CARTAS
Desemprego
Sou um dos muitos desempregados do nosso país. Tenho 37 anos, formado em Administração de Empresa, pós-graduado, capacitado na minha área (atendimento a clientes) e buscando constantemente novos conhecimentos. Nos últimos meses, participei de vários processos de seleção, porém, mesmo com aquela velha ''ladainha'' de que meu currículo é excelente, não sou contratado. Por quê? Simplesmente porque estou com o nome no Serasa. Esta semana tive que ouvir de uma entrevistadora que teria de quitar primeiro minha pendência junto ao banco para poder voltar ao mercado de trabalho. Mas sem trabalho como é que irei quitar minha dívida? Roubando? Matando? Ou quem sabe me tornando um político? Acredito que ninguém quer ver seu nome no Serasa e que somente com o trabalho isso será resolvido. As empresas que têm como prática eliminar um candidato, mesmo ele sendo o melhor, não percebem que isso é discriminação ofensiva à intimidade e à dignidade do trabalhador. Seria importante que o governo, que procura tanto acabar com os altos índices de desemprego, desenvolvesse algum método para coibir esta prática ou que fosse divulgado as empresas que fazem esta discriminação. Quem sabe assim os milhões de brasileiros que estão no Serasa boicotassem seus produtos e serviços. Esta prática é feita por quase todas as empresas de Londrina e pelas agências de emprego.
MARCO ANTÔNIO LIMA (administrador de empresas) - Londrina
MP 232
É lamentável ver a OAB, na pessoa do seu ilustre presidente Roberto Busato, tentando derrubar a MP 232 (Folha de Londrina, 26/1, pág. 5). É evidente que ninguém é de cara a favor de mais tributo, de mais imposto. Mas me parece que a MP 232 não cobra tributo dos sem-terra, dos desempregados, dos catadores de papel, dos moradores de rua, dos boiás-frias, dos analfabetos, dos indígenas, dos que ganham um ou dois salários mínimos ou dos que menos disso ganham que infelizmente são a maioria neste País , enfim, dos milhões de excluídos. Duvido muito se o senhor Busato é descendente ou pelo menos os conhece. E tornar um país menos desigual socialmente passa também por essa dimensão. Ou seja, quem ganha mais deve repartir o mínimo com os milhões que nada têm ou pouquíssimo têm. Quem sabe nessa Quaresma haja conversão em muitos corações duros e atendemos o apelo da Igreja: ''Muito sofrimento humano decorre da injusta distribuição da riqueza do país, em obediência às leis do mercado'' (cf. Texto - Base C.F. 2005, pág. 39).
ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Jacarezinho
Olhos vendados
A sociedade está perplexa com a violência em nossa cidade. A grande maioria de roubos e assaltos, sem contar os assassinatos já solucionados e os que são cometidos tendo como ''justificativa'' o tráfico de drogas (o famoso acerto de contas), são praticados por menores infratores. Não vejo como o grande culpado o Ciaadi, que fica com esses adolescentes em um período de 15 a 30 dias e, então, esses menores voltam às ruas. Esses meninos praticam atos ilícitos para conseguir seu sustento e auto-afirmação perante à sociedade não tendo consciência do mal que esses atos acarretarão em seu futuro, talvez não longo. O que vejo nessa situação é um crescimento não-planejado de Londrina. Sou morador desta cidade há apenas 25 anos e não encontro melhora alguma. A saída não é fazer o que muitas pessoas já fizeram e farão: comprar carros blindados e morar em condomínios fechados e mesmo assim não garantir a segurança total de suas famílias.
EDER JUSTO BETETTO (comerciante) - Londrina
Estacionamento pago
Se já não bastasse a dificuldade de se encontar uma vaga para estacionar os carros no centro da cidade, agora o shopping Catuaí
divulga que irá cobrar R$ 2 para estacionar os carros a partir do dia 31. Segundo a direção do Catuaí, 250 mil veículos passam pelo shopping por mês. A medida visa principalmente a questão de segurança. O shopping irá perceber uma quantia de R$ 6 milhões de reais ao ano. Não é uma mina de ouro! Sugiro também que se cobre, já que está em moda, pedágio na praça de alimentação. Segundo consta, até mesmo os funcionários terão que pagar estacionamento. Vão pagar para trabalhar. O estacionamento do shopping não é coberto, os funcionários não orientam onde há vagas para estacionar, o cidadão fica rodando horas para encontrar um lugar. Com relação à questão de que os alunos das universidades próximas se utilizam do estacionamento do shopping, é simples: as mesmas poderiam construir um estacionamento para seus alunos já que os valores cobrados de cada um não é tão pouco. Se fosse para cobrar estacionamento, era preferível pagar zona azul, assim, estaríamos colaborando socialmente com a Epesmel, que faz um belo trabalho ajudando os meninos em situação de vulnerabilidade.
CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público municipal) - Londrina
Aeroclube: 64 anos
No último dia 21 os amantes da aviação puderam celebrar mais um aniversário do Aeroclube de Londrina. São 64 anos. Acredito que o maior prêmio desta digníssima formadora de profissionais do ar tem sido os grandes aviadores que com maestria têm mantido a relação homem/máquina pelos céus do Brasil e do mundo. Com estrutura altamente profissional, aeronaves modernas, instrutores qualificados, espaço físico que promove satisfação e conforto, o Aeroclube sempre agregou qualidade de ensino com qualidade de vida. O bom relacionamento entre alunos e mestres tem sido a grande receita. Parabéns aos funcionários pelo grande nível técnico, instrutores pela ampla capacitação, aos diretores por assegurar o alto padrão dos serviços e aos alunos e colaboradores os grandes protagonistas desta comemoração. Aeroclube de Londrina, parabéns!
JUNIOR CÉSAR DE ALMEIDA (gerente comercial) - Londrina





