Licitação suspeita

Enquanto a maioria dos governantes municipais busca através da comunicação e das inúmeras ferramentas do marketing estabelecer um canal com a sociedade para difusão de boas idéias e projetos que ajudem na transformação de uma cidade, a atual administração dá um claro exemplo de como enfraquecer seu próprio município. A Prefeitura de Londrina está licitando a contratação de agência de propaganda para divulgar atos para os próximos dois anos. O edital que foi publicado visa gastar em propaganda R$ 5,7 milhões nesse período. Seria muita ingenuidade, ao analisar o edital, não enxergar que algo de suspeito ou duvidoso foi montado para alijar do processo licitatório as agências de Londrina. A começar pelo capital social exigido de R$ 360 mil, coisa que tanto o senhor prefeito como seus assessores sabem que nenhuma empresa local possui. Outro critério exigido e no mínimo estranho é a pontuação maior para quem apresentar portfólio (currículo) com atuação em cidades acima de 500 mil habitantes. São ações como estas da administração municipal que refletem numa cidade cada vez mais empobrecida, com alto índice de desemprego e que vira matéria jornalística em rede nacional como aconteceu esta semana, onde formavam-se enormes filas disputando as 60 vagas para uma loja de departamentos. É bom lembrar que as recentes campanhas patrocinadas pela administração e criadas por agências sem nenhum compromisso com a cidade, não foram motivo de orgulho para os londrinenses, tampouco para o mercado criativo da propaganda.

RENATO MANTTOVANNI (publicitário) - Londrina


Resposta inócua

Imaginei que, depois de tanta crítica da opinião pública, a presidência da Câmara Municipal de Londrina desse uma resposta à altura dos anseios da população, como por exemplo a revogação do ato inconsequente aprovado para onerar o bolso do contribuinte. Ao contrário disso, uma carta inócua, repleta daqueles manjados chavões políticos, muito bem pronunciados, decorativos e sem praticidade alguma, assinada pelo sr. Orlando Bonilha, mas certamente redigida por um desses assessores muito bem pagos com o dinheiro público. Fico impressionado ao assistir um grupo de políticos ser duramente criticado, como está acontecendo com os vereadores da nossa cidade, e não reagir condizentemente à altura da sua investidura. Parece que esses homens são frios e calculistas quando se trata de usufruir do dinheiro público e das benesses do poder. Assim, desafio os sete vereadores que votaram contra a medida, entre eles nomes que tanto admiro como Tercilio Turini e Kanashiro, a aproveitarem o clima criado pela opinião pública, e se movimentarem no sentido de derrubar esse malfadado aumento de verba para a assessoria da Câmara. Seria uma grande vitória da decência e da democracia.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Falta de respeito

Atendendo convite da ONG Pés-Vermelhos Mãos Limpas, estive esta semana na Câmara de Londrina. Assisti a uma completa falta de respeito por parte de alguns vereadores. Enquanto as pessoas e até vereadores estavam com a palavra, havia no plenário um vai-e-vem e conversas paralelas. Enfim, a educação passou longe deles, a ponto da platéia que se fazia presente chamar-lhes a atenção. Só agora percebo o tipo de gente que nos representa e que é impossível não ficar indignado diante do que é exposto à população. Precisamos estar atentos na hora de votar. Contudo, acompanhar os trabalhos na Câmara, infelizmente, passa a ser uma necessidade, já que os nossos representantes não inspiram confiança.

ALZIRA RODRIGUES INACIO (escriturária) - Londrina


Pobre Português

O que esperar de uma Câmara de Vereadores onde o chefe ''assassina o Português'' por ser contra a concordância verbal e só concorda em gênero, número e grau, quando o assunto é aumento dos seus próprios salários e de suas verbas de gabinete, justificando seus atos com a costumeira veemência e fluência verbal dos discípulos do sr.''Zé do Caixão''?

REGINA CHUBACI MACHADO (engenheira agrônoma) - Londrina


Aborto

Gostaria de manifestar meu repúdio e indignação com o Ministério da Saúde que quer aprovar, juntamente com o governo federal, no próximo dia 7 de março, um dia antes do Dia Internacional da Mulher, uma lei que permita o aborto de uma criança apenas com a alegação de que a mãe foi estuprada. Isso é simplesmente legalizar o aborto! É como se alguém chegasse numa casa lotérica e reclamasse o prêmio de 1 milhão de reais porque acertou os números que de maneira aleatória marcou num papel em sua casa. E nem sequer comprou um bilhete. Acho que esse não é o presente que as mulheres merecem no seu dia.

ELISA CIMITAN MENDES (estudante) - Londrina


Células-tronco

A Idade Média, também cognominada Idade das Trevas, atravancou o progresso da humanidade ao longo de um milênio - do século V ao XV. Como se não bastasse, temos de aturar na mídia, todos os dias, arautos medievais arrotando parvoices numa tentativa insana de frear os avanços da ciência que busca minimizar os sofrimentos do ser humano. Ora, Deus, num gesto magnânimo, dotou o homem de uma inteligência privilegiada para pesquisar e descobrir os meios através dos quais ele possa banir e erradicar de vez todos os males e doenças que o atormentam desde os primórdios em busca da felicidade plena. As últimas descobertas científicas concluíram que as células-tronco podem regenerar quaisquer tecidos, inclusive os neurônios, caindo por terra teorias até recentemente consagradas. Paraplégicos e tetraplégicos, até então condenados à cadeira de rodas, já estão ensaiando os primeiros passos. Cardíacos também estão conseguindo uma sobrevida, revolucionando todos os procedimentos até então adotados.

ANTONIO D™NATZ RIBEIRO DA SILVA (funcionário público federal) - Curitiba

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