Memória de prefeito
Há bem pouco tempo, os sentimentos de grande parte da população londrinense em relação ao prefeito eram outros: simpatia, respeito, confiança. Tanto assim que ele foi eleito, tendo como bandeira a honestidade e o compromisso com os cidadãos, prometendo continuar a cuidar da cidade, agora já com outras perspectivas, uma vez que os maiores obstáculos já haviam sido vencidos. Dois meses de administração e vemos estabelecido o caos: existe coisa mais desgastante para uma cidade do que a paralisação de serviços públicos? A cidade linda está com suas escolas fechadas, a saúde, que já não andava lá essas coisas, fecha os postos e limita ainda mais o atendimento. Milhares de servidores reunidos no Centro Cívico, sob um sol escaldante, reivindicam seus direitos, da única forma que pode sensibilizar o governo, isto é, convocando para a paralisação dos serviços. E o governo, por onde anda? Que estratégia pouco inteligente é essa que o prefeito, através de seus secretários, está usando? E o Partido dos Trabalhadores, de que lado está? Não pensa no futuro político? É bom lembrar que o povo de Londrina amadureceu politicamente (que o digam os vereadores). Com certeza os servidores não estão felizes com a paralisação. Nem tampouco os pais de alunos e os usuários de postos de saúde, sem mencionar outros serviços não menos relevantes. Apelamos para o bom senso e a memória do prefeito. Dê um sinal de que está disposto ao diálogo, mas um diálogo com propostas, por mais simples que sejam. Ser radical e arbitrário não leva a nada de bom. Honrre o compromisso com todos esses servidores que o ajudaram a se eleger e que confiaram na sua responsabilidade. Se prefeito não tem memória, eleitor tem.
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA (professora) - Londrina

Verba polêmica
Segundo os nobres edis de Londrina que votaram favoravelmente ao projeto, a elevação da verba de gabinete seria legal. A função do vereador é fiscalizar o Executivo quanto à aplicação do dinheiro público, é ser porta-voz da população e criar leis e não fazer assistencialismo. Vejamos um exemplo: os funcionários públicos municipais estão pedindo o que é legal e moral, não é aumento de salário, é reposição que segundo eles está defasada, e que segundo o Executivo pela Lei de Responsabilidade não é possível. Creiam, senhores, o aumento da verba de gabinete, agora revogado, poderia até ser legal, mas é imoral, engorda e envergonha.
VICENTE DE PAULA PENHA (comerciante) - Londrina

Luta ignorada
Muito se fala do Dia Internacional da Mulher. Alguns criticam porque se fazem homenagens ou comemorações às mulheres neste dia pois alegam que a verdadeira essência deste dia, a luta pela libertação feminina, fica esquecida ou ignorada. Entendo que a luta pela libertação feminina não fica mais ou menos evidente por causa da forma como o Dia Internacional da Mulher é relembrado. O que evidencia esta luta é o nosso cotidiano. Esta luta está presente na forma como trabalhamos, como criamos nossos filhos, está na forma como amamos nossos companheiros, enfim, está presente em nossas atitudes. E pergunto o que você fez nos últimos 365 dias pela libertação feminina? O que você pretende fazer nos próximos 365 dias? Se você fizer ou fez algo de concreto não se acanhe. A você é reservado o direito de comemorar e homenagear da forma como melhor julgar. Eu, por exemplo, líder sindical, militante partidária, socióloga, coordenadora da campanha nacional pela aposentadoria da dona de casa, mãe, esposa e cristã homenageei as mulheres do meu círculo com a sabedoria contida em provérbios 31.12-13-21. Parabéns a todas nós, lutadoras, que reconhecemos nosso verdadeiro papel na sociedade e na vida em família.
DÓRIS ANDRADE DA CRUZ (sindicalista) - Londrina

Humildade Tubarão
Peço à diretoria do Londrina Esporte Clube (LEC), principalmente aos srs. Agostinho Garrote e Luizão, pessoas que conheço e admiro pela vontade, garra, humildade e pelo amor a Deus, que não deixem afogar nosso Tubarão. Vocês caíram no carinho do torcedor pela maneira carinhosa de desenvolver seus trabalhos e foram reconhecidos por isso. No entanto, vocês precisam ter a mesma humildade e coerência quando recebem críticas ou será que os torcedores estão errados? Foram lamentáveis as cenas do último domingo, no VGD, quando empatamos com o fraquíssimo Império por incompetência de nossos atacantes, que estavam num dia atípico. Ergam a cabeça e reflitam sobre tudo o que está acontecendo e voltem a administrar o LEC junto com a torcida. Este é o caminho do sucesso.
JOÃO EDSON DANZIGER (estudante) - Londrina

Irmã Dorothy
O que tem a ver uma irmã com o problema do latifúndio no Pará? Por que ela entrou nisso? Por que ela não ficou no convento cuidando de outras coisas também importantes da Igreja? O que tem a ver uma freira ou um padre com o problema do latifúndio? Minha resposta é esta: irmã Dorothy sabia do ensino da Igreja sobre o problema de latifúndio. O próprio Concílio Vaticano II, no documento ''Gaudium et Spes'' parágrafo 438 fala sobre o acesso à propriedade e ao domínio particular dos bens os latifúndios. Graças a Deus, é bonito saber mesmo que é triste quando aconteça que ainda no nosso meio, num mundo muito egoísta e individualista, tem pessoas muitas vezes pais e mães de família, adultos e jovens, que dedicam a vida deles para uma causa tão nobre: a distribuição da terra.
JOÃO CARUAN (padre da Paróquia São Silvestre) Maringá

Lanche nas escolas
Dizem que as leis são cegas e que passam inúmeras gerações para conseguirmos entender o espírito delas. Mas nunca é tarde para comemorar. Refiro-me à proibição comercial dos alimentos industrializados nas cantinas das escolas públicas e particulares do Paraná. Agora, cabe a nós fiscalizá-las.
HILDERGADES PIMENTEL LISIK (professora) - Cruzeiro do Oeste

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