CARTAS
Violência e menores
O medo de sair às ruas, seja de noite ou de dia, nos tira o direito de levarmos uma vida normal. Pagamos impostos que, por sinal, não são poucos, muito menos baratos, e ainda assim, não temos o direito de nos divertir nas noites de verão de nossa própria cidade. De acordo com estudos levantados, a maioria dos assaltos e atos de violência é cometida por menores. Agora vejam. Com 16 anos, esses menores que têm o direito por lei de elegerem seus candidatos políticos, já não podem responder por assassinatos, sequestros e outras crueldades. Por que nenhum político ou responsável não consegue mudar isso? Seria algum tipo de interesse político? O que seria correto? Essas crianças que deveriam estar nas escolas estão envolvidas com tráfico, prostituição e assassinatos. Algumas autoridades revelam que esses menores ''marginais'' estão se aniquilando entre eles e com isso evitam um grande esforço e trabalho efetivo da polícia. Desta maneira, como vamos acreditar ou ter fé que conseguiremos mudar nosso país?
PRIMO PAZOTE NETO, estudante de Jornalismo, Londrina
Esclarecimento
Com o objetivo de esclarecer ao advogado Ruy de Jesus Marçal Carneiro, que se manifestou ontem na seção de cartas deste Jornal, afirmo que o presidente da Câmara Municipal de Londrina agiu com correção ao reconhecer a nulidade da Resolução 61/2004. Como se supõe saber o ilustre missivista, o que não poderia fazer o presidente do Legislativo era revogar o referido ato já que isso não está em sua esfera de competência. Assim, o que se fez foi apenas reconhecer a nulidade da Resolução sem que se procedesse à sua revogação. Mesmo que o ilustre advogado diga que a referida Resolução era nula, é preciso que outras pessoas que não compartilham de seu conhecimento jurídico igualmente fiquem sabendo, daí porquê a edição de um ato pelo presidente, o que era imprescindível até para que se restabelecesse a eficácia da Resolução anterior, algo que pode parecer despiciendo nos planos meramente acadêmicos da questão, mas que faz toda a diferença no aspecto prático. Outro esclarecimento importante diz respeito à data de publicação da Resolução nº 55 (que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Câmara Municipal de Londrina), aprovada em 25 de março de 2004 e publicada no dia 1º de abril de 2004. Conforme informação que já havia sido repassada por servidores da Câmara a esse advogado, o autor já sabia - e não se sabe o porquê, omitiu em sua carta - que havia ocorrido um erro material na data, e que foi posteriormente corrigida na edição nº 552, de forma que onde se lia ''quinta-feira, 1º de março de 2004'', deveria se ler, ''quinta-feira, 1º de abril de 2004''.
JOÃO LUIZ MARTINS ESTEVES, procurador jurídico da Câmara Municipal de Londrina
PCCS eleitoreiro
Está mais do que evidente: o tal PCCS dos funcionários municipais de Londrina, no momento em que foi discutido e aprovado a toque de caixa, era muito importante para o então prefeito Nedson e também para o secretário de Gestão Pública da época, Gláudio Renato. Os dois, diretamente envolvidos, conseguiram seus objetivos: o primeiro, reeleito para mais quatro anos à frente do Executivo; o Gláudio, conseguiu uma vaga no Legislativo, hoje é vereador. Agora, o PCCS não interessa mais, já atendeu os objetivos a que se destinava no momento da sua discussão e aprovação, pelo visto, fim meramente político-eleitoreiro.
LOURIVAL BARBOSA, estudante, Londrina
Terreno da Dixie
Em entrevista à FOLHA no dia 11 de janeiro, tornei público que estava entrando na Justiça para suspender a venda da Dixie Toga, unidade de Londrina, porque não recebi o total da transição. No dia seguinte, o procurador geral do Município, Mauro Yamamoto, em entrevista à repórter Chiara Papali, negou a dívida, o que me causou espanto. Eu li a entrevista do Dr Mauro e queria esclarecer o seguinte (a bem da verdade): a própria prefeitura, em 7/12/2004 mandou um ofício para a 10 Vara Civel (cópia em meu poder), para saber o valor final da complementação da justa indenização para adquirir a escritura. O que estamos questionando - como não foi pago até hoje -, é a atualização do preço. Vamos a um exemplo inconteste: na Escritura Pública de Assunção e Obrigações, Garantia por Hipotecas (tenho cópia dela em meu poder), consta o valor de avaliação que pode servir de comparação. Conforme laudo de avaliação expedido em 20/3/2001 pela Prefeitura Municipal de Londrina, o prefeito Nedson Micheleti exige uma caução no valor de R$ 30,30/m2 no jardim Dom Vicente, que fica a 800 metros depois da Dixie Toga e Atlas. Então, se no jardim Dom Vicente, localizado a 800 metros depois da Dixie Toga e Atlas, vale R$ 30,30/m2 - avaliado pela própria Prefeitura de Londrina - pergunto: Por que o terreno da Primavera, onde estão as indústrias Dixie Toga e Atlas, mais perto do Jardim Dom Vicente, não pode ser atualizado pelo mesmo preço?
ALCIDES VEZOZZO, empresário, Londrina
Turma Nelson Milanez
Com alegria no coração recebi esta homenagem, dia 13, no Teatro Marista, em Londrina. Foi com orgulho que mais uma vez percebi que sua honestidade, sua humildade e grandeza de espírito não foram em vão. Foi com grande alegria que vi que por onde passou deixou rastro de sua inteligência e reputação. Com ele muito aprendi a respeitar o próximo e nunca julgar quem quer que fosse. Era isso que ele pregava como docente da UEL em Direito Penal. Espero que seus alunos sigam o exemplo que ele deixou. Tenho certeza que se os ''infelizes e mal amados'' tivessem a felicidade e o privilégio de provar da amizade e dos ensinamentos do professor Nelson Milanez hoje não estariam com a consciência pesada a lhes fustigar. Formandos, de coração, meus sinceros agradecimentos. Que Deus ilumine seus caminhos e que lembrem sempre que temos um anjo olhando por nós. Que Deus o ilumine e guarde, onde estiver, e que possa receber as graças do criador para orar pelos que aqui deixou, e, que possa pedir por aqueles ''outros'' que infelizmente são seres passantes que em nada contribuem para nosso enriquecimento espiritual, aqueles que nem exemplo semeiam e que muito logo nem serão lembrados.
MARLENE APARECIDA COGO MILANEZ, empresária, Bela Vista do Paraíso
Cerveja e idosos
Incrível como a agência reguladora e fiscalizadora de comerciais (Conar) libera para serem veiculadas propagandas preconceituosas e de mau gosto. A da cervejaria Schin (nova), por exemplo, abusou na baixa qualidade, expondo nossos idosos ao ridículo. Graças aos parlamentares éticos e atentos à exploração e discriminação na mídia é que aquele comercial foi suspenso. Aliás muitos outros deveriam. A sociedade moderna não pode de forma alguma admitir que os veículos de comunicação (concessões públicas) veiculem comerciais que difamam a dignidade das pessoas!
CÉLIO BORBA, Curitiba





