CARTAS
Empregados do povo
Quero parabenizar a Folha de Londrina pelo excelente espaço que disponibiliza a nós eleitores, cidadãos, profissionais em geral, seja no Espaço Aberto, seja na sessão de cartas. Nesses espaços podem ser ''ouvidas'' (lidas) as vozes de pessoas que indignadas encontram aqui uma oportunidade de manifestarem suas perplexidades, tristezas e sentimentos de impotência face a diversos acontecimentos que continuamente vemos em nosso meio. Me refiro a questão do aumento das verbas aos gabinetes dos vereadores que visivelmete despertou a fúria dos cidadãos londrinenses que em peso tiveram suas vozes estampadas neste espaço para todos ''ouvirem''. O que a Folha faz é aquilo que a Câmara deveria fazer: registrar a voz do povo já que ela (Câmara) só existe porque o povo a constituiu a partir dos votos delegados a cada indivíduo que a compõe e que se diz representante deste mesmo povo, ou seja, nós. Reitero o que uma leitora escreveu nesta sessão: ''guardem as matérias publicadas e as usem no momento oportuno, o que não vai demorar para acontecer. O ''poder'' não está neles, mas em nós''. Para complementar a idéia desta leitora, seria interessante que a Folha publicasse os nomes dos legisladores que votassem contra ou favoravelmente as propostas de interesse público. Esta pode ser uma forma de lembrar aos vereadores, deputados, senadores, etc que eles nada mais são do que ''empregados do povo'' e não o contrário. Mais uma vez meus cumprimentos à Folha por nos ouvir e mostrar nossa indignação.
FRANCISCA VERGINIO SOARES (socióloga) - Londrina
Mau exemplo
Nossos dignos representantes, com a proximidade da eleição para a mesa da Câmara nos dão um exemplo de como gastar em vão o dinheiro público. Os candidatos à mesa diretora estão aliciando eleitores, acenando com mais um roubo (não existe outro adjetivo para o que estão pretendendo fazer) ao erário, oferecendo aos seus ''nobres colegas'' um generoso agrado de aproximadamente 65% de aumento em seus míseros vencimentos. O pretendido aumento está atrelado ao projeto do Supremo em elevar o teto dos ''marajás'', para R$ 21.500. Agem como se fossem os donos do cofre, pois têm o apoio de ministros e da Presidência da República (que se submete aos desejos dos parlamentares para ter seus projetos aprovados). Um dos candidatos (o preferido do Planalto) diz que vai cumprir o que determina a Constituição. Será toda ela ou somente a parte que lhe confere vantagens? Que bom seria que eles também agissem com honestidade, cumprissem com suas promessas feitas durante a campanha, que comparecessem ao Congresso quando houvesse votações importantes, afinal, que cumprissem suas obrigações. Nas proximidades das eleições municipais o Congresso ficou às moscas por mais de 90 dias, sendo que na época havia muitas matérias relevantes a serem votadas. Nenhum parlamentar teve seus proventos diminuídos, mesmo ficando sem exercer a função para que foi eleito. Serão estes os mesmos ''300 picaretas'' que um metalúrgico declarou haver no Congresso alguns anos atrás? Atualmente cada parlamentar custa mais de R$ 70 mil mensais, fora passagens aéreas, gratificações para aprovação de projetos que beneficiam algum grupo empresarial, nem sempre em benefício da população, não estão aí incluídos os subornos, empréstimo de jatinhos para turismo, favorecimento em bancos oficiais para a concessão de empréstimos, carteiradas, etc. Se for aprovado o aumento pretendido, haverá um aumento generalizado por todo o país, pois Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais sentir-se-ão também no direito de reivindicar as mesmas vantagens. Se conseguirmos tirar alguma lição desses fatos, teremos eleições em 2006 e poderemos dar nossa resposta a esses falsos representantes da população.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
Mágicos da Caneta
Com certeza muitos dos eleitores de nossa cidade estão arrependidos do voto dado aos vereadores, pois, quando se trata de defender interesses próprios, a ação é como um toque de mágica: os mesmos resolvem seus problemas com apenas uma simples canetada! Será que os Senhores Vereadores poderiam usar desta mesma agilidade para resolver os problemas de nossa cidade?
DARCI TERZIOTTI (aposentado) - Londrina
Pega ladrão!
Parabenizo e me congratulo com a opinião da Folha por ter transmitido de forma lúcida e muito clara o que todos nós, cidadãos, sentimos diante de tanto descalabro. O mais doído, no entanto, é constatar que tudo o que entendemos como imoral, poderá vir a ser legal num toque de mágica, por obra e graça desses indivíduos que não merecem ser chamados de cidadãos. E, lamentavelmente, isso é tudo o que temos assistido no país, desde sempre. Será que nossos políticos estão entendendo que o significado de democracia é a liberdade de levar tudo o que puderem? E pensar que eles ainda se acham representantes do povo! Diante disso só nos resta gritar: Socorro! Pega ladrão!
HENRIQUE VICENTIN DE OLIVEIRA (microempresário) - Londrina
Exempelo de Uraí
Parabéns aos vereadores de Uraí que começaram o ano trabalhando pela sua população sem remuneração alguma, enquanto que em outros municípios da região os nobres edis, na primeira reunião já assaltaram o dinheiro do povo. Parabéns ao povo de Uraí que elegeu pessoas conscientes da sua cidadania e dignos do voto que receberam, enquanto em outros municípios os eleitores indignados vêem seus representantes eleitos agirem com desrespeito, má fé e desonestidade, armando falcatruas para se locupletarem do patrimônio público e traindo a confiança da população. Parabéns vereadores de Uraí, continuem assim, não desanimem e não caiam na tentação da malandragem, da desonradez e da sem-vergonhice como acontece em outras câmaras municipais. Encontrar político honesto é muito difícil, mas o exemplo de Uraí nos mostra que nem tudo está perdido.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
* As cartas devem ser digitadas, assinadas, com no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Cartas e e-mail sem os acompanhamentos exigidos não serão publicados.
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