Comemoração?

Como comemorar a chegada de um novo ano? Como? Se ainda teremos de pagar tantos e os mesmos impostos? Se ainda teremos de pagar pedágios escabrosos em nossas rodovias? Se ainda veremos tanta violência sendo transmitida pela TV e muitas vidas continuarão sendo ceifadas por conta do narcotráfico? Se ainda teremos conhecimento de tantas injustiças? Se ainda veremos nossos representantes nas câmaras municipais, estaduais e federais aprovando projetos que cada vez mais beneficiam os mais poderosos? Gostaria de ter uma boa e grande notícia neste ano de 2005. Uma notícia de que tudo vai ser diferente, que haverá paz, mais segurança, mais crianças na escola, mais trabalho, mais simplicidade entre todos, mais amor para com o próximo. É uma pena, mas acho que teremos somente a mudança de calendário.
JOSÉ ROBERTO PINTO, empresário, Londrina

Multa de Trânsito

Em carta publicada nesta seção no dia de ontem, na qual o Sr. Edilson Meranca contesta meu pronunciamento, também nesta seção, sobre multas de trânsito e agentes municipais, considero: o sentimento de indignação do Sr. Fiscal é muito pouco perto do que sente o cidadão de bem, humilhado moral e economicamente por quem abusa do poder. Recorrer à Justiça? Até que ponto vale o desgaste por uma multa de pouco menos de R$ 200? A Justiça não repara o prejuízo de sentir-se vítima de uma máquina que se observa inoperante sim senhor, que pouco faz a diferença, exceto na arrecadação do Estado. É o que se vê por aí. Porém, jamais quis generalizar nem dizer que os agentes de trânsito são dispensáveis e não teriam utilidade. Há muito trabalho a ser feito. O editorial da Folha, publicado na última segunda-feira, oferece excelentes sugestões, porque não aproveitá-las? A minha manifestação ecoou o sentimento de muita gente, a partir do que se vive e se observa correndo solto na prática do dia-a-dia. É a verdade oriunda de fatos, que não merece castigo, mas requer reflexão e humildade para tal. Considerar isso preconceito e estender o problema a outras classes policiais, é querer desviar o epicentro da questão em Londrina. Servidores custeados pelo próprio povo não aceitam ser questionados! Isso é típico de quem exerce algum tipo de autoridade. Fiscalizam os cidadãos e não aceitam ser fiscalizados. Ainda levam sorte da população não ter poder de punição, tal como eles o têm.
ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, padre, Londrina

A quem recorrer?

Caro Sr. Edilson Meranca, lendo a sua carta publicada no dia 29/12/2004, veio me ratificar o corporativismo. Não há justificativas para a falta de bom senso na aplicação de multas e lhe garanto que, por mais manifestações que os senhores agentes façam, mais antipatia criam com a comunidade, em especial os motoristas. Quando o senhor diz que todo cidadão que se sentir lesado deve procurar a justiça com sensatez, e existe sensatez na justiça do trânsito? Posso lhe afirmar que como se trata de uma indústria de multas, as defesas que são protocoladas junto à CMTU, ou qualquer outro órgão ''competente'' (pelo menos deveria ser), é quase impossível de serem favoráveis aos motoristas. Acho que é mais fácil cair um raio na minha cabeça. Digo-lhe isto pois também sou vítima deste sistema, e muito me indigna o senhor se desviar do tema debatido para tratar de pedofilia. Quanto mais os senhores escrevem, mais me causa repúdio. Gostaria de dizer-lhes que tenham bom senso, ao menos na hora de redigir uma carta.
LEANDRO FERMINO PEREIRA, escriturário, Londrina

Obrigado por recomeçar!

Se já não bastasse minha constante gratidão pelo povo londrinense, sinto-me, mais uma vez, no dever de agradecer. Agradecer como cidadão, como profissional de odontologia. Agradecer a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram na reconstituição de meu consultório, dilapidado em função de furto de grande monta, a que fui vítima, recentemente. Agradeço pelo apoio e solidariedade dos amigos, pela compreensão dos clientes, pela tolerância dos fornecedores e pelo altruísmo dos colegas, ofertando seus consultórios para o atendimento de meus clientes. Quando mais precisamos, tivemos o apoio necessário. Isso é típico de pés-vermelhos. Obrigado Londrina! Agradeço a Deus pelas coisas boas que me ocorreram em 2004. Certamente, 2005 será o ano da superação. Já estou preparado para recomeçar. E o recomeço fica bem mais leve quando se tem fé.
FÉLIX RIBEIRO, cirurgião-dentista, Londrina

Frigorífico Margen

Nem todas as empresas sonegam impostos porque querem, mas na maioria das vezes por não suportarem a exagerada carga tributária deste País que é uma das maiores do mundo, e ainda não verem retorno nenhum dos tributos que pagam. É com tristeza que vemos hoje mais uma grande empresa com problemas financeiros e milhares de pessoas perdendo seus empregos. Na avidez de arrecadar mais para financiar as mordomias dos políticos, o governo não está medindo esforços e consequências. E a reforma tributária, quando acontece, nunca é para menos, mas sempre para arrebatar mais.
SÉRGIO TORETO, escriturário, Goioerê

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