CARTAS
Transporte coletivo
Será que alguém vai resolver os problemas enfrentados pelos usuários do transporte coletivo de Londrina? Será que tem alguma autoridade que já passou pelo Terminal Urbano, principalmente pela rua Professor João Cândido? É visível a presença dos fiscais da CMTU, freqüentemente, nos dois pisos do terminal, mas por que será que eles nunca estão nas entradas de acesso para passageiros? Será que eles já viram os usuários sendo acuados, assediados e até mesmo empurrados quando ao chegar próximo aos guichês e, de posse do dinheiro ou o passe, são cercados para fazer a troca do passe pelo cartão transporte? Quem não sabe o que isto significa, deve se lembrar que Agora Londrina tem bilhetagem eletrônica? E com isso, os vendedores de passe continuam ao redor do terminal, e pior, alguns ficam na boca do guichê, obrigando a trocar o passe pelo cartão. Será que há alguma coisa por trás dessa troca? Será que a questão do desemprego é tão difícil de ser solucionada, que é mais fácil permitir a venda ilegal de passes escancarada no centro da cidade? Será que alguém ficou com medo de fiscalizar qualquer irregularidade depois daquela morte dentro do terminal no último protesto? Será que alguém já viu os inúmeros carros que param ao lado terminal para vender esses passes? Será que o valor de R$ 1,90 não é suficiente para que seja garantido o direito de ir e vir (sentado, de preferência).
SIMONE BORDONAL (professora) - Londrina
Eternos palhaços
Estão nos fazendo de palhaços. A palhaçada a que me refiro vem dos altos escalões dos poderes, Judiciário, Legislativo e Executivo, que estão se autopromovendo, não importando o restante do mundo. O Judiciário já ganhou seu presente, o Legislativo corre para também se autopromover financeiramente, o Executivo para agradar o mundo financeiro, deixa o país à míngua de investimentos em saúde, educação e infra-estrutura. Em todos os poderes existem possibilidades enormes de se cortar despesas, mas é muito mais fácil majorar a carga tributária, os juros, cortar investimentos do que simplesmente reduzir seus gastos. No Legislativo, em suas primeiras sessões, nossos nobres representantes se empenham em majorar seus próprios vencimentos, não importando o que uma medida, imoral e vergonhosa, como essa possa acarretar. Diante de fatos como estes, poderíamos tomar algumas atitudes, embora irregulares, que demonstraria de forma bem explícita o que sentimos quando nossos anseios não são minimamente atendidos: poderíamos deixar de exigir recibos de profissionais liberais, deixar de exigir nota fiscal, sonegar impostos, comprar combustíveis de sonegadores, etc. Provavelmente, seríamos processados, presos e taxados como subversivos. Ora, os que detêm o poder podem faltar com a verdade, nos enganam constantemente e corrompem-se. Fica no ar uma indagação: esse senhor, presidente da Câmara Federal, que poderia vir a substituir o presidente de uma nação de quase 200 milhões de habitantes, que em seus primeiros atos só falou da majoração de seu próprio salário, teria o discernimento e probidade para assumir a cadeira de dirigente da nação? Os eternos palhaços gostariam de ser ouvidos e respeitados.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
Cota é discriminação
Essa questão de cotas para afrodescendentes se enquadra perfeitamente numa discriminação racial contra brancos. Ora, classificar-se num vestibular depende unicamente do esforço e dedicação aos estudos, considerando que todos indivíduos têm uma inteligência razoável para atingir tal objetivo. Não é a escola particular ou a pública que vai dar condições ao aluno de se classificar devidamente, e sim única e exclusivamente o próprio esforço nesse sentido. E os brancos, como é o caso da estudante Ana Paula Jurkevics que queimou as pestanas em cima dos livros se classificando devidamente, têm que ceder vaga a um afrodescendente folgado que se aproveitou dessa deixa de cotas. Isso é democraticamente justo? Esse sistema depõe frontalmente com os direitos dos cidadãos, uma verdadeira afronta à justiça! O estudante negro quer ingressar numa faculdade? Que estude, que tenha brio suficiente para poder um dia dizer que se o conseguiu foi à custa de seu esforço e dedicação aos estudos e não a um artifício injusto e discriminatório gerado por alguma mente racista ou algo parecido. Eu me sentiria acanhado e com a consciência pesada se tivesse usado tal oportunismo para entrar numa faculdade.
ARISTIDES A.J. MAKOWICH (médico) - Arapongas
Crime covarde
Crime covarde foi flagrado dentro de um supermercado no Ceará e cometido por um juiz de Direito. Precisa haver severa punição àquele assassino que agora usa a maldita prerrogativa de autofedesa para ceifar a vida um trabalhador. Certamente, ele deve ter condenado muitos marginais que, como ele, insinuaram a legítima defesa. As imagens são claras e houve sim uma execução sumária. Aliás, a lei de desarmamento não é válida para todos? Aqui em Curitiba recentemente dentro de um shopping center um policial militar que estava à paisana e não estava em serviço resolveu dar um de super-herói e atirou contra ladrões de uma joalheria dentro do superlotado Shopping Mueller. Irresponsabilidade e falta de preparo. Talvez, ele tenha de fato (como relatou) mirado só nos ladrões. E se eles revidassem atirando nos usuários? Que tragédia, não?
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba
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