CARTAS
E agora prefeito?
Estamos diante de uma situação difícil. Tanto para o servidor como para a população que necessita de atendimento em todas as áreas. E o prefeito onde está? Viajando novamente, é claro. Em campanha para a reeleição, o então candidato a prefeitura de Londrina, disse que a casa estava em ordem, e agora na cidade as coisas caminhariam. Porém, o prefeito não aparece, não fala com o povo, parece não se importar com os transtornos causados devido à paralisação. Sabemos que os servidores reivindicam apenas reajuste por perdas salariais. Talvez, se o prefeito não se preocupasse tanto com cargos comissionados, teria tempo de pensar no servidor público e no povo. Pagamos impostos e merecemos respostas a todas as indagações.
ALZIRA RODRIGUES INACIO (escriturária) - Londrina
Problema das cotas
Há várias semanas venho lendo sobre as cotas para negros e para estudantes de escolas estaduais. Cada dia que passa fico mais indignada. Seria um direito, discriminação ou uma justiça social? Vejo apenas que o governo está cada dia mais querendo ''tampar o sol com a peneira'' (como bolsa escola, vale gás, vale isso, vale aquilo) no lugar de melhorar a qualidade de vida da população, investindo na educação, na saúde, etc. Fica arrumando subterfúgios para mostrar que está fazendo algo pelo povo (e o que é pior, tem gente que acredita). Se realmente a educação fosse levada a sério pelos governantes e não houvesse tanta corrupção, todos teríamos as mesmas oportunidades. Para o governo, não é vantagem dar cultura ao povo. O que precisamos realmente é que haja um basta em tanta corrupção. Sempre estudei em escola pública e não precisei me valer de cotas pra entrar na universidade.
EGLAIR MACHADO XAVIER (estudante) - Londrina
Pêsames ao Judiciário
Como modesto serventuário aposentado do Paraná - e como cidadão que paga impostos, como todos -, condeno a atitude do ministro Nelson Jobim, atual presidente o STF (Supremo Tribunal Federal), que valendo-se da sua alta função, tomou duas tristes atitudes. A primeira, a luta renhida para a aprovação da emenda que instituiu a súmula vinculante e, depois, seu extenuante esforço, ombro a ombro com o deputado Severino Cavalcanti, para empurrar goela abaixo de 180 milhões de brasileiros os 67% de aumento para deputados federais e senadores. Na primeira façanha sagrou-se vitorioso, tolhendo e subtraindo aos juízes das instâncias jurisdicionadas ao STF o direito basilar e inspirador da sua nobre função: julgar, no cenário de ocorrência dos fatos. O desafogamento do Judiciário (pretexto para a instituição da dita súmula - esdrúxula e castrante e que nem no regime autoritário foi lembrada) poderia ser alcançado sem o amordaçamento e alijamento de juízes. Quanto ao segundo feito - o golpe do aumento de 67% para deputados federais e senadores via simples ''canetada'' das Mesas da Câmara e do Senado - morreu na lamentável intenção, graças à negativa do presidente do Senado, senador Renan Calheiros, por entender que esse conluio contra a Nação é incompatível com a realidade do País.
WALTER DE OLIVEIRA (serventuário aposentado) Bandeirantes
Sesp esclarece
Em respeito ao jornal Folha de Londrina que preza a informação correta e de qualidade e aos seus leitores, que merecem tal cuidado com os fatos repassados por este veículo, a Secretaria de Estado da Segurança Pública tem a corrigir o seguinte: em relação à nota ''Drogas'', publicada na coluna do jornalista Luiz Geraldo Mazza, na sexta-feira (4/3), a Secretaria da Segurança Pública esclarece que a informação é equivocada, já que a Divisão de Narcóticos (Dinarc), conta com a atuação de 37 policiais civis (três delegados, 4 escrivães e 30 investigadores). Informamos ainda que a Divisão de Narcóticos, é uma divisão administrativa que engloba o grupo Fera (Força Especial de Repressão da Antitóxicos), a Subdivisão de Inteligência e Informação e ainda a Delegacia de Antitóxicos (Datox), responsáveis pela operacionalização das ações. Portanto, a crítica feita pelo colunista é completamente vazia e equivocada. Em relação à nota ''Segurança'', publicada na coluna do jornalista Luiz Geraldo Mazza, no domingo (6/3), é mentirosa a afirmação de que ''o Paraná ficou fora das verbas da Secretaria Nacional de Segurança Pública porque não apresentou projetos''. O Paraná apresentou ao todo 17 projetos ao governo federal, no mês de dezembro de 2004, estimados no valor total de R$ 21 milhões, em contrapartida a um ofício circular nº 92, datado de 25/11/2004, da Secretaria Nacional da Segurança Pública, que exigia readequação dos projetos para a liberação de apenas R$ 3,5 milhões. Em resposta, a Secretaria de Estado da Segurança Pública, enviou ofício à Senasp, discordando do valor oferecido e exigindo a verba de R$ 21 milhões correspondentes aos projetos apresentados pelo governo do Paraná e acordados com o governo federal. Por conta disso, este valor ainda está em análise pela Senasp, que já como primeira resposta triplicou a verba oferecida. Isto prova que o Governo do Estado estava com a razão, quando cobrou atenção e prioridade do Governo Federal à segurança pública. Além disso, sobre o Infoseg, a Secretaria da Segurança Pública informa aos leitores que remodelou e modernizou em parceria com a Celepar, todo o sistema de software do Infoseg, que se transformou em modelo para todo o Brasil e já foi adotado pelo Ministério da Justiça. Inclusive, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná foi homenageada pelo Ministério da Justiça, em dezembro do ano passado, pela excelência do programa apresentado e cedido para uso do governo federal.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA DO PARANÁ Curitiba
Correção
- O documentário sobre a princesa Diana foi exibido na segunda-feira e não na terça, como divulgado ontem na Folha2.





