CARTAS
Falta preparo
Oportuníssima o Editorial da Folha edição de 24/1, a partir da qual proponho seja aberto um debate público a respeito. O aspirante a qualquer vaga no mercado de trabalho, quer privado ou público (no caso de concursos) deve, além da formação educacional mínima necessária, ter experiência profissional compatível com o cargo pretentido. Esta é a lei do mercado. E isto, muitas vezes para se ganhar, quem sabe, um, dois ou três salários mínimos, numa jornada que pode ir além das 40 horas semanais. Este é o mundo real, de nós pobres mortais. Agora, para uma vaga eletiva não. Está apto a concorrer quem quer que seja, sem necessidade de qualquer formação ou preparo. Quem não se lembra de casos em que o sujeito mal conseguia escrever o próprio nome em prova elaborada pela Justiça Eleitoral? E são estes cidadãos que ditam os rumos de nossa cidade, Estado e País, fazem leis nada populares, administram uma montanha de dinheiro subtraído de nosso suor, através de uma não menor montanha de impostos e por aí vai. Não quero dizer com isto, afastando-se assim qualquer preconceito, que a qualificação imunize das tentadoras seduções do poder. Há de computar os aspectos ligados à moral e caráter, intrínsecos à natureza humana. Porém, deve haver credenciais mínimas necessárias, como a graduação superior em administração pública, possibilitando-se assim uma fiscalização mais rigorosa, visando coibir os abusos e desmandos por demais conhecidos.
MARCO AURÉLIO PIRES GARCIA (economista) - Londrina
Mobilização
Oportuno os comentários do Editorial da Folha de Londrina do último domingo sobre a participação das entidades do setor produtivo, entidades de classe e demais instituições da vida civil como forma de obrigar o governo a acabar com a dilapidação do dinheiro público e com o contínuo e abusivo saque de dinheiro do contribuinte através dos impostos. O país não aguenta mais pagar pela incompetência, irresponsabilidade e mau uso da máquina pública. Se os nossos políticos, representantes do povo, participam ou se calam diante desse absurdo só resta a mobilização dos setores organizados da sociedade para ''salvar o Brasil''. Exemplos como a participação do Crea-PR para impedir a venda da Copel, do Ceal que está denunciando a Câmara Municipal de Londrina e agora a OAB exigindo a moralização na cobrança de impostos, são formas autênticas e, talvez, a única saída para conscientizar e exigir que esse país seja levado a sério.
DIONISIO GAZZIERO (diretor-técnico da Associação dos Engenheiros Agrônomos) - Londrina
Irresponsabilidade
Mais uma vez os fatos se repetem. A cada quatro anos, logo após a posse dos novos prefeitos, informações dão conta sobre a situação calamitosa de muitas prefeituras. Dívidas astronômicas, máquinas e veículos sucateados e depenados, água e energia e telefones desligados por falta de pagamento. Para 2005 esperava-se que fosse diferente, afinal todos os mandados estavam sob a égide da ''temida'' Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas as notícias dizem o contrário. Mais de 50% dos municípios não cumpriram a lei. Até quando vamos conviver com essa situação? Quando os Tribunais de Contas vão cumprir suas funções? É inadmissível que em plena era da internet e da informática existam prefeituras que passem os quatro anos sem enviar as prestações de contas. Algumas medidas poderiam ser implementadas se houver vontade política. Os Tribunais de Contas passariam acompanhar, on line, as contas de receitas e despesas das prefeituras com uma atuação descentralizada. Além do acompanhamento on line das contas, seriam realizadas auditorias de surpresa, de dois em dois meses e sempre que houvesse suspeitas de irregularidades, para verificação in loco dos documentos, obras, licitações etc. Os administradores seriam afastados preventivamente ao menor indício de improbidade.
VALCIR JOSÉ MARTINS (administrador) - Maringá
Bom exemplo
Nos tempos de hoje em que somos rodeados por notícias ruins, violência e desigualdade. Quando nos deparamos com boas ações ficamos gratos àqueles que a realizam. Afinal, toda boa ação se reverte para melhorar o mundo em que vivemos. Ontem, ao passar em frente a uma loja de animais na avenida Maringá, vi um cartaz escrito SOS Animais e vários cachorrinhos ali, prontos para serem adotados. O atendente me informou que os animais são recolhidos da rua, tratados e colocados para a adoção. E no pouco tempo que fiquei observando, vi o carinho com que eram tratados. Quem puder ajudar adotando um cachorrinho, certamente, terá muita alegria e amor desinteressado em troca.
RENATA CRISTINA DE ALMEIDA (relações públicas) - Londrina
Muy amigos
Recentemente os jornais estamparam manchetes a respeito de atitude antiesportiva do técnico da seleção argentina na Copa do Mundo de 1990, justamente contra a Seleção Brasileira. O técnico Carlos Bilardo ''mandou' dopar os jogadores brasileiros com a oferta de água contendo substâncias estranhas. O lateral-esquerdo Branco, que jogou a partida fatídica, contou que se sentiu mal após tomar a água. Antes desse jogo, Maradona que era amigo do atacante Careca desmanchava-se em elogios ao brasileiro sensibilizando a todos nós. Tanto que em determinado momento da partida, pegou a bola no meio-do-campo, levou até a nossa área sem que ninguém o molestasse, entregou de ''bandeja'' para Cannigia que só teve o trabalho de empurrá-la para o gol eliminando o Brasil. Não faz muito tempo o jornalista Cláudio Humberto, em sua coluna, escreveu que numa votação na ONU em que o Brasil pleiteava uma cadeira, 179 países voltaram a favor. Houve apenas um voto contra. De quem foi esse voto contra? Da Argentina, naturalmente.
JOSÉ DURVAL FERNANDES (aposentado) - Londrina
AVISO
- A solução das palavras cruzadas verticais de hoje, publicada na Folha 2, está incompleta. A resposta correta será publicada amanhã.





