Supercialidade
Bastante notável a façanha obtida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, sr. Orlando Bonilha, em carta-resposta publicada na edição de ontem nesta seção: a de escrever, escrever, e nada dizer. A superficialidade do texto, floreado com expressões hipócritas (''o debate leva à verdade e fortalece a democracia'' ou ''democracia viva e atuante''), escancara a absoluta falta de argumentos e justificativas para sua defesa. O sr. Bonilha vale-se de velha tática utilizada nestes casos: a de atacar o missivista que o incomodou. Classifica-o como ignorante e preconceituoso. Mas em nenhuma linha do texto foi capaz de mostrar, concretamente, que o autor da carta perturbadora está equivocado e de levá-lo à reflexão. Não há o que refletir. Nada foi dito ou argumentado. Há somente o registro de gritos, característica de quem não tem nada para falar.
ANDRÉA SANCHES FINCK (dentista) - Karlsruhe, Alemanha

Ainda há luz no túnel
Falar mal de políticos não é coisa recente. Mas a quantidade de impropérios e a frequência dos mesmos na mídia, com certeza, é algo sem precedentes na nossa história. Para ficarmos apenas no âmbito de nosso município, constata-se que desde dezembro passado a Câmara de Vereadores de Londrina tem sido eficiente em seus trabalhos e pródiga em suas ações. Apenas analisando os comentários diários da Folha de Londrina, constata-se a votação de 29 de dezembro, quanto aos terrenos e as áreas proporcionais que deveriam ser conservadas e, logo no início de 2005, assistimos esse aumento da verba para assessoria. Pior. Com a concordância do chefe do Executivo, às voltas com a cobrança de reajuste salarial dos funcionários públicos. Tristemente, verifica-se diariamente os comentários de repulsa ao Legislativo municipal. No jornal de ontem li, talvez, o mais interessante comentário colocado por Regina Chubaci Machado propondo a ''Campanha nacional de não reeleger nenhum político''. Mas antes que a idéia dela ganhe força, podemos dizer que felizmente ainda temos organizações que lutam a favor da população. A ação do Ministério Público em contestar o aumento e a liminar do juiz Álvaro Rodrigues Júnior nos dá esperanças de que, como patrões do Legislativo, poderemos ainda ser ouvidos. Acrescente-se a decisão da OAB de recorrer contra a lei votada em 29/12. Por tudo isso, ainda penso que há luz no fim do túnel. Para terminar, deixo aqui uma frase, citada por Cícero, mas oportuna para esta ocasião: ''Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra''? É em latim, mas com certeza os assessores saberão traduzi-la corretamente.
ALVARO MANOEL RODRIGUES ALMEIDA (engenheiro agrônomo) -Londrina

'Somos bobos'
Me recordo de uma brincadeira (de muito mau gosto por sinal) na minha infância em que nossos ''amiguinhos'' colavam um pedaço de papel em nossas costas com dizeres como ''me chute'', ''sou bobo'', entre outras frases politicamente incorretas. Crescemos, amadurecemos e, agora, os ''amiguinhos'' são outros. Eles aparecem apenas de quatro em quatro anos melhor dizendo, de dois em dois anos, não vamos esquecer os mais poderosos. Como se fôssemos velhos conhecidos dão tapinhas nas costas, abraçam as nossas crianças, dizem que somos importantes para eles e que vão nos ajudar custe o que custar. Acreditamos e confiamos. Só depois de passado esse feliz período de reencontro, descobrimos que eles, os ''amiguinhos'', nos aprontaram mais uma. Não escrito nas costas, mas na minha testa: ''aumentem o IPTU'', ''aumentem o IPVA'', ''aumentem a verba de gabinete'', ou seja, ''sou bobo''.
MÁRCIO MITIO ITIYAMA (advogado) - Londrina

Saída de Itamar
Quero registrar a minha indgnação a respeito do nosso glorioso e amado Tubarão. Primeiramente, parabenizo o ex-técnico Itamar Bernardes pelo grande trabalho prestado ao time que mostrou personalidade e competência, apesar de contar com um elenco limitado. Em segundo lugar, a emoção de ver VGD lotado em quase todos os jogos colocando o Londrina em primeiro lugar em média de público no Estadual. Em terceiro, parabenizar a incompetência do coordenador de futebol do LEC, Sidiclei Menezes, que por motivos pessoais conseguiu acabar com a alegria não só do time mas também da maioria dos torcedores. Além de perder um grande técnico, o LEC perdeu boa parte do elenco (Vilson, Gian, Alex e Rodrigo). Me sinto também decepcionado com o ''grande'' Agostinho Garrote, que após demonstrar garra, humildade e vontade jogou tudo no lixo ao ser influenciado pelo referido coordenador.
FLAVIO CESAR POLICARPO (operador de telemarketing) - Londrina

Discriminação
Para o Ministério de Educação a cor influencia na aprendizagem. Sou professora municipal e, na semana passada, presenciei o recebimento da Portaria nº 156/04, que foi enviada a toda rede pública de ensino, cujo conteúdo me deixou muito chocada e indignada. O Ministério obriga que todos os pais de alunos preencham uma declaração informando qual a cor ou a raça de seus filhos. E se, por ventura, essa declaração for descumprida o aluno perde a matrícula na escola pública. Não sei qual a utilidade dessa informação. Isto só me faz acreditar que, para este órgão governamental, a cor ou a raça tem um peso significativo dentro do processo de aprendizagem. Então, com esta portaria, pergunto: quem aprende mais brancos ou negros, índios ou pardos ou amarelos?
KARIN DA COSTA SABEC (professora) Londrina

Correção
- Ao contrário do que a Folha publicou ontem, no Caderno Cidades (pág. 5), Aldicéia Leder de Oliveira não passou por nenhuma cirurgia. Ela foi baleada na semana passada, quando saía da escola onde estuda, em Almirante Tamandaré. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Cajuru, a moça, que tem 18 anos, deve ser submetida a uma cirurgia hoje para corrigir fratura na coluna. A bala ainda está alojada na região torácica.

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