CARTAS
Lei do Silêncio
Lendo ontem na ''Folha'' o artigo do ilustre magistrado Gilson Luiz Inácio sobre o silêncio que se conseguiu obsequiar àqueles que vivem nas redondezas do Iate Clube de Londrina, cabe aqui lembrar mais algumas questões. O direito sagrado que todo cidadão tem de poder descansar depois de um dia de labuta, como bem anotou o ilustre magistrado, está estatuído em lei municipal, para não lembrar em nível constitucional. No entanto, não se consegue estancar focos de ruído que perturbam a saúde dos cidadãos dessa cidade facilmente. Há bares que funcionam diuturnamente mantendo som mecânico e muitas vezes ao vivo, em alto volume noite adentro, sem o mínimo respeito que a civilidade determina aos vizinhos que pretendem dormir para no dia seguinte conseguirem produzir. Tais estabelecimentos se defendem dizendo que ''dentro'' do bar há tratamento acústico que evita a propagação do som. Pode ser até que exista tal tratamento. O problema é que tais estabelecimentos atraem para suas proximidades toda ordem de frequentadores, a grande maioria formada por mal-educados que não aprenderam a respeitar o direito dos outros. Trata-se de princípio simples de educação, porém fora de moda neste país onde só direitos se ensina ter, esquecendo-se dos deveres que todo cidadão deve ter. Necessário é que a Prefeitura através de seus órgãos de fiscalização, apoiado pelas polícias, faça cumprir a lei. Fiscalize não só os que falam ao telefone celular guiando, mas também aqueles que ouvem som em alto volume em veículos pelas ruas da cidade em horários proibidos, fiscalize a emissão sonora de escapamentos de carros e motocicletas e apreenda estes veículos. Somente com atitudes deste tipo os mal-educados começarão a entender que existe lei e que a falta de educação deles vai ter preço alto.
PAULO AFONSO MAGALHÃES NOLASCO (advogado) - Londrina
LEC: novo patrocínio
É o Tubarão, como tradicionalmente é conhecido o Londrina Esporte Clube, parece ter conseguido um novo patrocínio. Talvez, um patrocinador que há muito tempo esperava oportunidade: trata-se do TL (torcedor londrinense), alvo de imprensa e dirigentes por não comparecer aos jogos. Falando em dirigentes, está na hora de mudar essa filosofia de pés-no-chão, pois o torcedor colocou a mão no bolso e está lotando o VGD. Não será um convite aos dirigentes para fazer o mesmo? Que tal esta filosofia ''pés-no-chão, mãos no bolso'' em resposta ao torcedor? Que tal trazer reforços de renome e colocar o Tubarão no seu lugar merecido entre os maiores clubes do Brasil? Vamos firmar parceria com o torcedor londrinense e reviver os velhos tempos de glória do nosso Tubarão!
MARCOS LUZ (assessor parlamentar) - Florestópolis
Lixo no Calçadão
Reportagem ''Meninos carrinheiros tumultuam Calçadão'' (Folha, 3/2) diz que a ''CMTU busca solução'' para o problema do lixo colocado por edifícios e lojistas na Praça Gabriel Martins. Há quatro anos um grupo de pessoas daqueles edifícios ao redor da praça luta, junto à CMTU e Prefeitura, para ajudar a solucionar o problema do lixo. Não seria tão mais simples se a CMTU/Prefeitura, com competência, fizesse com que a empresa responsável pela coleta do lixo cumprisse o contrato. No anexo III do Edital de Concorrência CMTU 009/2002, itens 1, 2, 3 está claro: serviço de coleta das 6 às 19 horas por veículo especial (tipo utilitário). Portanto, não é com caminhão compactador que o lixo deve ser recolhido apenas às 19 horas. E a população em torno deve receber orientação e normas claras para não colocar lixo na praça a toda hora. O Código de Posturas certamente tem um dispositivo que permita advertir e até multar quem coloca lixo fora do horário estabelecido, pois em alguma administração passada havia organização quanto a isso: os edifícios tinham horário para levar o lixo, que imediatamente era recolhido. Havia um ''guardinha' que identificava os responsáveis e tomava as providências para orientar e advertir. Hoje, os ''guardinhas'' multam indiscriminadamente moradores de edifícios que não têm garagem quando estacionam carro mesmo que seja para descarregar pessoa idosa doente. Acontece que os edifícios e os moradores já estavam ali quando inventaram o Calçadão e lhes tiraram a rua defronte suas casas e, consequentemente, o simples direito de ir e vir. Há ainda um projeto para reformular o trecho da praça onde o lixo é colocado inclusive com a retirada do banheiro público e mais vagas para carga e descarga, etc., e esse projeto está ''tramitando'' nos órgãos da prefeitura faz mais de ano. Daí, ouve-se falar a respeito de outro projeto: estender o Calçadão por mais 100 metros, no trecho da Maranhão, incluindo o shopping. Quem não tem tido competência para bem administrar o trecho do Calçadão existente será que pode usar dinheiro do contribuinte para criar mais problemas?
ANAVALY NÓBREGA PELLEGRINI (membro da Associação dos Moradores do Centro de Londrina)
Aeroclube: 64 anos
Fundado em 1941, o Aeroclube de Londrina é hoje um ''divisor de águas'' no ensino aeronáutico. Uma das maiores escolas de aviação do país, oferece uma proposta focada na tecnologia, alta qualificação de profissionais e relacionamento humano, o que faz da instituição uma grande agregadora em qualidade de vida profissional e pessoal. Graças ao trabalho e dedicação dos que aqui passaram, o Aeroclube tem participação histórica na aviação brasileira com relevante compromisso cultural-educacional e postura ativa e presente nos principais eventos do universo aeronáutico brasileiro. Nos mês que passou celebramos 64 anos e com alegria agradecemos as cartas, e-mails, fax, ligações, notas e artigos publicados pelos veículos de comunicação. Em nome de toda a diretoria, agradeço aos sócios, funcionários, alunos, amigos, colaboradores, colunistas e a todos que de uma forma ou de outra têm a sua parcela de contribuição no sucesso desta escola formadora de profissionais do ar.
ELVIS DOUGLAS BRANTEGANI (presidente do Aeroclube de Londrina)





