Cobrança no shopping

Em resposta à carta ''Cobrança Absurda'', publicada no dia 5/2, em que o servidor público Gerson Machado atribui o motivo da cobrança do estacionamento do Shopping Catuaí aos alunos da Unopar que utilizam aquele espaço para deixar seus veículos, pergunto: os alunos da Unopar também não são clientes do shopping? Como eu, muitos alunos que vão direto do trabalho para a universidade utilizam a praça de alimentação diariamente para jantar ou lanchar. Além disso, seus familiares também são clientes das lojas do Catuaí. Inclusive, e caso o sr. Gerson desconheça, existe um portão para pedestres que liga o estacionamento do Catuaí à rua de acesso ao portão principal da Unopar, ou seja, a administração do shopping reconhece e facilita a frequência diária dos alunos às suas dependências. É claro, e aí sim um absurdo, que uma entidade privada como a Unopar que abriga grande número de pessoas de toda região, não tenha um estacionamento para oferecer aos seus alunos-clientes. Agora, atribuir a cobrança apenas aos alunos da Unopar não é correto. Como também acredito que não é correto essa outra balela que ''estão dizendo'' de que somente com a cobrança haveria a possibilidade de cobertura securitária por dano ou furto dos veículos. Espero que a direção do Shopping Catuaí esclareça a dúvida do sr. Gerson, a minha e a de todos os seus usuários-clientes.

FERNANDO SOARES DE ALMEIDA (estudante) - Cambé


Combustível

Em resposta ao sr. Augusto Morosi, cuja opinião foi publicada nesta coluna no último dia 2, com o título ''Roubo legalizado'', gostaríamos de afirmar que, apesar do alvo ser outro, o mesmo tem razão. No estado de São Paulo, maior produtor de álcool do Brasil, o governador Geraldo Alckmin baixou o ICMS do álcool para 12%, enquanto no Paraná o ICMS continua com 18%. O custo de compra por parte de um posto de gasolina no Paraná, com todos os impostos pagos, não sai por menos de R$ 1,32 por litro. Este ''Roubo legalizado'' é, na verdade, fruto de comparações esdrúxulas entre mercados diferentes, com tributações diferentes. São essas comparações que acabam denegrindo a imagem de quem trabalha, gera emprego e recolhe impostos.

ROBERTO FREGONESE (presidente do Sindicombustíveis) - Curitiba


Pedágio

Gostaria de parabenizar a Folha de Londrina por ter uma postura correta e independente quanto aos pedágios. Acompanhei o noticiário da Folha desde quando o ex-governador Jaime Lerner entregou as rodovias para as empresas de pedágio explorar o dinheiro dos paranaenses. Hoje temos um dos pedágios mais caros do mundo e não vemos na classe política uma preocupação com o assalto ao povo. Temos no governador Requião uma voz solitária lutando contra o pedágio, mas infelizmente o Judiciário está olhando somente o contrato feito com o ex-governador Jaime Lerner (o pior governador que passou pelo Paraná), concedendo os aumentos abusivos aos pedágios e esquecendo o direito dos paranaenses. Somos assaltados todas as vezes que passamos nas praças de pedágio, pagando por uma estrada que foi construída com o dinheiro dos paranaenses. Onde está o direito de ir e de vir garantido na Constituição? Será que um contrato pretensioso feito por um governo irresponsável vale mais do que a Constituição?

PAULO ROBERTO SANITÁ (presidente do sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tamboara e vereador) - Tamboará (PR)

Anti-semitismo

Em correspondência enviada a esta Folha, o advogado Tadeu Arilson Stulzer se declara anti-semita. Ele é anti-semita, mas não pelos motivos apontados (declarar que Israel é errado). É anti-semita por odiar os judeus e o Estado de Israel a tal ponto de ser capaz de escrever para um jornal da categoria da Folha de Londrina um amontoado de sandices. A princípio esse senhor afirma que Israel ''reiteradamente, ignora as resoluções da ONU (mais de duas centenas)''. Esquece de dizer, porém, que a primeira resolução da ONU (que criou dois estados, um árabe e outro judeu) foi solenemente ignorada pelos países árabes que, ainda por cima (e mais grave) declararam guerra ao recriado país somando o insulto ao desrespeito a uma decisão da ONU. Esquece também que a maioria das resoluções votadas dizem respeito aos dois lados do conflito e que, se Israel não as cumpre, os árabes também não ficam atrás. Além disso, por que Israel deveria cumprir sozinho as resoluções que são votadas para os dois lados? Dois pesos e duas medidas? Ao declarar que ''O Estado de Israel é genocida, ladrão e não quer a paz'', Stulzer também esquece que todas as violações de acordos de paz foram feitas por terroristas árabes. Esquece que Egito e Jordânia ocuparam Gaza e Cisjordânia e que jamais tiveram o desejo de criar um país para seus ''irmãos palestinos''. E, principalmente, esquece que se Israel fosse ''genocida'' não haveria mais árabes morando em seu território, Gaza e Cisjordânia. Afinal os ídolos de Stulzer mataram seis milhões de judeus em seis anos de guerra.

SAULO TAVARES (radialista) - Fortaleza (CE)


Walmor Macarini

Gostaria de deixar registrado nesse espaço meus sentimentos de gratidão e admiração pelo jornalista Walmor Macarini, que todas as quintas-feiras nos presenteia com sua coluna. Seus escritos sempre nos levam a refletir sobre nossa missão aqui nesse planeta, nos incentivando a repensar nossas condutas e também acalentando nossas angústias que, em última análise, têm origem nos nossos próprios atos. Sugiro ainda, se é que já não exista, um livro com todos esses artigos publicados, para que possamos usufruir dessas sábias palavras. Caso já tenha sido publicado tal livro, gostaria de saber onde encontrá-lo.

MARGARETE JANE DEZEM DE OLIVEIRA BERGAMASCO (professora) - Londrina


Correção

- O nome correto do CD que a dupla Vilson e Valdir lança hoje em Londrina é ''Minhas Canções'' e não ''Minhas Histórias'' como saiu na edição de hoje da Folha2.

mockup