CARTAS
Trânsito em Londrina
Parabéns à Folha pela publicação do editorial do dia 27/12. Disse tudo com muita lucidez e propriedade. Os problemas do trânsito em Londrina são muitos, conforme enumera o editorial e é muita hipocrisia do poder público querer resolvê-los à base de agentes municipais, que se limitam a multar. Não se trata de ser contra multas a infratores inconsequentes, nem contra a vida. Porém, é inadmissível que, sob o pretexto de proteger ou ser simpático à vida, a autoridade seja exercida de forma irresponsável e arbitrária, causando prejuízos ao cidadão de bem. Bom senso é o mínimo que se espera de quem tem o poder de autuar, e é isso que falta! Aplicação da lei sem bom senso revela ignorância. Qualquer máquina, como pardais eletrônicos por exemplo, faz isso muito melhor, com a vantagem de comprovar as infrações. Certamente que, em Londrina, a diferença em arrecadação depois da instituição dos agentes municipais, não foi acompanhada na mesma proporção pela qualidade e agilização do trânsito e nem pela proteção dos transeuntes. Quem dirige e anda há anos pela cidade pode atestar isso muito bem. Uma perguntinha: por que nunca se vê agentes municipais à espreita de infrações no semáforo da BR-369, próximo à favela Nossa Senhora da Paz e em outros lugares de alta periculosidade? Por que o Município não cria uma guarda municipal para policiar favelas, bairros, combater o tráfico de drogas e a criminalidade em geral?
RICARDO DE SOUZA PEREIRA, representante comercial, Londrina
Trânsito
Parabéns pelo editorial de 27/12. Garanto que é exatamente a opinião de todos os motoristas de Londrina. O prefeito deve esquecer os acertos políticos e colocar uma pessoa com conhecimento técnico e administrativo para atuar nesta área. Afinal, existe a estrutura tanto de recursos humanos e materiais para um funcionamento aceitável do sistema viário. O que está faltando, realmente, é capacidade administrativa e responsabilidade para com o cargo.
EIDER RIBEIRO LUZ, advogado, Londrina
Multa de trânsito
Ao ler a carta do pároco Romão protestando contra multa de trânsito de que teria sido vítima, senti indignação pela forma que usou para expor revolta. Indignação, pois generalizou ao expor suas críticas, atacando toda uma classe de trabalhadores, os agentes municipais. Dando exemplo de comportamento que causaria sérios danos à Igreja Católica, pois bastaria aparecer no noticiário que algum padre foi flagrado abusando de criancinhas para que as pessoas lembrassem do exemplo do pároco, generalizando que todos eles praticam tais atos. Se existem agentes que aplicam multas indevidas, a diretoria da CMTU deve saber quem são eles, e a ela o pároco devia dirigir-se para expor protesto. Na ânsia de expor seu protesto, expôs seu preconceito, agredindo moralmente uma classe de trabalhadores que leva a sério seu dever, pois sabe que dele dependem muitas vidas. Sou fiscal de posturas da CMTU há dez anos e desde 2002 acumulo função de agente de trânsito, e nunca havia visto uma reação tão preconceituosa. O pároco afirmou ter recebido telefonemas apoiando-o por isto, como a gabar-se, quando devia envergonhar-se por sua reação. Estas palavras não visam isentar colegas de trabalho pelos desmandos que tenham cometido, outrossim lembrar ao pároco que todo cidadão que se sentir lesado deve procurar com sensatez o caminho da justiça. O que não se pode é agir de forma inconsequente, julgando que sentindo-se lesado por determinado profissional, possa gritar aos quatro cantos que todos seus idênticos agem de forma dolosa, logo nenhum presta. Pela visão dele os agentes municipais, policiais militares, rodoviários estaduais e federais, todos que tem por dever fiscalizar, são ''inoperantes'' que o Estado usa para ''fabricar multas''. Caso ao ler esta o pároco queira excomungar-me, antes de fazê-lo deverá lembrar-se: quem diz a verdade, não merece castigo.
EDILSON MERANCA, fiscal de trânsito, Londrina
Políticos
Amigo eleitor, é impressionante como a sociedade brasileira está desorganizada, seu povo não tem voz ativa, só pensam nele às vésperas das eleições quando precisam de votos para se elegerem. Passam o ano dentro de aviões ora para cá ora para lá, fazendo sei lá o que, quando vão tirar férias (desculpe, é recesso), eles têm um chamado para sessão extraordinária (realmente R$ 20 mil é extraordinário). Quando será que vão pensar em algo para o povo??? Este misterioso povo que ganha R$ 260 por mês. Não venham com a conversa que defendemos as necessidades do povo, buscamos recursos no governo para o povo, isto é obrigação. A Constituição esta aí para ser lida e defendida, o Estado não tem competência e, pior, o povo não tem competência para escolher seus representantes. Fico atônito de pensar em um governo que diz que vai fazer isto ou aquilo e não faz nada. Estou cansado de ver todo mundo se aproveitar e resolver que é bom, nada. Tenho orgulho de ser brasileiro, porque como muitos amo o Brasil, mas infelizmente somos administrados por pessoas incompetentes em todas as esferas do legislativo, executivo e judiciário. Eles são realmente invencíveis.
MARCELO MARTINS, comerciante, Londrina





