Barulho à noite
Não sei se foi, ou mesmo qual tenha sido a decisão tomada pelo Judiciário, com relação ao silêncio após as 22 horas. Tampouco li a opinião publicada pela Folha de Londrina em 29/12/04 sobre o tema. Penso porém, que todas as questões que envolvem a boa convivência entre cidadãos que vivem em comunidade, devem ser abordadas sempre a partir do bom senso. Sem dúvida alguma precisamos sim do conhecimento técnico-científico para a solução dos problemas sociais, mas o principal fator a nortear as decisões tem que ser o bom senso e a educação. Já diziam os mais velhos que o direito de um termina quando começa o do outro. Assim sendo, tudo aquilo que porventura incomode o outro, seja o clic de uma caneta que ecoa no silêncio de uma aula, seja uma música num volume insurdecedor no meio da madrugada, seja um bate papo descontraído debaixo de uma janela qualquer, devem ser evitados, se por acaso estiverem incomodando alguém. Recolher-se ao descanso e ao silêncio após as 22 horas é um direito que todo cidadão tem assegurado por lei. Aqueles que precisam ou gostam de movimentar-se depois deste horário é preciso tão somente ter bom senso e um pouco mais de educação. Com estes dois ingredientes, qualquer discussão sobre decibéis e coisa tal será totalmente vazia e sem razão.
MARIO CESAR CARVALHO PINTO, professor, Londrina

Feliz 2005
Ano Novo, Novo Ano! Depositamos tanta ESPERANÇA em cada ano que começa, como, se o fato dessa mudança fosse transformar tudo e todas as coisas em nossas vidas, quando essa mudança deveria se processar em nós mesmos, em nossas atitudes, maneira de agir, de ser. Tudo mudaria realmente quando nos conscientizarmos, e nos predispormos a viver melhor, a cooperar, seja no lar, no trabalho, na sociedade. Para que vivamos em Paz e sejamos todos mais felizes!
IRENE CRUZ CORRÊA, aposentada, Londrina

Promoção de Natal
Havia me calado, embora rejubilante por dentro, quanto ao resultado do LondrinaNatal, mas ao ler a edição de 31/12/2004, num pude me conter. Mas respeito profundamente o direito dos outros se manifestarem. Parabéns à Prefeitura por incentivar o desenvolvimento intelectual e cultural de nossa povo. Parabéns para a ACIL que transformou a promoção num evento inteligente. Parabéns professores da banca que julgaram as melhores frases, a sua universidade deve ter orgulho de vocês. A frase escolhida é de simples elaboração e de fácil entendimento, representando um corolário de 70 anos de conquistas e expectativas do povo londrinense. Devemos encarar mais esta promoção como um incentivo à melhora educacional, cultural e social do povo, afinal nós estamos neste mundo para evoluir, para sermos felizes, para construir um futuro grandioso. Pleitear sorteios é manter o povo brasileiro à mercê da sorte, o que, aliás, estamos vivendo e muito nos últimos tempos. Quando os melhores se projetam, aqueles verdadeiramente humildes se espelham e buscam superar suas dificuldades para alcançar o sucesso. Assim deve ser a nossa conduta. E, por favor, não me venham com a cantilena que os menos instruídos não tiveram chance. Criatividade independe de formação. Desejo que os próximos 365 dias sejam dias de Natal.
CÉLIO JOSÉ SCHNEIDER, psicólogo, Londrina

Tragédia na Ásia
Enquanto a maioria dos países se organizam para prestar ajuda aos povos atingidos pela tsunami no Sudoeste da Ásia, o presidente dos USA, George W. Bush apareceu empurrado pela imprensa americana oferecendo US$ 20 milhões, que depois aumentou para US$ 35 milhões, de ajuda para o sofrido povo, afetado pela enorme tragédia que ceifou a vida de 120 mil pessoas até hoje. O difícil é entendermos a ajuda dos USA como o país mais rico do planeta e que reservou para o Pentágono este ano, no Orçamento, US$ 700 bilhões para o desenvolvimento de novas armas e novas tecnologias de guerra e que reduzam o numero de soldados por terra para os futuros combates. Esse é o mundo em que vivemos hoje. Que bom seria se os governantes investissem em pesquisas para descobrir a cura do câncer, aids, mal de Alzhaimer, mal de Parkinson, diabetes, doenças cardíacas entre outras. Como não fazem ou não querem, a indústria bélica é a que mais cresce e mais mata no mundo. Aos trancos e barrancos chegamos a 2005. Pagamos R$ 125 bilhões dos juros da dívida eterna, com a fome e a miséria do povo brasileiro e nossos governantes receberam um grande elogio do FMI pelo desempenho do superávit primário de 2004. Os 52 milhões de famintos e miseráveis agora, segundo o IBGE, estão ficando obesos.
JOSE PEDRO NAISSER, ambientalista, Curitiba

173 irregularidades
Se há 173 irregularidades nas estradas doadas à Rodonorte, então configura-se um 171 (do Código Penal) igual ao de Jaime Lerner quando deixou as concessionárias extorquirem menos, pouco tempo antes da eleição.
MÁRCIO DICÉSAR BENASSI, escritor, Sertanópolis

CORREÇÃO
A palavra estranho foi grafada com erro de digitação e falha de revisão, na edição ontem.

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