CARTAS
Pobre não tem vez
Gostaria de manifestar minha indignação a respeito do ''Prouni'' que diziam ser universidade para todos. Tenho 21 anos, sempre sonhei em estudar Biologia, mas não pude tentar antes por problemas familiares. Sempre fui estudiosa e dedicada. Escola para mim sempre foi um prazer, sempre tirei notas ótimas e quase sempre passava de ano no 3º bimestre e era elogiada pelos meus professores, e por diversas vezes, fui a melhor aluna da sala. Somente este ano consegui emprego e pude pensar em voltar a me dedicar aos estudos, pois sou casada, tenho um filho de 3 anos e pago aluguel. Em anos anteriores não tive dinheiro nem para o vestibular, mas este ano me enchi de esperança com o ''Poruni'', pois como vou fazer um curso de licenciatura numa matéria em que faltam milhares de professores (obtive essa informação no site do MEC ) e o governo disse que ia dar incentivos para cursos de licenciatura... mas, não foi isso que aconteceu. Não consegui me inscrever no ''Prouni'', pois não havia prestado o ''Enem'' de 2004, e sim no ano em que conclui o ensino médio (2000) apesar de preencher todos os outros quesitos inclusive para pleitear bolsa integral. Resultado: passei em 5º lugar numa faculdade particular efetivei a minha matrícula e corro o risco de não conseguir me manter no curso. Meu serviço é temporário sem a menor possibilidade de ser efetivada (agente de pesquisas do IBGE em Arapongas) e preciso ajudar nas despesas de casa. Tenho tentado diversas vezes entrar em contato com o MEC através de e-mails e nunca recebi sequer uma resposta. Acho um descaso. Sinto que esse vai ser mais um dos programas do governo que não vai dar certo, pois conheço pessoas que conseguiram meia-bolsa e não só não precisam como vão dispensar, isso me revolta. Desde o final do ano passado que estou tentando conseguir bolsa de outra forma e não estou conseguindo. Quando passei no vestibular não sabia se sorria ou chorava devido a não ter recursos para me formar e de ver esse meu sonho tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Gostaria que se possível ajudem-me mandando resposta caso haja outra forma de pleitear bolsa de estudo ou caso alguém tenha o interesse de me apadrinhar já que pessoas jurídicas têm dedução no imposto de renda. Por isso estou aqui manifestando a minha indignação como já disse, uma vez que a imprensa tem grande impacto e poder de persuasão perante a sociedade, gostaria de relatar este acontecido, o descaso dos organizadores, e a impossibilidade de alguém que quer e precisa estudar e não obteve ajuda de ninguém.
FN62>SIMONE FORCATO FERREIRA, estudante, Arapongas
Parabéns Walmor
No mês de junho (2004), li um artigo de sua autoria, deste jornal, intitulado ''A missão do excepcional'' que muito me emocionou, pela forma com que você abordou o assunto. Só agora consegui me refazer da emoção e escrever algumas palavras, pela dificuldade em encontrar termos que expressassem sentimentos tão nobres como os que você se referiu as pessoas especiais. Já li muito sobre o assunto, escrevi algumas coisas, mas seu artigo trouxe algo de sentimento profundo do conhecer e compreender, uma quase assência, que alguns seres humanos conseguem adquirir na vida. É assim que interpreto seu artigo, ele foi além do conhecimento, realmente excedeu a tudo que podemos considerar em nobreza de sentimento da razão humana. Acredito que o mundo tem dado passos importantes em relação aos conceitos referentes às pessoas especiais, tudo indica que vários trilhos estão sendo percorridos rumo a caminhos bem melhores, haja vista a política de inclusão educacional. Enfim, hoje, a razão humana exercita em suas teorias e algumas práticas em relação à pessoa especial, conceitos lógicos, óbvios e acima de tudo cristãos, à medida que reserva a oportunidade de direito a todos (o direito a frequentar a mesma escola, a mesma empresa, etc). Penso que uma sociedade inclusiva só será alcançada a partir de uma tríplice e poderosa aliança: família, escola e mídia, nesta última, me reporto aos jornalistas produtores de conhecimentos, que escrevem provando competência, pois para tal se aprofundam nos assuntos ao qual se propõem a escrever.
ÂNGELA MARIA RIBEIRO, Cambé
Ceal
Quero manifestar a minha total preocupação em relação às palavras do presidente da Câmara de Vereadores, Orlando Bonilha, ao pedir que o presidente do Ceal (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina), Engenheiro Nelson Brandão ''cuidasse da sua entidade''. Isso atingiu não somente a pessoa do nosso presidente, mas todo o Ceal - afinal somos uma entidade séria e que se preocupa em cuidar da nossa cidade! Ora, vereador Bonilha, entendo que a Câmara deveria sempre receber as sugestões e críticas como uma contribuição louvável - afinal não são todos os cidadãos que têm a consciência de que podem manifestar suas opiniões nas coisas públicas - pois os vereadores são eleitos como os representantes do povo. E o Ceal é uma instituição que há 5 décadas contribui com Londrina. É de extrema importância, como exercício de cidadania, a participação popular. E que nossos representantes tenham essa consciência. Exerçam seu mandato com dignidade e orgulho. Legislem a favor da população - e não se deixem se levar por pequenos (ou grandes) interesses. Resgatem o seu real valor, pois é sabido (tristemente) da má fama dos políticos. Mostrem que, pelo menos em Londrina, poderemos reverter essa imagem. É meu desejo. São meus votos. Fica aqui o meu protesto! Sou cidadão, arquiteto e, orgulhosamente, associado do Ceal.
ANDRÉ LUIS SELL, arquiteto, Londrina





