Maus tratos a animais


Quem mora na região do Jardim San Fernando e Vale do Cambezinho, diariamente, se depara com cenas de agressões a cavalos, cenas que chocam e nos deixam perplexos ao ponto que chega o ser que se diz humano. Outro dia, me revoltei e, por pouco, não entrei em luta corporal com um carroceiro que forçava o cavalo a dar marcha à ré na chicotada. Além dos cavalos que ficam soltos pelas ruas, pois volta-e-meia há atropelamentos dos pobres animais. Está mais do que na hora de se tomar providências, ou pelo poder público e até pela polícia, se for o caso. Pelo que eu sei, provocar maus tratos a animais dá prisão.


ALBERTO COUTINHO ALBERTI, funcionário público, Londrina



Editorial


Concordo com os dizeres do Editorial do último dia 11, da Folha. A meu ver, porém, deveria haver algumas distribuições. Por exemplo: quem pleiteasse o cargo Executivo (prefeito, governador e presidente da República), afora possuir formação em Administração Pública, também deveria possuir formação em Ciências Políticas. Deputados (estaduais e federais), assim como senadores, deveriam forçosamente possuir formação em Ciências Políticas. Não me refiro aqui aos ocupantes dos cargos de ministros, por achar que hoje está muito deturpado, haja vista que são ocupados por políticos, os quais, na maioria das vezes, não possuem qualquer competência para o cargo e ali estão unicamente por politicagem. Quanto aos vereadores, estes deveriam possuir pelo menos o segundo grau completo. O ideal era que também tivessem formação universitária, aí não importando a área. Aliás, acho que vereador não necessita de gabinete, assessor e mesmo Câmara, posto que seu lugar deveria e deve ser na rua, examinando as carências do povo, para trazê-las sob reivindicação ao órgão competente, neste caso, o prefeito. Um local para se reunirem, pelo menos uma vez por semana, não necessita dos requintes que vemos hoje na Câmara, tampouco se justifica o que o atual presidente falou sobre o aumento das despesas. Podem verificar, só se encontra vereador ou candidato ao cargo em época de campanha política. Depois disso, muitas das vezes, nem na Câmara. A meu ver, deturparam o cargo de vereador, o qual não deveria nem ser remunerado. Antes, o governo mantinha uma faculdade de Administração Pública, que, segundo noticiário dos órgãos de imprensa, era muito respeitada. Por que será que ninguém mais fala dela?


EDMILSON ASSIS DOS REIS, bancário aposentado, Londrina



Tarifa do Ônibus


É, no mínimo, estranha, a concessão do reajuste de 30 centavos na tarifa do transporte coletivo, logo após o encerramento do processo eleitoral. Qual a categoria profissional - digo, daqueles que realmente trabalham - teve o privilégio de ter um porcentual de majoração desta magnitude em seus salários? Desconheço alguma categoria tão privilegiada quanto a dos banqueiros e de alguns empresários, que por ocasião dos processos eleitorais, são os verdadeiros financiadores de milionárias campanhas políticas. É claro, tudo tem um preço e, como sempre, os menos favorecidos pela sorte e que ignoram o processo, são os que pagam a conta. Pelo andar da carruagem, e pelo contentamento dos picaretas do sistema financeiro no Brasil, que nunca ganharam tanto dinheiro como na égide do atual governo, à custa da extorsão oficializada pelo poder central - a exemplo do ocorrido em Londrina no processo eleitoral, guardada as devidas proporções -, não faltará dinheiro para a próxima campanha à reeleição do presidente Lula e de seus correligionários. ''Quem viver, verá''.


LOURIVAL BARBOSA, estudante, Londrina


Logomarca


Gostaria de saber do promotor e do juiz que proibiu a Prefeitura de Londrina de usar a logomarca em placas de obras que estão em andamento, na cidade: será que é odio do PT ou do prefeito que vem de família humilde e foi reeleito pelo povo de Londrina? Por que não proibir o governador de usar a logomarca do Estado, ou o presidente Lula usar a logomarca ''Brasil, Um País de Todos'' ou Fernando Henrique de ter usado ''Brasil em Ação'', e assim tantos outros. Todos, por que Londrina não?


HELIO MICHELETTI, Rolândia



Tsunami e Deus


Em que pese o Aguinaldo Pavão ser professor de Filosofia da UEL, parecer ser agnóstico e lidando com o conflito existencial sobre sua fé em Deus, esta ''mente piedosa'' pede a palavra para sugerir que, entre milhares de hipóteses possíveis, o desastre natural pode ter sido a reação a uma ação para a ''saúde'' planetária, que nossas santas ignorâncias não conseguem explicar. Para que sua aflição, de quem cultiva ''a razão'' e a faz sob a lógica de ser humano, possa ser consolada, os ''espíritos devotos'' querem consolá-lo com a lembrança de que a morte representa para muitos um nascer para uma vida melhor. Dessa forma, quem morreu foi de fato escolhido por Deus. É uma questão de fé!


RENATO PACCA, gerente de logística, Londrina


Que mel tem este homem


Sem dúvida alguma, o vereador Orlando Bonilha é um dos políticos mais poderosos de Londrina, algumas de suas últimas façanhas o credenciam ser chamado de Primeiro Ministro do segundo mandato do prefeito Nedson. Homem de currículo político dos mais polêmicos. Já, no primeiro mandato, se envolveu em rumoroso caso na antiga AMA-Comurb, em indicações de pessoal sem passar por concurso público; ganhou manchetes em todos os jornais quando filmado pelo ex-prefeito cassado, em conversas no mínimo muito duvidosas, no gabinete do próprio ex-prefeito. Culminou ainda com a saída dos banheiros da Câmara, com os punhos cerrados, votando pela cassação em voto praticamente de minerva. Homem simples, de fala mansa, nem sempre compreensível. O que mais chama a atenção neste homem, é a maneira clara que defende projetos antipopulares, como a manutenção do número de vereadores, aumento de verbas no gabinete e etc... O recente ''pito'' que passou no Clube de Engenharia e Arquitetura nos deixou perplexos. Este é o perfil de uma nova liderança que surge. Mas como perguntar não ofende, eu pergunto: Que mel tem esse homem?


WALTER COSTA BARROSO, cirurgião dentista, Londrina

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