Assinatura do telefone
A polêmica discussão do fim da assinatura básica do telefone continua. A cobrança é legal ou ilegal? Ações pipocam em todo o país, liminares são concedidas, a favor ou contra. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que acaba com a assinatura básica do serviço de telefonia fixa, mas, a matéria precisa passar ainda por três comissões na Câmara e pelo Senado, além de ser sancionada pelo presidente. A Anatel é contra o projeto. Não vamos nos iludir, se aprovarem o projeto, com certeza farão uma revisão tarifária, aumentando os serviços, podem esperar. Aqui em Londrina, recordo quando minha mãe comprou uma linha telefônica da Sercomtel, pagou parcelado durante 24 meses para depois ligarem o telefone. Havia até comercialização de linhas telefônicas na época, vocês devem se recordar. Hoje porém, para se habilitar uma linha telefônica, cobra-se uma tarifa no valor de R$ 1,62. Gostaria de fazer uma sugestão ao prefeito Nedson, com relação à assinatura básica que é cobrada em nossa cidade, para que pudesse ser feito justiça com aqueles proprietários de linha da época: como exemplo, se considerarmos que uma linha telefônica hoje custaria em média R$ 4 mil, e o valor da assinatura básica R$ 36,68 mensal, poderia ser abatido na conta telefônica o valor da assinatura até que se chegasse ao valor da linha, ou ainda, abater o valor total da conta/mês, para não dizer em devolução do dinheiro aos proprietários de linha. Agindo assim, o prefeito minimizaria a injustiça cometida com aqueles que, com muitas custas no passado, conseguiram adquirir uma tão sonhada linha telefônica. Se liga nessa Nedson!
CARLOS ALBERTO SIQUEIRA, funcionário público municipal, Londrina

Tsunami e Deus
Ao ler uma comparação do Tsunami e a Bondade de Deus (Espaço Aberto do último dia 12), chego à conclusão de que existe pessoa que ainda não descobriu o sentido da vida, tenta com a razão achar respostas para o que é inexplicável. Como uma pessoa com tanto conhecimento e estudo, afinal um filósofo, pode escrever e ser tão insensível ao querer condenar e ironizar o Criador do Céu e da Terra, Aquele que criou o mundo, que deu vida a seus filhos, colocar em dúvida a onipotência de Deus e, questionar se, realmente fosse Deus, Ele não teria permitido que o maremoto tivesse destruído os países da Ásia. É o mesmo que dizer que o pai permitiu que o assassino, ao seu lado, matasse seu próprio filho e nem se quer levantou a mão em favor do mesmo. Ele esquece que, quando destruímos a natureza, poluímos os mares, desmatamos as florestas, isto, com o passar dos anos, tem um preço. O homem, com suas próprias mãos, se autodestrói. Também a ganância e a soberba fazem com que tudo de mau venha acontecer. Agora, julgar que o Rei dos Reis, o Deus dos deuses, o filósofo dos filósofos, o supremo criador, é culpado por este acontecimento, ou melhor, se omitiu de socorro em um acidente da natureza... Professor Aguinaldo Pavão, existem pessoas que conhecem a Deus pelo Amor e, outras, pela Dor, mas sem exceção todos os joelhos se dobraram diante de Deus... No céu, na terra ou, até mesmo, no inferno.
ALEX CEREZA, consultor de vendas, Londrina.

Por quem eles trabalham?

Gostaria de me associar aos comentários do professor Claudinei Ferreira do Nascimento, em carta escrita à Folha, no último dia 12. É, caro professor, a política toma caminhos que precisam ser avaliados, e urgentemente. Comecei a assistir à entrevista do vereador Orlando Bonilha, mas o cinismo de suas respostas me fez trocar de canal. infelizmente estamos a mercê das decisões destas pessoas, que geralmente (se não sempre), beneficiam a si próprios. Acho que, além das eleições, ainda deveria ser feita uma seleção com esses candidatos (destas que nós enfrentamos por uma vaga no mercado de trabalho), com gurus da área de RH, para peneirar os despreparados e aventureiros que queiram seguir carreira política (se peneirar hoje será que sobra algum que cumpre o script?). Hoje, para se tornar candidato a vereador, por exemplo, deve ser muito fácil, pois até catadores de papel saem candidatos; e, o mais incrivel, é que alguns conseguiram ser eleitos. Não estou discriminando, mas que preparo tem essas pessoas? Esta seleção deveria ser feita pelos partidos, antes de lançar um candidato, mas quem poderá mudar esta realidade, se os partidos permitem que corruptos, indiciados por vários crimes disputem uma eleição? Isto, caro professor, é um retrato do povo, digo pois, baseado nos números da última eleição para prefeito em nossa cidade, onde a imoralidade venceu no 1º turno (digo imoralidade, mas o povo quem votou), e nos assustou no 2º turno, isso me provou que a politica é o reflexo de uma sociedade acomodada, que perdeu a fé na justiça e criou um certo ditado ‘‘rouba mas faz’’, ou até mesmo ‘‘ah! não tem outro pra votar’’, ou ’’é tudo igual mesmo’’, uma pena, pois só poderemos cobrar algo do poder público participando de forma atuante e consciente, e não simplesmente comparacendo as urnas de forma passiva.
LEANDRO FERMINO PEREIRA, escriturário, Londrina

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