A fome é imediata

Andando pela cidade de Londrina vemos várias faixas com a seguinte mensagem: ''Não dê esmola, pratique cidadania''. Faço a seguinte pergunta: Que cidadania é essa em que deixo de ajudar uma pessoa que está passando fome agora, que está com sede agora, que está com frio agora e que está na minha frente pedindo qualquer ajuda que seja? Será que as pessoas que estão por trás desse projeto alguma vez na vida já passaram fome? Já sentiram muita sede e já ficaram sem ter onde morar? Acho que não. O fato de não dar esmolas simplesmente fará com que essa pessoa que está com fome agora, durma com a barriga vazia. A fome é imediata. Depois que der a essa pessoa a ''esmola'' que ela está pedindo, aí sim, posso ''praticar'' cidadania. Penso que em vez de gastar dinheiro com faixas e desperdiçar o tempo de aproximadamente três pessoas (número de pessoas encarregadas de colocar a faixa em um só local), poderiam visitar um local logo atrás da rodoviária de Londrina ocupado por adultos, crianças e bebês de colo e providenciarem abrigo, roupas e comidas para essas várias pessoas que estão ali abandonadas morando debaixo de lonas pretas. Isso seria bem mais útil que ficarem espalhando faixas pela cidade com mensagens insignificantes e ofensivas. A cidadania deve ser praticada na hora do voto, na hora de se informar qual candidato está realmente preocupado com a população e não com a elite, na hora de participar de projetos sociais, na hora em que decido não comprar um ''carrão'' ou construir uma mansão em prol de ajudar quem não tem o que comer. Se temos tanta gente pedindo esmolas, morando nas ruas, roubando, matando, traficando é porque foram ''empurradas'' pela elite existente e pelo aumento constante do abismo entre os mais ricos e os mais pobres. Lembre-se: a fome é imediata, ou seja, dê esmola e também pratique cidadania.

JOSIANE RODRIGUES, assistente financeiro, Londrina

Obras na BR-376

Meu objetivo é fazer um comentário a respeito da matéria da Folha de Londrina (domingo 9/01/05) que abre a página 9 do primeiro caderno, cujo título é: ''TCE cobra término de obras na BR-376''. Não pude ficar omisso quando de minha leitura da reportagem, ao tomar conhecimento da resposta da assessoria de imprensa da Rodonorte, no mínimo cínica, ao questionamento da inspetora de fiscalização da Primeira Inspetoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Paraná. No final de 2004 fiz uma viagem até Curitiba utilizando a BR-376 e pude costatar o péssimo estado de conservação desta estrada. Confirmo todas as observações da inspetora do TCE. Ao transitar pela BR-376 o sentimento que predomina é a de total insegurança. O acostamento praticamente inexiste, e faz parte da rodovia. As irregularidades na pista são de tamanha ordem, que fica muito difícil frear o carro repentinamente, estando o mesmo próximo do limite permitido de velocidade (110 Km/h). Nós acompanhamos a luta do nosso governador contra o alto custo do pagamento dos pedágios (de Mauá da Serra até Curitiba são R$ 25,10), tanto na campanha eleitoral, como através de suas ações no Governo. Através deste, solicitamos uma ação mais forte e definitiva, talvez do DER, para que a BR-376 tenha a condição de uso proporcional à sua importância para o nosso Estado do Paraná.

MARCOS DE CASTRO FALLEIROS, professor universitário, Londrina

Capital do Café

Londrina, Capital do Café outra vez? Sim! Pode não ser na quantidade, mas na qualidade deste produto tão apreciado pelo mundo. Através destas linhas quero homenagear meu pai Gonçalo Marques Pereira e meu irmão Marcos Antônio Marques Pereira, ambos ganhadores do 1º lugar no Concurso Café Qualidade Paraná para produtores de café orgânico. Um Trabalho muito difícil, mas para quem ama o que faz e acredita no seu potencial este prêmio é como uma grande vitória. A Coasol, Cooperativa Agroindustrial de Lerroville, é formada pelos cafeicultores adeptos desta forma de produzir café e que vem sendo apoiada pelos franceses que já se interessaram pela compra do produto e que, sem dúvida, vêm trazer novo ânimo para estas pessoas tão sofridas, que nunca desanimaram mesmo diante de preços tão baixos e das intempéries da natureza. Por isto Londrina pode se orgulhar destes cidadãos pés vermelhos, eles estão deixando suas marcas e com certeza colocarão nossa cidade em destaque no cenário mundial do café. Assim orgulhosamente digo: Parabéns! Pai, irmão e todos os cafeicultores que junto com vocês merecem este prêmio.

MARCIA APARECIDA MARQUES PEREIRA BURANELLO, dona de casa, Londrina

Tortura Inadmissível

Reforço o pedido da estudante Andrea Costa de que alguma ONG ou algum Departamento da UEL e Prefeitura deveriam orientar e educar os proprietários dos animais que lamentavelmente ainda ''puxam carroça'' em Londrina. A cidade cresceu e os coitados percorrem grandes distâncias diariamente e frequentemente apanham de seus proprietários como se fossem culpados de suas dificuldades . Muitos leitores devem ter o mesmo desejo que eu ao ver um cavalo puxando uma carroça, ou seja, a de colocar o dono para puxar a carroça. Deveria ser proibido animais puxarem carroça em centros urbanos, porém a sugestão de educar os proprietários é muito boa. Também eu, como a estudante Andrea, fico me lamentando de ver estas cenas deprimentes, porém estarei à disposição de qualquer Organização que queira se reunir para fazer algo de concreto em Londrina em favor destes ''pobres animais''.

EGBERTO LUIS JARDINETTE, administrador de empresas, Londrina

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