Reajuste a servidores
Em resposta ao artigo do sr. Wilson Maria Sella, publicado na Folha em 17/2, questiono o nosso prefeito: foi justo conceder aumento de 100% para alguns servidores no ano passado? Será que foi esse aumento concedido para uma pequena parcela de servidores somado aos cargos comissionados criados por vossa senhoria que agora inviabiliza (se é mesmo que não há recursos) o reajuste dos salários de todos os servidores? Importante esclarecer que a malformulada lei que criou o PCCS (Plano de Cargos Carreira e Salários), à qual não representou a vontade da maioria dos servidores, beneficiou e muito, no ano passado, menos do que 10% dos servidores, haja vista que foi concedido aumento de 100% para uns, outros receberam módicos 40% e os médicos 25%, sendo que tais aumentos foram concedidos de maneira graciosa e injustificada. Um tremendo absurdo mesmo. Interessante que somente depois dos aumentos absurdos, é que o sr. prefeito resolveu suspender o PCCS, alegando que não foi previsto o impacto financeiro. É brincadeira ou foi incompetência? Será que faltou responsabilidade e a sinceridade dos homens de bem? E por falar em responsabilidade, gostaria de lembrar o senhor prefeito que os servidores públicos e usuários do Plano de Saúde da Caapsml continuam sem atendimento por parte de algumas categorias médicas. É necessário que o sr. Prefeito pare com suas medidas absurdas e injustificadas, como se fosse um rei, bem como pare de mandar recados por meio da imprensa e venha negociar com os representantes dos servidores, pois se o servidor público municipal não vai aceitar o papel de bobo da corte.
ROGÉRIO NUNES DE OLIVEIRA (servidor público) - Londrina

Desrespeito
Com relação à carta escrita neste jornal pelo sr. Roberto Teixeira sobre o desrespeito contra uma mulher e sua filha de apenas 4 anos durante uma blitz policial, no dia 6/2, gostaria de deixar claro que como mãe e cidadã londrinense fiquei indgnada e aguardando até a presente data o manifesto contrário das autoridades, que parecem ter escolhido o silêncio como resposta para tamanha barbaridade. Fica aqui o meu protesto.
ROSANGELA DA SILVA (secretária) - Londrina

Terrenos vazios
Quero deixar aqui minha indignação e protesto contra a Prefeitura de Londrina. É um absurdo o que estão fazendo. É começo de ano, estão sem dinheiro e desta forma estão passando em todos os terrenos particulares e fazendo capina ou passando o trator para depois mandar o boleto para pagar. Moro aqui no Jardim San Fernando e entre o Aeroporto e o Parque Arthur Thomas há vários terrenos, áreas e praças públicas que estão cheios de mato e sujeira e a Prefeitura sequer toma providências quanto a isso. Ás vezes, temos que andar pela rua pois há mato nas calçadas. Por que a Prefeitura, ao invés de ficar olhando o terreno dos outros (que às vezes o mato nem está tão grande ou o dono não tem dinheiro no momento), não cuida do que tem que cuidar? Gostaria de uma explicação para isso.
AMORITA CORRÊA RAPHAEL (coordenadora de eventos) - Londrina

Hotel Sahão
Inaugurado com pompa e circunstância na década de 50, o Sahão Palace Hotel foi a primeira grande edificação vertical específica para hotel em Londrina. Os anos passaram, outros grandes hotéis vieram, mas o Sahão permaneceu como símbolo de uma época em que os viajantes literalmente viajavam. Mudou de nome, de direção, passou por reformas e, de repente, apareceu lacrado. Mais anos se passaram, e o abandono deve ser total a julgar pelo que se vê de fora: a portaria cheia de papéis, os urubus ''morando'' no antigo restaurante panorâmico e salão de bailes no alto do edifício. Enfim, parece que são poucas as perspectivas de volta ao funcionamento e, se isso ainda ocorrer, as dificuldades certamente serão muitas. É de se desejar que a Secretaria Municipal de Cultura inicie um processo de tombamento do prédio como Patrimônio Histórico de Londrina, podendo ser destinado, para conservação e manutenção, a servir de escola de hotelaria por alguma das universidades ou pelo Senac (especialista nisso). O que não condiz com a fisionomia de Londrina é a ociosidade tão longa daquele que foi e poderá ainda ser orgulho dos londrinenses.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (professor) - Londrina

Sistema de cotas
O sistema de reserva de vagas nas universidades, implantando recentemente na maioria das instituições públicas, tem o objetivo de aumentar a inclusão social dos cidadãos, com argumentos que vão desde a reparação de erros históricos até a resolução de problemas do sucateamento do ensino. Entretanto, essa medida mostra que é mais um indicador dos sintomas das enfermidades sociais. Com essa medida, o Estado contribuirá para o ingresso do estudante em uma instituição pública, porém essas atitudes que privilegiam uns em detrimento de outros é um meio ilegal para ascender-se socialmente, uma vez que está por subestimar a capacidade de um ser humano e por não ser o papel do vestibular detectar se o candidato é negro e/ou aluno provindo da rede pública ou não, mas sim a sua preparação. Após isso, o aluno que ingressou em uma faculdade por meio do regime de cotas enfrentará outras adversidades - carência de um ensino de base adequado, a falta de recursos financeiros para o transporte ou para a compra de livros ou xerox, podendo chegar até à ausência de alimentos para a sua refeição - para serem vencidas no árduo caminho até a ''conquista'' do seu diploma, pois o Estado não o vai auxiliar. De fato, o sistema de cotas é um paliativo e não uma solução, uma vez que não se resolvem problemas sociais e culturais com medidas oportunistas e eleitoreiras. Enfim, precisa-se de ensino público de qualidade e em quantidade para atender a todos, independente das mais variadas diferenças sociais, religiosas e raciais. No entanto, para isso é necessário investimento na formação de professores, além de reparar a base da pirâmide do ensino.
FERNANDO MASSAYUKI ASSEGA (estudante de Biologia) - Londrina

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