Toque de recolher
  O ilustre edil Glaudio Renato de Lima, recém-chegado à Câmara de Vereadores de Londrina, denota muita preocupação com a segurança do cidadão de bem que reside e/ou transita na capital do norte-paranaense ao propor o fechamento dos bares mais cedo. Chega a causar enorme apreensão e, por que não dizer, alto nível de tensão circularmos pela noite londrinense, dadas as estatísticas referentes à criminalidade local. Todavia, considero uma proposta um pouco extremista. Creio que o saneamento das questões de segurança pública demandem, isso sim, ações a serem implementadas na base da sociedade (educação, cultura, saúde, geração de emprego e renda, por exemplo), contemplando poderes públicos legalmente constituídos, sociedade civil organizada, instituições de ensino e pesquisa, enfim as forças vivas da sociedade. O nobre vereador, certamente, reúne os atributos necessários para coordenar um efetivo programa de redução da criminalidade em Londrina.
RICHARD POLI SOARES (engenheiro civil ambiental) - Cornélio Procópio

Falha na ADSL
  Novamente estamos enfrentado problemas com a conexão ADSL da Sercomtel. É a segunda interrupção em menos de 10 dias e ficamos à espera da área técnica por mais de 24 horas para resolver o problema. É inútil ligar para o atendimento 0800 haja vista a incompetência dos atendentes que, mecanicamente, repetem as mesmas frases ensaiadas e repetitivas como se os usuários fossem ignorantes e imbecis. Na semana passada a culpa foi da ponte que caiu perto de Curitiba e agora a desculpa é o sistema ‘‘firewall’’ que está sendo implantado e não tem previsão de retorno das conexões. Fui defensor de que a Sercomtel não deveria ser vendida mas hoje já penso diferente. Talvez, a aquisição por parte de uma multinacional do setor de telecomunicação possa trazer técnicos e pessoas competentes para administrar, substituindo toda estrutura formada por políticos, ‘‘aspones’’ e cabos eleitorais da administração do atual prefeito.
RUI MOREIRA (estudante) - Londrina

Eleição no Iraque
  Parece que a mídia, salvo discreto e confuso noticiário, não emprestou maior destaque à eleição no Iraque, fato de tão grande importância. Mas pelo que se pôde depreender, foi um verdadeiro sucesso. Perto de 75% da população compareceram às urnas, quando as perspectivas constantemente divulgadas era a de que a maior parte dos eleitores deixaria de votar por medo de ataques terroristas, o que não aconteceu, salvo em umas poucas regiões distantes de Bagdá. As TVs mostram que homens e mulheres demonstravam grande alegria em poder exercer o direito de escolher os representantes das várias facções compostas de xiitas, sunitas e curdos. Inegável que aquele comparecimento de eleitores, que orgulhosamente mostravam seu dedo indicador tinto de azul, foi uma evidente demonstração de que ‘‘eleições democráticas’’ num país sempre dirigido de maneira autocrática foi um grandioso passo em direção à liberdade de pensar e agir, sem coação de qualquer natureza. Um ato corajoso sob todos os aspectos. Prova de que regimes de força baseados mesmo em conceitos tradicionais, não resistem à força de ideais democráticos. O mundo todo respira aliviado, mesmo porque há perspectivas de paz no Oriente Médio entre Israel e a Palestina.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina

Auto-suficiência
  Há pessoas que acham que não precisam do apoio de Deus. Acham que sozinhos conseguirão tudo o que precisam, mesmo se for para passar por cima de qualquer pessoa. Não têm a humildade de pedir, de rezar, de se ajoelhar diante de Deus e pedir a sua proteção. São auto-suficientes. ‘‘Não ergam altivamente a fronte, não digam insolências contra a rocha.’’
KIMIKO KAWASHIMA MATSUO (aposentada) - Londrina

Razão e tsunami
  O objetivo destas poucas linhas é colaborar para o entendimento das realidades que nos rodeiam, em especial das grandes calamidades que nos afligem. É necessário, destacar o pensamento da Madre Tereza de Calcutá: ‘‘A pior calamidade para a humanidade não é a guerra ou o terremoto, mas viver sem Deus. Quando Deus não existe, tudo se admite’’. O grande maremoto ‘‘tsunami’’ estarreceu toda a humanidade, sendo como um espelho refletido de mortes, terror, miséria e desgraça, tal como acontece em todos os dias pelo mundo onde um bilhão e trezentas milhões de pessoas passam fome. Na América Latina, contabilizam 250 milhões de crianças famintas, muitas delas bem perto de você. A respeito da razão e fé, ensina-nos o Santo Papa João Paulo II, em uma das suas 14 Encíclicas ‘‘Fides Et Ratio’’ ‘‘a luz da razão e a luz da fé provêm ambas de Deus’’. A razão permite ver claramente todas as coisas, boas e ruins, certas e erradas, inobstante limitadas, tal qual a razão de Felipe descrita em João, 6,7 ‘‘Nem duzentas moedas de prata dariam o pão suficiente para cada um receber um pedacinho’’, logo a razão aritmética produz o resultado imediato. Entretanto, a fé permite levar a esperança, mesmo não se vendo (Heb 11,1-2), a esperança de ver a humanidade reconhecer o amor que Deus tem por cada um de nós, amor este a ponto de ‘‘trocar o Egito e a Etiópia por voc꒒, hoje as vítimas da tsunami, para que o coração de pedra, torne em um coração de carne, como daquele menino que apresentou cinco pães e dois peixes (Jo 6,9). Assim, fé e razão, resultaram saciados mais de cinco mil pessoas, com sobras de doze cestos, justamente o número dos discípulos, que utilizando a razão perceberam que era um cesto para cada um deles. E você, como vai sua razão, fé e as ‘‘tsunamis’’ de cada dia? E o seu cesto?
ELSON LEMUCCHE TAZAWA (advogado) - Arapongas

mockup