Reforma partidária
  Defendo aqui que o cargo de vereador deveria ser ocupado por cidadão brasileiro, aprovado em concurso público e realizado por entidade federal específica para este fim. E ainda, possuir formação superior ou equivalente; provar conhecimentos gerais e específicos para o cargo; estágio probatório de um ano e, nesse período, apresentar projetos de sua autoria na Câmara Municipal, de relevante interesse público durante os três meses de legislatura - caso não o fizesse seria advertido com uma reprovação (aplicado pelo presidente da Casa via consulta popular) e se somasse três durante um ano, seria destituído do cargo e chamado o suplente da listagem em seu lugar para terminar o mandato. Desse concurso poderiam participar todos os cidadãos brasileiros que preenchessem os pré-requisitos acima e, detalhe, seria de âmbito nacional. Imagine o quanto de gente qualificada, boa, experiente e com garra para mudar a cara deste país poderia ser aproveitada! Seria uma verdadeira revolução sem armas. Considero que o cargo de vereador seja o único, fundamental e competente para fazer com que as coisas aconteçam em efeito dominó. Ou seja, serviria como uma válvula propulsora que qualificaria futuros deputados, senadores, governadores e presidentes da república a se livrarem da maldita corrupção e da praga fisiológica que aflora no país e deixa o cidadão - contribuinte de impostos - indignado com a lambança que fazem com o dinheiro público, que deveria servir para a melhorar a educação, meio ambiente, saneamento, emprego, etc. Essa forma de ‘‘profissionalização’’ seria uma alternativa para evitar que políticos corruptos e sem nenhum idealismo continuassem a ‘‘mamar’’ nas tetas do Estado e a buscar apenas o status quo.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (engenheiro) - Curitiba

Ministério Público
  Em 2 de novembro do ano passado, escrevi duas mensagens eletrônicas para o Ministério Público (MP). Questionava o que este órgão tinha a fazer quanto a uma reportagem que dizia que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente estava fazendo apenas ‘‘notificações educativas’’ aos empresários que exterminam árvores em frente dos seus estabelecimentos para lhes dar maior visibilidade. Tal atitude, se realmente ocorre ou se estava ocorrendo, seria ilegal, pois é proibido ao Poder Executivo dispor sobre autuar ou não. Se a lei prevê sanções, estas devem ser aplicadas. A outra mensagem comunicava que apesar da atuação do MP para a extinção da frente de trabalho que desrespeitava trabalhadores (por não lhes garantir direitos trabalhistas e por não os contratar mediante concurso público), o que se via no município era a criação ou expansão de outras formas de precarização trabalhista, especialmente quanto à contratação de ‘‘estagiários’’ com direito apenas a seguro de acidentes, sem carteira assinada, e, em alguns casos, sem concurso. Estes universitários, ao invés de desempenharem funções condizentes com seu aprendizado acadêmico, ficam atendendo balcão. Ambas nunca foram respondidas, apesar dos 4 meses e meio de seu envio. Será que agora que as férias acabaram eles responderão?
TÚLIO SIMÕES MARTINS PADILHA (estudante de Direito) - Londrina

Fé e política
  Todo povo tem o Severino que merece, o nosso aqui em Londrina é o Bonilha, o açougueiro que se deu bem na política, que não tem feito outra coisa, a não ser propor medidas para aumentar as mordomias dos integrantes ‘‘do sindicato que representa’’, não o sindicato dos açougueiros mas sim o sindicato dos políticos do legislativo londrinense. Ao chegarem ao poder, todos políticos se igualam, o pastor Renato Lemos, que não conheço mas com certeza deve sua eleição aos fiéis de sua igreja, dois dos três vereadores eleitos pelo PT, tiveram padres e outras lideraças como cabos eleitorais. E agora, na condição de vereadores, usaram as duas primeiras sessões para aprovarem benefícios próprios e imporem um ônus a mais para a população, aumentanto a verba de gabinete. O que vão dizer aos fiéis este pastor vereador, aos padres e outras lideraças da igreja que durante o processo eleitoral exerceram a função de cabos eleitorais dos então candidatos e hoje vereadores. É por esta e outras que não está de todo errado o entendimento por parte de setores mais conservadores da igreja no sentido de que padres não devem se envolver em política partidária.
LOURIVAL BARBOSA (sociólogo) - Londrina

Salários na Prefeitura
  Salários exorbitantes, carga horária de trabalho reduzida, finais de semana livres, aposentadorias que causam inveja a qualquer um, descrições de um funcionário público (mas não um funcionário público que seja concursado). Estes marajás (secretários e assessores) com salários que variam entre R$ 2.000 e R$ 5.000 assumem estes postos de trabalho sem nenhum critério de contratação, apenas por indicação do sr. prefeito de Londrina. A realidade sobre o verdadeiro servidor público, pelo menos aquele que trabalha junto à população, todo dia e não apenas nos meses que antecedem as eleições é totalmente contrária. A grande maioria não tem salários exorbitantes como imagina a população. Converse com um funcionário público para saber o quanto ele ganha e você vai saber a verdade sobre os salários do servidor: situação de trabalho precária, isto é, falta de pessoal, falta de material adequado para prestação de serviço, falta de medicamentos, falta de estrutura física adequada. Quem é que necessita de atendimento público gratuito já não ouviu a seguinte frase: ‘‘Infelizmente o srº (a) terá que comprar este medicamento, pois está em falta no momento’’ ou ‘‘volte amanhã, pois no momento estamos sem médico para atendê-lo’’. Um atendimento adequado e de qualidade é o que todo servidor deseja. O reajuste de 21% que o servidor está pleiteando, não é um aumento, e sim o que todo trabalhador tem direito, é tão-somente a reposição da inflação.
ALZIRA APARECIDA DA SILVA (funcionária pública municipal) - Londrina

Correção
n A foto publicada ontem na página 4 é do professor Wanderlei Navarro e não do advogado Valmor Giavarina.

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