CARTAS
Greve dos servidores
Parece que já vimos este filme antes! Nosso prefeito ''reeleito'' aprovou um PCCS às pressas antes das eleições, agora manda alguém dizer na imprensa que a Prefeitura não tem dinheiro para pagar a reposição salarial para os servidores. Votei no Nedson e até fiz campanha para ele, porém esses acontecimentos me leva a refletir sobre o que um amigo me disse antes das eleições: ''Prefeito reeleito normalmente se acomoda''. A comunidade londrinense tem que cobrar uma solução do sr. prefeito, pois a atual administração está fazendo de conta que não está acontecendo nada, enquanto nossos filhos não estão tendo aulas e muitos não estão conseguindo atendimento nos postos de saúde.
JOSÉ FERNANDO CARVALHO (contador) - Londrina
Reajuste de verbas
Quero deixar registrado neste precioso espaço democrático, as minhas congratulações a toda comunidade londrinense pela ação rápida, efetiva e coesa ao se mobilizar para evitar que os vereadores da Câmara Municipal de Londrina aumentassem a verba de seus gabinetes. Desta vez, os vereadores-vampiros não conseguiram o seu intento que é o de sugar até a última gota a contribuição dada ao Erário por toda a comunidade. Para esses políticos que só se preocupam com os seus próprios interesses, o cidadão só lhes é vantajoso na hora de votar e contribuir para ampliar as suas mordomias. É necessário um povo e um ideal para que o objetivo seja alcançado. O valoroso povo dessa cidade não quis carregar para o passado o arrependimento de não ter lutado. A luta precisa ser definida no presente, como foi o protesto desencadeado pelo cidadão londrinense.
CLAUDINE DE OLIVEIRA (auditor fiscal da Receita Estadual) Apucarana
Verba de gabinete
Na última sexta-feira foi publicado na página 3 deste jornal o discurso falso dos vereadores que ''teoricamente'' voltariam atrás em relação ao voto do projeto de legislatura que aumentava a verba de gabinete para a contratação de assessores. Roberto Fu e Ângela Santini tiveram a coragem de falar em um programa de TV que mudariam o voto depois da reação popular. Henrique Barros (PMDB) admitiu arrepender-se, pois ''não tinha dimensão da proporção que isso tomaria em público''. É comovente. Quer dizer que se o povo não abre a boca e protesta, ''nossos representantes'' aprovariam o que viesse sempre em benefício próprio?
OSMANO GOMES DA SILVA (auxiliar de enfermagem) - Rolândia
Justiça das cotas
Tenho lido - indignado - algumas manifestações neste espaço acerca das cotas para negros e estudantes de escola pública implantadas pela Universidade Estadual de Londrina. As manifestações mostram o quanto de preconceito tem a elite e a classe média, que tendem a culpabilizar, numa visão rasteira e superficial, a própria vítima. Pensam algo do tipo, se está doente é por que não se protegeu. Se está desnutrido é por que não se alimentou. Se não tem emprego é por que não quis trabalhar. Se não passou no vestibular é por que não estudou. Ana Paula Jurkevics alega, com a classificação que conseguiu, entrar no curso escolhido se não fossem as cotas. Ela afirma ser uma medida discriminatória. Solidariza-se com ela o médico Aristides Makowich, que disse que Ana Paula teve de ceder a sua vaga a um afrodescendente ''folgado''. Diz o médico ainda que ''não é a escola particular ou a pública que vai dar condições ao aluno de se classificar devidamente, e sim única e exclusivamente o próprio esforço''. Será que Aristides Makowich - que assina a carta como médico em Arapongas - poderia fazer isso se tivesse estudado em escola pública de um assentamento da periferia? Estabelecer políticas sociais justas é dar mais para quem tem menos. E na questão das cotas, felizmente, não foi a noção egoísta e do próprio umbigo - expressa nas cartas de Jurkevics e Makowich - que nortearam a decisão corajosa, sábia e necessária da reitora da UEL, Ligya Pupatto.
REINALDO ZANARDI (jornalista) - Londrina
Carga tributária
Vários são os segmentos sociais que estão se queixando de não aguentar mais a carga tributária brasileira. Estamos aí com a Medida Provisória 232 no Congresso Nacional causando tanta polêmica. No caso do servidor público, especialmente o aposentado, somando todos os descontos, a carga tributária descontada diretamente em seus salários está chegando à casa dos 56,5%, nesse governo. Tem razão o potencial candidato e prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), ao se queixar de tantos impostos.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Copel esclarece
Diante do informado na matéria ''Serviço ineficiente até pelo telefone'' (Folha Cidade, 9 de março), a Copel volta a esclarecer que a falha temporária no atendimento telefônico do último domingo deveu-se à desconfiguração da central de telefonia da Sercomtel. Esta teve como causa indireta, por sua vez, um problema técnico no sistema de transmissão de Itaipu, operado e mantido pela Furnas Centrais Elétricas. A Copel refuta o qualificativo de ''ineficiente'' para seu serviço de atendimento a chamadas de emergência, dado que este não foge aos parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica Aneel na Resolução 465, que rege as condições gerais de fornecimento de energia elétrica. Em fevereiro, as cinco centrais de atendimento da companhia no Paraná receberam mais de 700 mil ligações, entre pedidos de informação e solicitações de serviços comerciais e emergenciais. Estes corresponderam a 30% dos chamados, com tempo médio de espera de apenas 18 segundos - resultado que é fruto de uma série de medidas recentes tomadas para melhorar a prestação de serviços à população.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE DISTRIBUIÇÃO NORTE DA COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA ELÉTRICA Londrina





