CARTAS
Vereadores
Enquanto servidores municipais mobilizam-se em campanha para receber seus direitos (reposição salarial da perda de 21%, mais 10% referente à promoção conforme prevê o PCCS da categoria), nossos nobres vereadores, legislando em causa própria, aprovam um aumento gordo para seus bolsos. Para início de mandato, um ótimo negócio, deixando transparecer que para isso foram eleitos. Infelizmente, vão se multiplicando as decepções com nossos representantes políticos. Tamanha indiferença causa indignação a toda população, principalmente a nós, servidores públicos. Causa grande pesar também saber que os vereadores não têm discernimento para reconhecer qual é o papel deles como representantes do povo. Elaborar leis justas e sérias, fiscalizar os atos da administração e estar do lado da população, incentivando e dando abertura para a participação efetiva do povo nas decisões da Prefeitura e da Câmara Municipal. Os vereadores deveriam conhecer de perto as necessidades das pessoas (coletivamente), proporcionando a formação de grupos de convivência dentro da sociedade, transformando a cidade num espaço mais humano e feliz. Não era isso que prometiam antes das eleições? O sentido da função do vereador foi desviado. Ele deveria ir ao encontro da população para apoiá-la em suas reivindicações, como a luta dos servidores municipais, por exemplo. Seria uma oportunidade para ver se a reivindicação é justa, além de continuar com esse apoio na hora de elaborar e votar a favor dos interesses daqueles que ele representa.
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA (professora) - Londrina
Londrina não merece
Numa cidade onde reina a tranquilidade, nada mais justo que os vereadores de cunho respeitável e de certificação acadêmica tenham seus vencimentos acrescidos de maneira ''modesta''. O trabalhador assalariado que acredita em uma cidade melhor, com certeza, não vai se importar em calcular a somatória que os vereadores perceberão num valor aproximado de R$ 12.600 e que representa aproximadamente 48 salários mínimos. Na divisão de meses representa insignificantes quatro anos de salários mínimos ao qual os vereadores têm por direito de mandato só que com uma gritante diferença: esses valores correspondem tão-somente pelos serviços ''exaustivos'' prestados de um único mês. Já era tempo da classe tomar um posicionamento e com todos os amparos legais decidir pelo aumento quase que ''imperceptível'' para poder conduzir a Casa com seus assessores que, provavelmente, não possuem vínculo familiar ou comprometimento partidário e, principalmente, têm formação acadêmica e estarão de forma sempre gentil prestando serviços de excelente qualidade ao contribuinte. Sinto-me enojado ao ver que vereadores que votaram contra o aumento também terão direito a receber esses valores. Londrina deve dar a devida atenção aos nossos representantes: 2006 está por vir e com este início brilhante dos vereadores e com a atual política existente em nosso País, não me admiro se de repente tenhamos vereadores pedindo licença para disputar outros cargos políticos de âmbito estadual.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (eletricitário) Londrina
Requião e o pedágio
Com a implantação das novas praças de pedágios no Paraná, o governador Requião que foi eleito sob a bandeira do fim dos mesmos se revela um lobo em pele de cordeiro. Com o pretexto do pedágio auto-sustentável (que de auto não tem nada, porque o povo sustentará), somente estará onerando ainda mais o trânsito dos cidadãos paranaenses pelas rodovias do Estado, deixando-os ilhados em suas cidades. Novamente, veremos o governo gastando dinheiro público para recuperar rodovias e entregá-las à iniciativa privada. Tudo como antes.
VALQUIRES SOUZA GODOY (farmacêutico) - Uraí
'Gilete press'
Gostaria de comentar a nota do Informe Folha que, abordou no último dia 19, a prática comum dos radialistas que lêem notícias dos jornais sem informar a fonte e informam somente quando a matéria gera algum problema negativo. A minha observação é em defesa dos radialistas. Acho que não se deve generalizar porque a minha postura foi sempre informar a fonte, inclusive quando lemos matérias deste conceituado jornal na Rádio Nova Era. A Nova Era tanto lê as notícias dos jornais como também colabora no sentido de levantar polêmicas e notícias em primeira mão que no dia seguinte saem estampadas nos jornais locais que também não informam a fonte. Já deparei, por exemplo, com trechos de entrevistas com políticos e outras em notas de jornais que não deram crédito à nossa emissora. Sei esse não é o caso da Folha de Londrina, por isso também não vou generalizar. Gostaria de expressar o meu apreço a este jornal que realmente se destaca todos os dias com matérias objetivas e diversas para que estejamos sempre atualizados e bem informados.
RONALDO ALVES SENES (radialista) - Borrazópolis
Agradecimento à AML
Aos colegas da diretoria da Associação Médica de Londrina (AML) e da Comissão de Defesa Profissional, os meus sinceros agradecimentos pelo esforço individual e coletivo despendido no desenrolar da luta pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Probalidades Médicas feito de maneira ética, corajosa, profissional, sem motivações individuais, mas coletivas, e que consumiu tempo, energia, sacrifício pessoal e profissional de cada um dos senhores. Independentemente do resultado das negociações presentes ou futuras com as entidades Representantes do Sistema de Saúde Suplementar, ou das opiniões de alguns poucos colegas que não tenham participado ativamente do movimento, nossa AML, representada por vocês de forma plena, mantém intacto o orgulho dos médicos pés-vermelhos. A todos vocês, o meu muito obrigado.
JOSÉ ANTÔNIO M. DINIZ (médico e chefe do departamento de Angiologia e Cirurgia Vascular da AML) - Londrina





