Catástrofe anunciada
O Maremoto ocorrido no Oceano Índico atingindo com grande intensidade países ao redor do Golfo de Bengala e em menor proporção Omã no Golfo Arábico (Arabian Sea), teria consequências bem menos impactuosas se o homem (como ser humano e principal locatário do Planeta) tivesse consciência do envelhecimento natural de seu habitat. O tempo é o senhor do universo; na Terra o homem envelhece como tudo que nasce ou é construído plantas, animais, arranha-céus, veículos, máquinas e idéias. Cabe-nos a manutenção devida, a qualidade de vida, a preservação dos inestimáveis bens criados pela natureza, para que possamos chegar a um fim previamente concebido, sem traumas, saldos trágicos, inconformismos, perdas. Assistimos (com olhos de mercador) a tudo, passivamente: testes nucleares pelas chamadas grandes potências (EUA, Rússia, China) e pelas nominadas (e não menos irracionais) emergentes (Índia, Paquistão, Coréia do Norte, Irã), as quais dividem o ônus do lixo atômico com o resto do mundo; a produção colossal de armas sofisticadas de destruição em massa a maior de todas as bestialidades do homem, o que provocou mais recentemente a morte de mais de 100.000 iraquianos e ainda continua aumentado; a destruição sistemática das florestas, das camadas de proteção cósmicas; construções de complexos turísticos e militares sem respeito às leis naturais, exploração indiscriminada de minérios, árvores, petróleo; a comodidade do uso da energia suja em detrimento às pesquisas para obtenção de fontes energéticas que não poluem. A raça humana em nome do progresso, de um bem estar subjetivo, da ganância desenfreada para obtenção de supostos bens materiais corrompe, desagrega, ilude, fantasia e, isso tudo tem funestas consequências com o lindo planeta azul, que envelhece mais rápido e mal. Feliz ano novo?!!
JAIME H. CAMACHO, corretor de imóveis, Londrina


Multa de trânsito
Não sou procurador do Padre Romão, aliás nem católico sou. Vejo o padre como um cidadão que como eu sente-se ultrajado por essa S/A que montaram pra arrecadar fundos para a prefeitura. Ele está em seu pleno direito de levantar a voz. O sr. Edilson não tem a mínima vergonha em vir no jornal defender o corporativismo de sua equipe, aquela que fica paradinha em lugares estranhos anotando placas de carro ao invés de dar a devida orientação para melhoria do trânsito cheio de semáforos e sinalizações amadoras. Tudo feito sem a presença de especialistas hoje tão fáceis de serem encontrados mas, que em Londrina me parece foram susbstituidos por curiosos, por apadrinhamento político. Meu caso: trafegando pela Sergipe num final de tarde o fluxo do trânsito parou e eu estava no meio da avenida São Paulo. Ainda comentei com meu acompanhante: ''Pô o trânsito todo transtornado neste horário e dois ''guardas'' ali na esquina parados. Nem se mexem pra ver o que está acontecendo lá na frente''. Surpresa minha foi quando dias depois aparece uma multa em casa. Alegação: estava parado no meio de cruzamento obstruindo o trânsito!!!! Quando o fluxo parou eu estava no meio. Pra frente não poderia pois havia veículo parado. Para trás não tinha jeito pois também estava cheio de carros. Será que a duplinha de multadores queria que eu colocasse o carro nas costas para tirá-lo de lado? Outra absurda aconteceu com meu filho. Recebeu uma multa na Avenida Tiradentes por trafegar com os faróis apagados (eram perto das 18h30). Ainda havia a claridade do dia e boa. Por curiosidade perguntei dias depois a um ''aplicador de multas '' qual era o critério para se multar por deixar de ascender os faróis? A resposta: ''Se a luz do poste do local já estiver acesa é obrigatório ascender os faróis''. Como cada poste tem uma foto célula para acioná-lo, o critério é variado. Não caberia ai o bom senso? Até quando vamos aguentar multadores ao invés de orientadores?
AIRTON PROCÓPIO DOS SANTOS, fotógrafo, Londrina


Lixeiras
Há muito tempo se reclamava da falta de lixeiras em Londrina. Então, a Administração anunciou que novas lixeiras seriam colocadas. Anunciou e cumpriu, embora depois de muito tempo. São essas lixeiras constituídas de um tubo metálico fixado ao chão e um cesto de folha moedeira presa a ele. O cesto não é giratório ou escamoteável para esvaziamento, como se esperava. O que prende o cesto ao tubo são insuficientes pingos de solda na extremidade inferior e na superior. Há até quem diga que são colados com goma-arábica, tão grande é o número de cestos que se desgrudaram dos tubos. Percorrendo algumas quadras, encontrei os destroços de várias delas. Anos passados, a Administração (outra) encomendou lixeiras com cestos de material plástico. Um encanto para os vândalos que os incendiaram, permanecendo por anos a fio os suportes sem cestos atrapalhando os transeuntes. Em Londrina, infelizmente, tudo o que deve ser feito para a população precisa de CRCV (certificado de resistência contra vandalismo): orelhões, luminárias, abrigos de passageiros, sanitários, bancos de praça, floreiras. Até os engraxates do Calçadão de vez em quando deixam suas marcas de graxa ou tinta nas floreiras e placas de seu ambiente de trabalho. Não seria demais pedir que o Ministério Público e/ou o Procon tomassem conhecimento desse (des)caso das lixeiras para punir exemplarmente quem fabricou equipamento tão ruim e, principalmente, quem deu ganho de causa à licitação. Afinal, dinheiro público mal gasto não é um dos itens da Lei de Responsabilidade Fiscal?
REINALDO MATHIAS FERREIRA, professor, Londrina

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