Lago Nedson

Estamos próximos de comemorar o 4º mês pós-inauguração do Lago do Cabrinha na Região Norte, inaugurado dias antes do 1º turno das eleições municipais, uma obra que tem lá a sua importância, principalmente pela carência de espaços públicos de lazer em nossa cidade. Todavia, após o decurso deste tempo, o abandono é a marca registrada de mais esta área pública em Londrina. A exemplo de um número considerável de moradores da região, por falta de outras opções, faço minhas caminhadas naquele local, cada vez mais tomado pelo mato, que seguramente está com mais de um metro de altura. As lixeiras instaladas no local estão acumulando desde a inauguração os detritos nelas depositados. As algas e o lixo estão tomando conta do leito do lago. O mau cheiro é insuportável, principalmente próximo da barragem. Dias atrás, em uma solenidade próxima deste local abandonado, onde segundo a atual administração será construído um outro lago, denominado de Lago Norte, o sr. prefeito compareceu para assinar a ordem de serviço para mais uma área de lazer. Fez parte da solenidade a colocação pela empresa vencedora da licitação de algumas máquinas para trabalhar no local para serem filmadas e fotografadas pelos órgãos de comunicação convidados para o envento. Logo após o encerramento da solenidade, as mesmas desapareceram do local. Prefeito Nedson, segundo a sabedoria popular se conselho fosse bom não seria dado e sim vendido, mas tomo a liberdade de fazer a seguinte sugestão: vamos cuidar das áreas públicas já existentes no município e que se encontram em completo estado de abandono. Sobrando algum recurso financeiro, vamos construir algumas creches em todas regiões da cidade e, com isto, diminuirmos o grave problema da falta de milhares de vagas. Vamos investir na criança para que não tenhamos que continuar a punir os adultos, construindo novos educandários e casas de detenção na nossa cidade.

LOURIVAL BARBOSA (sociólogo) - Londrina

Nossos representantes?

Como é possível uma população ser representada nos seus anseios e dificuldades cotidianas por pessoas que não sentem esses mesmos problemas? Como pode um vereador ou deputado sentir que pesou demais no orçamento o aumento do IPTU, o custo do leite ou do combustível se o que ele ganha mensalmente está muito acima daquilo que recebe o cidadão comum? Como ele pode achar exagerado o custo da telefonia, do IPVA ou da luz e do gás, se todo ano ele tem reajuste dos seus já polpudos vencimentos e vantagens? Como podem esses senhores achar que as passagens de ônibus estão caras demais ou que os medicamentos e seguros-saúde estão nas alturas? Ou saber que os cidadãos mais idosos chegam ao dilema de ter que decidir ou pagar o seu sustento ou o seguro-saúde porque bancar os dois ao mesmo tempo eles não podem, pois isso estouraria o parco orçamento deles? Como podem esses políticos achar que o pedágio está pesado demais? Pedágio cobrado para trafegarmos em estradas construídas com o nosso dinheiro! Como podem, se é através desses múltiplos e dispendiosos custos ou impostos que eles conseguem aumentar sempre, tranquilamente os seus ganhos e benesses? Francamente e decididamente não podem! Mas é preciso que nós, povo, reajamos contra isso. Digamos a eles e ao Poder Executivo que não concordamos com tantos privilégios à custa do nosso dinheiro, enquanto nós não temos nenhum, não recebemos nada! Exijamos que o ganho deles seja consentâneo com a nossa realidade que é a verdadeira de um povo de pobre capacidade aquisitiva, e não como a deles que é artificial, um mundo de faz-de-contas erguido às expensas do nosso sacrifício cada vez maior. Digamos alto e bom som que nós não aguentamos mais, que o nosso limite já foi ultrapassado! Sim, é preciso que brademos porque sensibilidade para perceber isso eles já provaram, sobejamente, que não têm.

PEDRO PAULO NOLASCO (médico aposentado) Londrina

Políticos

Leitores de boa memória hão de se lembrar que para a eleição de Michel Temer para a presidência da Câmara dos Deputados ocorreu a mesma coisa. O candidato prometeu (mais uma facada no bolso do contribuinte) aumento no valor das verbas de gabinete. Independentemente de partido político ou a Igreja que frequenta, sem qualquer exceção, todos os membros do Poder Legislativo vereadores, deputados e senadores só querem o bem comum: de si mesmos e nada mais. Sempre foi assim, é assim e será assim. Até quando ainda? Só depende de nós mesmos, nos anos pares (2006/2008/2010) deixarmos de exercer nosso sagrado direito (???) de votar.

TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina


Cerveja e idosos

Incrível como a agência reguladora e fiscalizadora de comerciais (Conar) libera para serem veiculadas propagandas preconceituosas e de mau gosto. A da cervejaria Schin (nova), por exemplo, abusou na baixa qualidade, expondo nossos idosos ao ridículo. Graças aos parlamentares éticos e atentos à exploração e discriminação na mídia é que aquele comercial foi suspenso. Aliás muitos outros deveriam. A sociedade moderna não pode de forma alguma admitir que os veículos de comunicação (concessões públicas) veiculem comerciais que difamam a dignidade das pessoas!

CÉLIO BORBA (artista plástico) Curitiba

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