CARTAS
Fora dos trilhos
Parabéns à Folha pelas reportagens sobre o trem no Paraná, ou melhor o fim do trem. Parabéns às jornalisas Andrea Bordinhão e Adriana Savicki. Em se tratando de ferrovia, grandes investimentos ainda podem salvar muitos trechos. Pior é o pedágio. Sugiro à Folha de Londrina que faça idênticas denúncias com relação às rodovias federais e estaduais e estradas vicinais, as alimentadoras. Sugiro também que alguém do governo do Estado pare e faça as contas sobre o custo do pedágio, muita coisa está saindo dos bolsos do consumidor.
ANTÔNIO L. S. GOMES (viajante) - Mandaguari
Não deixe o trem morrer
Parabéns Folha pelas reportagens e artigo sobre a ferrovia. Não deixe o trem morrer. É preciso investir para poder fluir. O Paraná e o Brasil não podem perder esse meio de transporte. E os políticos que se mexam, pelo menos quando o assunto está na mídia. É lamentável que até agora ninguém se manifestou e são mais de dez anos de má gestão. Nada contra a privatização, mas que se dê meios para a empresa (América Latia Logística) tocar o emprendimento. Sem a privatização seria pior.
ROBERTO F. ELIAS THOMPSON (comerciante) - Cornélio Procópio
Efeito Severino
Não consigo ficar calado com essa história do Severino Cavalcanti. Volto a repetir: cadê a vergonha na cara? Meu Deus, os caras querem ganhar uma fortuna, comparada à desigualdade social do país, e ainda com 15 remunerações anuais! E os professores, e os médicos, e os famintos, e os flagelados, e os policiais? E a reforma trabalhista que prevê supressão de benefícios dos trabalhadores como o 13º? E a contenção de despesas do governo para controlar a inflação? E o FMI que manda cortar gastos com educação e saúde? E a morte, que consome os pobres trabalhadores que apesar de perderem a vida e a saúde trabalhando, não têm condições mínimas de vida digna? Vivemos marginalizados, esquecidos, massacrados, destituídos de qualquer poder de interferência na política vigente, em função de que vivemos numa democracia de aparência. As pessoas que deviam estar preocupadas com o desenvolvimento social, com o beneficiamento da população, com o crescimento humano das classes que ''representam''(o povo), discutem em caráter de urgência um aumento de 67% em seus salários. O pobre que recebe um salário mínimo tem que roubar pra sobreviver! Quem são os verdadeiros bandidos da história? Somos responsáveis pelo desenvolvimento comum. Essa atitude dos deputados, representa um retrocesso de uns 30 anos na política brasileira e na instauração de um governo definitivamente social, porque esse não é. Esse está comprometido com os bancos, com as multinacionais, com os latifundiários, com eles mesmos, aumentando seus salários absurdamente. Estou me sentindo lesado e enojado, porque nenhum deputado ou vereador ou quem quer que seja, com representatividade pública, se manifestou estrondosamente, fez-se aparecer contra essa barbárie a que somos submetidos. Agora eles montam na nossa grana, tiram da mesa de milhões de pessoas famintas e põe na deles.
DANIEL JOSÉ GONÇALVES (professor) - Curitiba
Alô, alô
O uso de telefones celulares, que há alguns anos parecia privilégio para poucos, hoje já não é mais novidade. O acesso a uma linha e o preço está cada vez mais facilitado e a procura por este tipo de telefonia cresce diariamente. E à medida que esta procura aumenta, aumentam também as reclamações. As promoções não param de aparecer na TV e nos jornais, mais na hora que você mais precisa do aparelho, um barulhinho insiste a entoar ''pipipipipi'', telefone ocupado. Sortudo é aquele que consegue falar na central de atendimento para exercer seu direito de cidadão e exigir explicações, mas na maioria das vezes a mensagem é sempre a mesma: ''no momento nossa central está ocupada, retorne daqui uma hora''. Mas uma hora é muito tempo para quem precisa fechar um negócio ou falar com seu médico. E o pior de tudo, é você procurar a sede da empresa na cidade para tentar solucionar o problema e ouvir que eles não podem fazer nada, nem mesmo registrar uma reclamação no sistema. Parece que o jargão mais popular da operadora vai continuar prevalecendo... ''Vivo tentando falar e não consigo'', uma vergonha para uma das maiores operadoras do país e um desrespeito com seus clientes.
ANA BEATRIZ CARVALHO (jornalista) - Londrina
Amigos do Museu
Foi só alguém resolver fazer alguma coisa pelo museu (refiro-me ao Memorial Pioneiro, pela Sociedade Amigos do Museu - parabéns!) e não quem viesse a público para cair de pau em cima da obra. Suscetibilidades e vaidades à flor da pele. Melhor caminho, diante do episódio criado, seria abrir a discussão, mas que seja aberta e irrestrita.
ANTÔNIO C. CERQUEIRA DE COUTO (estudante) - Londrina
Horário do comércio
''Acredito que o funcionamento do comércio em finais de semana e em feriados não vai fazer com que o volume de negócios no comércio aumente e tampouco faça gerar mais empregos. O aumento do consumo (vendas) e a progressão da oferta de trabalho depende de uma ação maior do que simplesmente escravizar famílias para trabalhar em dias de descanso. Desenvolvimento econômico é que gera emprego e renda, isso depende de juros menores, revisão de tributos, investimento maciço em educação, qualificação profissional. Não adianta manter o comércio aberto em finais de semana se o consumidor não tem dinheiro. Agora, sou a favor desta abertura em questões pontuais. Por exemplo, em Campo Mourão, o 1º sábado após o 5º dia útil de cada mês o comércio mantem-se aberto até às 18 horas. E em dias especiais (Dia dos Pais, Mães, Natal, etc) as horas de trabalho adicionais são negociadas.
ANDERSON MARCONDES - Campo Mourão





