Maquiavelismo
  Num reino de faz de conta reina grande confusão. A tirania impera no estado governado despoticamente. A legitimidade do poder gera situações de crise e instabilidade permanente, onde somente o cálculo político, a astúcia e a ação rápida e fulminante contra adversários seriam capazes de manter o príncipe.   Como o poder se funda exclusivamente em atos de força, é previsível e natural que pela força seja deslocado, deste para aquele outro ou qualquer um. Pagos pelo príncipe com o money da república tributária os condottieri são hábeis em assessorias e marketing. A história e os exemplos mostram como o talento de alguns foi capaz de extrair das circunstâncias, isto é, dos momentos propícios fornecidos pela fortuna, uma orientação para suas iniciativas.
  Os protagonistas maquiavélicos tentam criar grandes e duradouras instituições porque, acolhidos pela fortuna, tiveram tirocínio para antecipar-se ao tempo e firmeza para realizar novas obras na oportunidade exata. O maquiavelismo hodierno antecede a Maquiavel como repositório de práticas que informam sobre as ações dos detentores do poder. Maquiavel simplesmente teria sistematizado esse conhecimento, transformando-o em engenharia operacional de governo. Nela não haveria lugar para a moral, e o amoralismo dos meios não prejudicaria os resultados se estes são bons. Maquiavel fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicita a realidade interna e externa da política, o deslumbramento despótico, as estratégias rasteiras dos podres poderes, de antes e os atuais.
José Fiori - [email protected]

Tortura inadmissível
  Está na hora de alguém tomar algumas providências. Os maus-tratos a animais que puxam carroça é muito grande, chega a agredir moralmente o ser humano. Tudo bem que os catadores de papel também levam uma vida sofrida, difícil. Mas isso não justifica submeter o pobre do cavalo ao sofrimento. Além de puxar a coarroça o animal é submetido a torturas. Incrível mas eles só sabem bater. Parecem descarregar no animal todas revolta pelas dificuldades do seu cotidiano. Não vamos condenar essas pessoas, são trabalhadores. São pessoas dignas. Mas vamos orientá-las. Vamos dizer para elas (infelizmente é preciso) que o animal rende mais se for bem tratado, com bom capim. Já não digo ração, mas capim mesmo, que temos em abundância nos bairros. E vermífogo? Será que alguém dá algum vermífogo para o animal? Aí também já é querer demais. Então, vamos orientar os catadores de papel que o animal é um aliado dele. Luiz Gonzaga já dizia: ‘‘O jumento é nosso irmão’’. Será que não aparece uma ONG de boa vontade? Prefeitura e Universidade deveriam ter alguém que se preocupasse, talvez um médico veterinário, talvez os estudantes de veterinária. Será que ninguém nunca viu um desses cavalinhos magros, famintos, sendo açoitado por não conseguir correr. Pois eu vi: vi uma égua com o cavalinho novo ao lado. A mãe super magra, no puro osso, fazendo um esforço para puxar a carroça. Ao lado, o filhotinho tentando mamar. E o carroceiro, com pressa, impedia. Animais são parte da natureza e merecem tratamento ecologicamente corrento. De dentro do ônibus, muitos viram a cena, mas tudo ficou nos comentários. Somos um povo omisso. Indiferente. É uma pena. Já que não temos órgãos públicos que se mexam, pelo menos poderia aparecer uma ONG.
Adrea A.S. da Costa, estudante de Londrina

Eles querem grana
‘‘O pessoal lá do Sri Lanka não quer alimentos, quer ‘‘grana viva’’ , ‘‘money’’ , ‘‘cash’’, o que é muito estranho para uma população que passa fome. Neste caso, acho que o Governo deveria priorizar a ‘‘fome nacional’’ e nos mandar essa ‘‘boia’’ , que esta faltando aqui.’’
Alexandre Stahall, Londrina

Assim não dá
  Mãos para o alto, 1,90 é um assalto! E ainda tem audacia de cogitar 1,95. Que abuso. De que adianta o salario minimo subir para 300 reais se os servicos públicos se encarecem...Como diria FHC, assim não pode, assim nao dá. É só esperar o período ilusório e inebriante das eleições passar que em seguida vem a dura realidade de quem nem se importa com as massas e quer utiliza-las para atingir o poder.’’
Gustavo Domingos, Londrina

Agora os profetas
  Só faltava essa. Não bastasse o circo que é a televisão brasileira, aqui entre nós, sem exeção, agora vêm os ‘‘profetas populares’’, a fazer previsões nos jornais. A gente merece?
Amador L.M.Siqueira, Maringá

Goioerê
Sobre a notícia ‘‘Prefeito de Goioerê não pagará fornecedores’’:
Se os débitos deixados pela administração anterior são caracterizados como exorbitantes, ferindo o princípio legal instituído pela LRF, e ainda, se compromete as ações do Plano de Governo atual é justa a moratória por que não caracteriza ‘‘pavonismo’’, mas aplicação da lei e fuga ao ‘‘jeitinho brasileiro’’ que prostitui as leis. Se não, o que se precisa fazer é esquecer ‘‘picuinhas’’ e lembrar que o homem público deve trabalhar para o público. O resto não conta. Seria pura vaidade! Não estamos mais na época dos administradores vaidosos.
Milton Aparecido Andrade da Fonseca, Cruzeiro do Sul

Logomarca
  Não creio que a logomarca faça alguma propaganda pessoal, ela cita claramente a disposição de trabalho da prefeitura em função do cidadão londrinense. E se existem muitas dessas marcas por ai identificando obras, é sinal que a prefeitura esta cumprindo seu papel. Parabéns Nedson, parabéns a toda a sua equipe. Viva o PT.
Antonio Carlos Acosta, Londrina

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