Viva a diferença
Hoje é Dia Internacional da Mulher. Nunca concordei com esta data, pois considero que apenas as minorias têm datas para serem lembradas: Dia do Índio, Dia do Negro, Dia do Gay... Uso a data para conversar um pouco com os alunos sobre o quanto são importantes as diferenças que existem entre nós, homens e mulheres, e que não devemos jamais deixar que elas acabem. Sim, porque é através delas que nos completamos. Cada sexo tem suas peculiaridades que acabam por se transformar em instrumentos facilitadores ou não no desenrolar das mais diferentes tarefas que nos cabem no dia-a-dia. Essa é uma questão antropológica, biológica e psíquica. De nada adianta nós, mulheres, querermos combatê-la sem corrermos o risco de nos descaracterizarmos e virarmos um ser humano amorfo, que não se parece nem com um homem e, muito menos, com uma mulher. O sexo feminino deve entender que lutar pela igualdade e pela justiça, pelo respeito e pelo espaço na sociedade deve ser meta do indivíduo, seja ele homem ou mulher, negro, branco ou azul, tenha a opção sexual que tiver, more em ocas, debaixo da ponte ou em um duplex, porque somente na aceitação das diferenças que formam cada indivíduo, e não na separação delas em compartimentos segregadores é que está o caminho para a perpetuação da raça humana. Vive la difference!
ELIANE BENATTI (professora) - Londrina

Salve a mulher
Hoje é o dia internacional da graça, do charme, da beleza. É o dia internacional gana, da luta, da sensibilidade. É o dia internacional da tolerância, da sabedoria, da magnitude. É o dia internacional da persistência, da compreensão, da grandeza. É o dia internacional de quem a cada dia e durante toda vida fez (e faz ) a diferença. É o dia em que nós homens (sexo frágil) deveríamos passar reverenciando-as, as donas do dia. Elas que dão um toque de graça a esse mundo que os homens estão tornando cada vez mais sem graça. Elas que lutam, que brigam, que batalham, que geram, sem contudo perderem a ternura jamais. Parabéns mulheres, vocês são tudo de bom.
ANTONIO JOSÉ SANTIAGO (presidente do Partido Comunista Brasileiro em Londrina)

Dia da Mulher
Não é tarefa fácil saudar a quem superou todos os obstáculos ao longo da história para deixar de lado um papel coadjuvante de submissão para assumir, à custa de muito sacrifício, seu lugar no mundo contemporâneo. Enfrentando o tradicional mundo machista, onde as tarefas menores e domésticas sempre foram a ênfase, as mulheres aceitaram enfrentar uma luta que foi a maior de todos os tempos, pois significou a inversão de papeis tradicionais, rompendo preconceitos e encarando de frente os desafios que sempre separaram dois universos: o masculino e o feminino. Hoje há uma heroína em cada uma delas, com uma história de luta pessoal, de superação de limites, de enfrentamentos e de vitórias, marcando a conquista maior do espaço e do direito de participar, não mais sendo a espectadora passiva, mas a ativa participante nas decisões, influenciando e fazendo-se ouvir. Como retratar em tão pouco espaço esse heroísmo anônimo, na maior parte das vezes? Como reconhecer a importância conquistada no mundo atual? Como valorizar essa força sutil e suave que soube se impor por seus méritos e por uma competência sempre terna e surpreendente? Acho que o melhor seria estender a mão em sua direção e dizer: sei tão pouco, ensina-me a ternura de sua coragem, a fragilidade de sua força, o amor de suas decisões e a garra de sua vontade. E reconhecer que existe apenas um universo: o nosso!
FÉLIX RIBEIRO (professor) - Londrina

Ouvir 'não'
Um juiz de Direito entra em um supermercado em Sobral (CE) e a tiros mata um vigia. Alguns dizem que o juiz é maluco, louco ou coisa assim, outros alegam que ele agiu movido por essa onda de violência que toma conta do país. Em primeiro lugar, se o juiz realmente fosse maluco não teria sido aprovado em um concurso público para cargo tão importante. Segundo, se essa desculpa de que ele fez o que fez, talvez movido por essa onda de violência, ''virar moda'', senhoras e senhores comprem seus coletes à prova de balas, pois, sair para passear pode ficar mais perigoso. Infelizmente, tal fato nos mostra que certas pessoas investidas em cargos importantes se prevalecem muitas vezes de tal cargo e o que é pior, muitas dessas autoridades não estão preparadas para ouvir a palavra ''não''.
CÍCERO DE OLIVEIRA JÚNIOR (estudante) - Cambará

Juventude sem limites
O título da reportagem ''Jovens bem-educados, mas inconsequentes'' publicada por este jornal no último domingo deveria ser outro, porém, sem o termo ''bem-educados''. O jovem reflete e interage com a sociedade conforme sua educação familiar. A imposição de limites sobre as atitudes dos filhos começa ainda na infância. Um jovem ''bem-educado'' é aquele que recebeu dentro de seu ambiente familiar, carinho, atenção e, principalmente, respeito com o próximo. Valores morais e bom comportamento foram simplesmente trocados na educação familiar por ''objetos sem valor'', tais como carros, relógios e celulares, sempre seguindo à risca a idéia de que ''a aparência é tudo''. Porém, exceções sempre existirão. Ainda há bons exemplos de jovens que orgulham seus pais e amigos. Como será a educação dada aos filhos quando estes jovens se tornarem pais? A complexidade do assunto é de suma importância para refletirmos sobre qual caminho seguirá o jovem, educação e respeito com a sociedade ou violência transgredida e sem limites?
DOUGLAS PARRA FERREIRA DE CASTILHO (advogado) - Londrina

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