo, nem a permissividade, nem a mídia, nem o pecado, nem a negligência as tirem de nós. E que, essas mesmas convicções, sejam despidas de soberba, de ignorância, de isolamento, de preguiça mental e de qualquer marca de fanatismo e fortaleça cada uma delas, de tal modo que eu não consiga ficar calado e me sinta obrigado a repassá-las para os outros.
FABIANA TEIXEIRA (professora) - Londrina

Cavalo sem arreio
Quando a Prefeitura de Londrina estava reformando a Praça Marechal Floriano Peixoto, escrevi que se aplicava ao caso o dito popular: ''Quem dá o cavalo dá também o arreio''. Era uma referência à oportunidade de ser aplicado o mesmo piso da praça no entorno da Catedral Metropolitana. A Praça ficou bonita e agora também o Bosque com novas luminárias, novas calçadas, adequação da pista de caminhada, conserto dos equipamentos. A Catedral, com a ajuda de seus fiéis, foi toda reformada: novos altares, piso de granito, novo mobiliário e uma fonte linda na entrada principal. Falta-lhe a antiga beleza da cobertura, escurecida pelo tempo. Faltam-lhe duas rampas nas portas laterais para os chamados ''cadeirantes''. Falta-lhe nova calçada no entorno, e isto a Prefeitura pode e deve fazer, pois também quer uma Londrina não só de mãos limpas, mas também de visual bonito. Penso até que esse encargo poderia ficar para alguns vereadores como autopenitência pelas traquinagens que andaram fazendo tão logo se iniciou a nova legislatura. Seria como enfeitar as ruas no dia de Corpus Christi em mutirão. Se não forem perdoados de todas as traquinagens, terão com certeza um saldo negativo menor.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor e professor) - Londrina

Trânsito
Se os motoristas fossem mais atentos aos sinais do trânsito, reduziria-se sensivelmente os acidentes. O avanço às preferenciais são causas de muitos abalroamentos. A frequência com que tem se verificado essas ''porradas'' de trânsito na esquina da Av. Rio de Janeiro com a Raposo de Tavares se tornou um absurdo. Seria falta de um semáforo? Existe lá a sinalização de pare, mas pelo visto as pessoas não respeitam. Os cidadãos banalizaram esse tipo de acidente, que parece ser normal sair por aí, dando ou levando ''porrada'' de trânsito. A vida está cada vez mais por fio muito tênue, que nos separa da morte.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina

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